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terça-feira, abril 20, 2010

SOPA DE RISOTTO E ERVILHAS



Associo a sopa de arroz, tal como a canja de galinha, às constipações e gripes. Para recuperar as forças. Mas deixei esse "pré conceito" de lado e resolvi fazer uma sopa hiper rápida e rica para um jantar mais tardio.


Parece que é semelhante a uma que se faz por Veneza, a que chamam Risi e Bisi.




O QUE USEI:


- 1 caldo de legumes


- 150 gr de ervilhas congeladas


- 300 gr de risotto


- 2 colheres de sopa de queijo mozarella ralado




COMO FIZ:


Fervi a água com o caldo de legumes, juntei as ervilhas, o risotto e o queijo. Mexi e deixei cozer em lume muito brando aproximadamente 20 minutos.


Servi quentinho com parmesão ralado.


No outro dia, o arroz tinha absorvido quase todo o caldo. Não se pode deitar comida fora e por isso aproveitei e fiz uns bolinhos de arroz. Foi só juntar dois ovos, um pouco de farinha, sal e ervas. Envolver tudo e com a colher de gelado (muito prático) fazer pequenos bolas para dentro de uma frigideira com óleo muito quente. Ficaram muito macios, graças ao tipo de arroz.

segunda-feira, abril 19, 2010

JANTAR EXPRESS

Fazer um jantar apetitoso mas de forma express não é assim tão difícil. Não levei mais que vinte minutos. Mais uma vez inspirado nas receitas da Nigella, fiz perú com anchovas e pepino, acompanhados com arroz basmati e bróculos com molho de mostarda e alcaparras. Fujo um pouco dos molhos pelos condimentos e calorias, mas a mostarda é uma boa solução, porque muito pobre em gorduras. As alcaparras são muito intensas e nem sempre apreciadas. Eu gosto moderadamente. O mesmo se passa com as anchovas, muito salgadas, têm de se usar com equilíbrio. Mais simples que arroz basmati não conheço. Basta colocar a àgua a ferver e deixar o dito a cozer por dez minutos.
O QUE USEI (para o perú):
- bifes de perú
- 5 filetes anchovas
- uma colher de azeite
- 4 pepinos pequenos de conserva
- tomilho fresco
- sal
- 1 cálice de vinho do Porto
COMO PREPAREI:
Numa frigideira coloquei o azeite com as anchovas até estas se desfazerem. Passei os bifes de ambos os lado por cerca de 5 minutos. Retirei-os para um prato aquecido e juntei ao molho, os pepinos finamente cortados e o vinho. Deixei levantar fervura até reduzir um pouco e finalmente juntei as folhas de tomilho. Coloquei de imediato sobre os bifes e servi com o arroz previamente cozido e os bróculos que cozi no vapor. Aos bróculos juntei o seguinte molho.
MOLHO DE MOSTARDA E ALCAPARRAS:
- 1 colher sopa manteiga
- 2 colheres sopa mostarda Dijon
- 2 colheres de sopa de alcaparras
Juntar tudo numa caçarola. Deixar levantar fervura até reduzir e escorrer sobre os bróculos.
Vinte minutos? Menos!

sábado, abril 17, 2010

A pedido do nosso Psi, organizador da actividade, eis o cartaz deste ano.



"(...)
I'm down to a whisper
In a daydream on a hill
Shut down to a whisper
Can you hear me still

Eager to please,
Trying to be what they need
But I'm so very tired
I've stopped trying to find
Any peace in my mind
Because it tangles the wires
(...)"

A Fine Frenzy, Whisper

quinta-feira, abril 15, 2010

TARTE DE AMORAS E MAÇÃS

Esta tarte foi feita pela M. com amoras da Amoreira (aldeia) que tinha guardadas no congelador para usar fora de época e maçãs reinetas. O Jamie Oliver tem uma tarte semelhante que também já experimentei e é igualmente boa. O que acho mais fantástico em ambas as receitas é a facilidade de todo o processo e o tempo gasto. Pouco, muito pouco :)

O QUE USAR:

- amoras

- maçãs reinetas

- açúcar amarelo

- base de massa quebrada

- 1 gema

COMO FAZER:

Basta cortar as maçãs e juntar com as amoras e um pouco de açúcar (muito pouco porque a fruta já tem o suficiente), só para quebrar ligeiramente a acidez das frutas. Forrar uma tarteira com a massa quebrada. Colocar a fruta e usar mais massa disposta em tiras e passar gema com um pincel. A versão do Jamie é toda tapada, com apenas alguns furos para não rebentar.

Levar ao forno forte até cozer. Depois, comer ainda quente com uma bola de gelado, ou deixar arrefecer e acompanhar com um chá inebriante.


quarta-feira, abril 14, 2010

3 VERSÕES DE AGRIÕES



Gosto muito de agriões, embora saiba que nem sempre é muito seguro comê-los, mas têm imensas propriedades benéficas. Confio nos que compro já lavados e embalados no "sítio do costume".
Hoje deixo três sugestões com este vegetal de baixas calorias ;)
Começo pela sopa e depois duas saladas leves, onde incluo fruta que me sabe sempre melhor do que comida individualmente.
O QUE USEI:
- 2 mãos cheias de agriões
- 1 frasco de grão de bico cozido
- 1 cebola média
- 1 dente de alho
- 1 cenoura
- sal
- 1 colher sopa de zeite
- 1 ramo de hortelã
COMO TRANSFORMEI:
Numa panela média coloquei o azeite, a cebola grosseiramente cortada e o alho. Deixei quebrar um pouco e de seguida juntei todos os outros produtos, lavados e cortados. Acrescentei água. Deixei cozer bem, temperei com sal e passei com a varinha mágica. E voilá! Um creme macio e saboroso que serve de refeição ligeira, graças às proteínas do grão de bico.

Esta salada serviu de entrada para um dos meus almoços. Fiz quantidade suficiente para duas pessoas e comi tudo sozinha. Quase não sobrava espaço para o prato principal!

O QUE USEI:

- 2 mãos cheias de agriões

- 1 beterraba grande cozida

- 6 rabanetes

- 2 pêras rocha pequenas e rijas

- sal das salinas da figueira

- azeite extra-virgem de trás-os-montes




A última salada acompanhou uma omeleta.

O QUE USEI (na omeleta):
- 3 ovos
- 4 cogumelos
- 4 filetes de anchovas
- queijo mozarella
- folhas de aipo
- sal

O QUE USEI (na salada):
- 1 mão cheia de agriões
- 1 beterraba pequena cozida
- 1 laranja
- azeite extra virgem de trás-os-montes
- sal das salinas da figueira
- vinagre balsámico

terça-feira, abril 13, 2010

AINDA DOS JANTARES DE FIM-DE-SEMANA

A finalizar o jantar de sexta em casa da M. houve chá de jasmim com os muffins de gengibre e pêra que fiz na noite anterior. Retirei do livro da Nigella com pequenas alterações. Corto sempre no açucar...

O QUE USEI:

- 250gr. farinha

- 2 colheres chá fermento

- 100gr. açucar refinado

- 50gr. açucar amarelo

- 1 colher de chá de gengibre fresco ralado

- 125ml óleo vegetal

- 2 colheres de sopa de manteiga derretida

- 1 chávena leite meio gordo

- 2 ovos grandes

- 3 pêras rocha pequenas e maduras


COMO JUNTEI:
Comecei por ligar o forno a 200º graus e forrar com formas de papel o tabuleiro do muffins.
Numa taça coloquei os açucares, a farinha, fermento e gengibre.
Noutra taça juntei os ovos, com a manteiga, o óleo e o leite. Mexi bem e envolvi nos sólidos. Finalmente cortei a pêra em pequenos pedaços e envolvi tudo. Coloquei nas formas e polvilhei com um pouco do açucar amarelo cada um dos queques.
Em 20 minutos estão cozidos.
Segundo a Nigella, são óptimos mornos ao pequeno almoço. Mas frios comem-se muito bem, sobretudo com o chá de jasmim.

No sábado, o jantar foi cá em casa.

Preparei uma salada para abrir a refeição, aproveitando os ovos que já tinha cozido anteriormente. Depois foi só ir à despensa e à gaveta do frigorífico e não recear as misturas.
O QUE USEI:
- 6 ovos cozidos
- uma lata de bom atúm em azeite
- 6 filetes de anchovas
- 2 tomates sem sementes
- uma courgette cortada em fatias e grelhada
- azeite extra virgem
- sal
- tomilho fresco


Para prato principal fiz uma pasta com linguine, gambas e tomate seco. Uma pasta cá em casa é sempre sucesso garantido!

O QUE USEI: (para 4 adultos e 2 crianças)

- um pacote de linguini de espinafres e tomilho

- gambas descascadas

-1 frasco de tomate seco em azeite

- salsa finamente picada

- sal

COMO PROCEDI:

Enquanto cozi o linguini em água abundante segundo as instruções da embalagem, salteei numa caçarola as gambas limpas e valadas, juntamente com o tomate e aproveitando o azeite do frasco. Temperei com um pouco de sal. Depois de escorrido, envolvi o linguini na caçarola, juntei um pouco da água da cozedura e passei para um prato de servir. Salpiquei com bastante salsa picada e tapei, pois não há nada mais desagradável do que uma massa morna, morninha. Gosto dela bem quente, ou então totalmente fria, como salada.

Para rematar a refeição, e não tendo preparado um doce, resolvi salvar-me com o que havia lá em casa e nas ideias de quem me inspira! Assim, foi muito fácil e agradei a todos, sem cometer o pecado do excesso :)

O QUE USEI:

- 2 maças bem grandes, lavadas e fatiadas com a casca (e até as sementes)

- 4 fatias de pão de forma cortado em corações com as forminhas de bolachas

- manteiga

- canela

COMO TRANSFORMEI FRUTA E PÃO NUMA SOBREMESA:

Numa frigideira derreti um pouco de manteiga. Salteei as maças com um pouco de canela até ficarem moles e douradinhas. Retirei para uma travessa e coloquei mais um pouco de manteiga, onde torrei os corações de pão. Servi polvilhado de canela. Não sobrou nada!



segunda-feira, abril 12, 2010

JANTAR NIVELADORES





A M. juntou alguns "niveladores" num jantar de sexta à noite a cheirar a Primavera. Pelo ambiente, pela conversa, pelas flores e comida.


A ementa ficou a cargo da anfitriã (um belo pudim de peixe e camarão - ESPERAMOS A RECEITA) mas eu preparei uma pequena entrada e mais muffins para o costumeiro chá de jasmim com que se terminam as refeições em casa da M. O P. conhce o hábito e desta vez levou ele um saquinho deste maravilhoso chá. Também se encarregou do vinho. A escolha foi acertada. Um branco verde, muito leve e perfumado.


Fiz Húmus para barrar em tostas. O nome deste preparado não é muito bonito, mas é assim designado pelo ingleses. Não sei bem porquê. Eles costumam fazer esta pasta para acompanhar cordeiro, mas não só. Serve igualmente de entrada, de canapé e snack. É muito simples:

O QUE USEI:

- 1 lata de grão de bico cozido


- meio frasco de pimentos em calda


- 2 colheres de sopa bem cheias de queijo creme


- pimentão doce a gosto


- sal


- 1 colher de bom azeite


- tomilho fresco (na falta de cominhos secos)


COMO TRANSFORMEI:

Juntar tudo e passar com a varinha mágica. É magia!

Do chá com mauffins falo depois.

MUFFINS


Não sou doceira. Nem tenho grande apetência por cozinhar doces. Mas os muffins são um caso diferente. São fáceis de fazer e uma delícia para acompanhar um chá ao lanche ou no final da noite. Então com o tabuleiro de formas tudo se torna mais simples e rápido. Deixo duas sugestões que fiz nos últimos dias.


MUFFINS DE BANANA E CHOCOLATE (12 unidades)

O QUE USEI:

- 300gr de farinha

- 150gr de açúcar

- 100gr de manteiga

- 2 colheres de chá de fermento em pó

- 1 ovo

- 175ml de leite

- 2 bananas grandes

- 100gr de chocolate partido em pedaços


COMO JUNTEI TUDO:

Liguei o forno a 200ºC e untei muito bem AS 12 formas para muffins. Esmaguei as bananas, depois misturei a farinha com o açúcar e o fermento e noutra taça o ovo batido, a manteiga derretida e o leite.Juntei os líquidos aos sólidos e misturei bem. Logo depois as bananas esmagadas e o chocolate em pedaços.Enchi quase até cima cada uma das formas de muffins e levei ao forno até estarem cozinhados, cerca de 20 a 30 minutos.Deixei arrefecer e desenformei. Consegui fazê-los durante a hora de almoço e levei para o lanche de colegas (seleccionados ;)

Ao final da tarde resolvi fazer mais uma fornada, desta vez para mandar para casa da mãe e da mana. Afinal iam passar o dia a cuidar das minhas meninas. Era obrigatório um mimo.



MUFFINS DE CENOURA E COBERTURA DE CHOCOLATE
O QUE USEI PARA 12 MUFFINS:

- ½ chávena de açúcar


- 2 ovos


- 1 chávena de óleo vegetal


- 1 + ½ chávena de farinha


- 2 cenouras grandes cozidas


- 2 colheres (chá) de fermento


- 1 pitada de sal



- tablete de chocolate de culinária
- um pouco de leite

COMO JUNTEI TUDO:


Numa taça misturei a farinha, o fermento e o sal. Numa outra, coloquei o óleo vegetal, o açúcar, os ovos inteiros e a cenoura cozida. Bati com a batedeira eléctrica durante uns 2 minutos. Juntei a esta mistura os ingredientes secos e mexi bem. Coloquei a massa nas forminhas untadas com manteiga e polvilhadas com farinha. Levei ao forno a 180º (que já tinha ligado no início de todo o processo) durante 20 minutos.
Quando acabaram de cozer, retirei das formas e deixei arrefecer.
Entretanto derreti o chocolate com um pouco de leite e em metade deles deixei escorrer o chocolate para uma cobertura generosa. Para tarados por chocolate como eu, são uma verdadeira tentação.

domingo, abril 11, 2010

Palavras para quê!!!!!


Manuel Pellegrini «O Barcelona não pressionou muito, mas estivemos ansioso e acelerados. Era importante marcar o primeiro golo, mas foram eles que marcaram. Fomos batidos por uma equipa que actualmente nos é superior».

Messi «Como sempre, voltamos a demonstrar que na actualidade, se quisermos, somos superiores a qualquer equipa. Mas é preciso demonstrá-lo no campo, como fizemos esta noite. Foi um jogo equilibrado, com muito respeito de parte a parte, e ganhámos porque aproveitámos melhor as oportunidades».

Bota de Ouro: Messi ultrapassou Rooney com o golo no Bernabéu
Argentino já marcou quarenta golos esta temporada, 27 na liga espanhola.

sexta-feira, abril 09, 2010

PIZZA


Adoro Pizza! Não gosto das congeladas, semi-preparadas e afins. Também não sou amante das provenientes do fast-food. Gosto das que como aqui e gosto muito das que faço em casa.


Confesso que 99% das vezes uso bases já preparadas. As congeladas, quando é apenas para uma pessoa, ou mais frequentemente as massas frescas que são óptimas e uma ajuda a encurtar o tempo de preparação. Quando há tempo, preparo o molho de tomate para a base, mas gosto muito do molho de tomate e basílico do "sítio do costume" e não tenho pudor em usar esse preparado. A vida não se compadece... Quanto ao queijo, mozarella, claro, mas nem sempre o ralado. Uso o de bufala que dá um toque diferente. Sempre temperei com oregãos. Que monotonia! Desta vez, inspirei-me no Jamie, fanático por ervas aromáticas, que aconselha o tomilho. Fantástico!!!!!!!




O QUE USEI:


- base de pizza congelada


- 2 tomates de rama bem maduros sem sementes


- cogumelos pleurotus em fatias finas


- azeite extra-virgem


- sal (das marinahs da figueira)


- tomilho (do quintal da zira)


- uma bola de mozarella de bufala em pedaços




COMO EXECUTEI:


Liguei o forno a 200 e na opção pizza.


No meu almofariz coloquei um pouco de sal, uma colher de azeite, o tomilho ripado e o tomate limpo e partido em pedaço. Esmaguei até obter uma pasta. Cobri a base com esta pasta e dispus por cima as tiras de cogumelos. Em relação aos cogumelos, uma dica importante: nunca devem ser lavados porque absorvem toda a água. São muito esponjosos e depois libertam essa água. Devem ser limpos com um pincel de cozinha ou com toalha de papel, e os caules cortados nas pontas. Isto aplica-se a todas as utilizações que se faz com este produto fresco.


Levei ao forno por cerca de 10 minutos. Finalmente coloquei o mazarella em pedaços de forma uniforme e deixei derreter até obter um tom ligeiramente dourado.


De facto, o sabor foi uma surpresa. Habituamo-nos muito rapidamente à rotina e fugir dela pode ser maravilhoso. Oregãos na pizza? Nem sempre, nem nunca!

so true, and this isn't even America

quinta-feira, abril 08, 2010

*
Por isso é que o primeiro-ministro tem tanto horror a que falem das suas "conversas privadas".

SOBRAS


Não sou pessoa de passar só com uma sopa ou uma bela sandocha. Não! Cozinho todos os dias o almoço SÓ PARA MIM!. Há quem veja isso como um disparate. Mas é uma das melhores horas do meu dia. Sozinha, no silêncio da minha casa, com uma luz intensa a rasgar a cozinha, aproveito a hora e meia que tenho de almoço para confeccionar e me deleitar, depois, a comer na sala, enquanto passo os olhos por mais um episódio do Sexo e a Cidade, a Juíza, ou quando não estou vulnerável, um Anatomia de Grey.

Mas dias há em que me sobrou qualquer coisa do jantar e eu aproveito, ou faço já a mais para nova receita. Foi o que aconteceu desta vez. Do "caldo de fusão" guardei galinha grelhada e cozi macarronetes para posterior utilização. E o resultado foi uma salada de legumes, galinha e massa muito equilibrada. Fiz assim:


CONTEÚDO:

- galinha grelhada em lascas

- macarronete cozido

- agrião (lavado e ensacado) do "sítio do costume"

- beterraba cozida cortada em pedaços

- azeite de trás-os-montes (que o paizinho oferece)



PREPARAÇÃO:

Juntei tudo numa taça, temperei muito bem com o azeite e o sal.


Depois foi o deleite.

Vim trabalhar muito mais confortada e de barriguinha cheia, que eu não sou de passar fome :)

REGRESSO?


Amigos niveladores


Esta é uma tentativa de regresso ao blog dos niveladores. Vamos ver se consigo alguma regularidade. Desta vez deixo de lado as sugestões literárias, cinematográficas e exposições. Vou dedicar-me antes a algo que também me seduz: a comida.

Gosto de cozinhar, como todos vocês já sabem. Adoro programas de culinária, sobretudo os do Jamie e também da Nigella. Inspiram-me!

É isso que me proponho fazer. Apresentar as minhas versões das receitas que lhes vou conhecendo. E as minhas "criações"... (cof cof)


Começo por um "caldo de fusão", assim denominado pelo Jamie. Não fui fiel à receita dele, mas considero que ficou muito agradável e com um sabor diferente do que estamos habituados na cozinha mediterrânica.

Cá vai:


O que utilizei:

- um pedaço de galinha da criação da nelinha (sem gorduras)

- meia saca de legumes preparadas para comida chinesa

- macarronetes

- gengibre fresco

- alho

- molho de soja

- salsa do quintal da zira

- sumo de lima

- sal das marinhas da figueira


Como preparei:

Desossei o melhor que pude a galinha. Ficou um osso com pedacinhos de carne e alguns ovinhos. Coloquei numa panela a cozer com água, sal, alho esmagado e gengibre em lascas bem finas. Não coloquei tampa na panela, antes uma das minhas panelas de bambú com a mistura de legumes chineses para amaciarem com o vapor. Mas podem cozê-los no caldo (pouco tempo, para não desfazer). Entretanto fui grelhando os bocados das galinha, sem qualquer adição de gordura. Depois deixei arrefecer e fatiei em lascas estreitas e curtas. Em simultâneo deixei a cozer o macarronete em água com sal.


Como finalizei:

Numa taça funda individual coloquei em camadas o macarronete, seguido dos legumes e depois o frango. Coei o caldo da cozedura do osso e aparas por cima. Finalmente coloquei a salsa picada grosseiramente na minha meia lua, sumo de lima e um pouco de molho de soja.


Degustei com imenso agrado. É refrescante e foi o melhor rescaldo para os excessos da Páscoa!

Experimentem. (ou fica para um jantar lá em casa. faço eu;)

"génio, perfeito, mágico e rei"

Só conheci um até hoje. Este:



O resto são malabaristas. Divertem, mas é só.

quarta-feira, abril 07, 2010

terça-feira, abril 06, 2010

O melhor golo da época 2009/10 - FALCÃO

Yundi Li Performance




Eu e a Sandra tivemos o prazer de assistir na Casa da Música a um concerto de piano executado por um dos melhores pianistas do Mundo da actualidade. Está no meu top 3 :)Eis uma das peças a que assistimos: "La Campanella". Espero que gostem!!!!

segunda-feira, abril 05, 2010

domingo, abril 04, 2010

é preciso ter lata



*

Pois não. Quem pensaria em tal coisa? Só porque decidiu o jogo marcando três penaltis fantasma a favor do braga, um deles quando já passava da hora (recordemos que o Paciência reclamou por ter sofrido um golo do slb "15 segundos depois da hora")? Há por aí tantos mal-intencionados...

dragão de ouro e sócio do ano

Se é verdade, e a avaliar pela triste figura, ou alguém no fcp anda muito distraído ou os outros sócios são todos regulares nas consultas do Magalhães Lemos.

"Anamika"


*


"... ela era simplesmente encantadora como uma flor é encantadora, suave, com pétalas, olhos de abelha, lábios rosados, sempre à beira de soltar uma risada borbulhante, como uma pomba, um sorriso adorável, e tinha uma índole boa que era quase uma auréola. Onde ela estivesse havia paz, satisfação, bem-estar. (...)
Nunca se deixava levar para um campo nem para outro; conseguia este equilíbrio deixando-se simplesmente ficar no centro, para que todos viessem ter com ela, atraídos por ela como as abelhas por uma flor de lótus. Um lótus com a sua beleza profunda, cremosa, pacífica - era o que ela era. Ou uma pérola, suave e luminosa.
(...)
Então por que razão terá tudo mudado no momento em que o triunfo deveria ter atingido o seu apogeu? Por que terá a boa sorte mudado de rumo e mergulhado de forma tão chocante? (...)
Uma, Aruna e todas as outras primas juntaram-se para verem o tal partido quando chegou, já na qualidade de noivo, ao casamento e quase fugiram de susto ao vê-lo. Era tão mais velho do que Anamika, com uma expressão tão sinistra e tão convencido da sua superioridade em relação a todos os presentes! (...) As crianças perceberam isso imediatamente: naquele casamento não ia haver piadas do noivo, nem ele iria dar-lhes pequenas prendas e subornos. Aliás, quase não deu por elas; parecia nem sequer ter dado por Anamika. As crianças também perceberam isso - que ela estava a casar com a única pessoa absolutamente impenetrável à beleza, graça e distinção de Anamika. Estava demasiado ocupado em manter a sua superioridade. (...) As crianças contorciam-se para conseguirem ver para onde é que ele estaria a olhar: haveria algum espelho pendurado um pouco acima da cabeça da noiva onde ele estivesse a ver-se?
Sim, de certa maneira havia: era o rosto da mãe, com um nariz rão pontiagudo e uma expressão tão sinistra como a dele (...). Anamika era apenas um intruso, alguém que tinha sido trazido porque era costume e porque, ao casar com ele, aumentaria a sua superioridade em relação aos outros homens. Por isso, tinham de a suportar.
Só que eles não a suportavam. (...) Anamika tinha sido espancada, era frequentemente agredida pela sogra, com a concordância do marido (...). Anamika passava todo o tempo na cozinha (...). Anamika comia os restos das panelas antes de as arear (...). Quando Anamika não estava a lavar loiça ou a cozinhar, estava no quarto da sogra a massajar os pés da senhora ou a dobrar e a limpar-lhe a roupa. Nunca saía de casa, excepto para ir ao templo com as outras mulheres. Não saíra de casa uma única vez com o marido. (...)
Depois chegou a notícia de que Anamika tinha ido para o hospital. Dizia-se que tinha abortado em casa depois de levar uma tareia. Dizia-se também que não podia ter mais filhos. Agora Anamika era imperfeita, era uma mercadoria com defeito.
(...)
Disseram-lhes que Anamika se tinha levantado da cama às 4 da manhã, apenas um pouco mais cedo do que costumava levantar-se, para ir receber o leite que o leiteiro vinha entregar à porta da cozinha. Se alguém a ouviu, não pensou em nada em especial por ela andar pela casa àquela hora, era normal. O que ela fez a seguir não era normal. (...)
Às 5 da manhã a sogra acordou e ouviu um gemido. Tinha ouvido uma lata a cair e pensou que era um cão vadio a vasculhar o lixo à porta da cozinha. No entanto, os gemidos fizeram-na levantar e ir à cozinha ver o que se passava. Viu através das tábuas da porta pequenas chamas a tremeluzirem na varanda. Foi lá fora e descobriu Anamika, carbonizada, a morrer.
Foi o que ela disse. À polícia. À família de Anamika.
O que alguns vizinhos disseram foi que ela, talvez de conluio com o filho, tinha arrastado Anamika para a varanda àquela hora, em que ainda estava escuro (...) e a tinha amarrado com um sari de nylon, regado com querosene e lhe tinha deitado fogo.
O que o marido disse foi que estava em viagem e que só voltou nessa tarde, quando soube da notícia. (...)
O que a família de Anamika disse foi que tinha sido uma fatalidade, que Deus assim quisera e era aquele o destino de Anamika.
Uma não disse nada."


Anita Desai, O Jejum e a Festa, Gradiva
(A Booker Prize Finalist - 1999)
*Amrita Rao

sábado, abril 03, 2010

Grande novidade

"Qualificação média dos patrões em Portugal é bastante inferior à dos trabalhadores."
*
Se o primeiro-ministro tem a formação que (não) tem; se os directores das escolas são, em regra, não licenciados e semi-analfabetos; se a directora da dren não sabe escrever um simples texto em português correcto; se os cargos de alta administração são de nomeação partidária; que esperavam?

Beco - um conto

Anoitece na vilória, igual a tantas outras: uma rua que a atravessa a meio, duas ou três perpendiculares e dúzia e meia de becos sujos, com despejos e restos de galinheiros e hortas mal cuidadas; um semáforo a meio da rua principal, uma escola, um quartel da GNR, uma papelaria, uma caixa geral, uma igreja e cafés, muitos cafés, alguns lembrando tascas e tabernas, outros repletos do alumínio da asae. Anoitece na vilória, que só se distingue das outras pelo nome, e o silêncio ocupa as ruas, sob um luar difuso e a sombra das montanhas. Os postes de iluminação acendem-se e as pessoas parecem fugir deles, refugiando-se em casa. As noites têm em si uma carga de terror: que se passará dentro de todas aquelas paredes, escondido dos olhares de todos? Algumas janelas brilham, tal como as vitrines dos cafés e dos restaurantes. Atrás do balcão, de cabeça levantada para a televisão, o dono do café aguarda por clientes que, em casa, terminam a refeição antes de deixarem as mulheres presas à louça e à telenovela, os filhos ocupados com os telemóveis, os portáteis ou os trabalhos de casa, e partirem para o último café do dia. Ou o último copo de vinho. Ou a última cerveja. Ou a última conversa. Num desses estabelecimentos, meio café, meio restaurante, de balcão seboso e copos riscados do uso, um grupo de homens junta-se para passar a noite. O silêncio da rua é interrompido pelas suas gargalhadas, pelo ruído das suas vozes entrelaçando-se, lutando umas com as outras, e pelo tinir do vidro das garrafas nas beiras dos copos. Nesse grupo estão dois homens, um chamado Alberto, o outro chamado Carlos, Maria. A noite alonga-se, entre jogos de cartas e dominó, entre apostas e conversas brejeiras sobre a anatomia das mulheres conhecidas por todos. Atrás, o dono do café, mudando as garrafas vazias por outras acabadas de abrir, ri-se e acrescenta algo da sua lavra. Com tudo isto é meia-noite, uma da manhã, depois duas da manhã. E nessa altura a porta do café abre-se para deixar sair os homens, cambaleando uns, tropeçando outros, todos falando alto, de chaves do carro na mão. Em pouco tempo, três ou quatro carros se afastam, deixando a rua novamente em silêncio. O dono do café é o último a sair. Fecha a porta, entra no seu carro e vai para casa. A rua mergulha novamente no silêncio habitual. Só de um dos becos chega um murmúrio aos ouvidos mais atentos. É nesse beco que Alberto e Carlos, Maria, se encontram, calças em baixo, o primeiro atrás do segundo - daí o Maria da sua alcunha - procurando tirar da cabeça a anatomia feminina que as aparências os obrigam a elogiar. É nesse beco que os dois são o que são e fazem o que fazem. Fora desse beco, coitados, não são ninguém.

sexta-feira, abril 02, 2010

strange fruit

Strange Fruit



Southern trees bear strange fruit,
Blood on the leaves and blood at the root,
Black body swinging in the Southern breeze,
Strange fruit hanging from the poplar trees.
Pastoral scene of the gallant South,
The bulging eyes and the twisted mouth,
Scent of magnolia sweet and fresh,
Then the sudden smell of burning flesh!
Here is fruit for the crows to pluck,
For the rain to gather, for the wind to suck,
For the sun to rot, for the trees to drop,
Here is a strange and bitter crop.
(Abel Meeropol - 1936)

segunda-feira, março 29, 2010

Hoje é dia de reuniões


E o chefe desta cubata foi à reunião de directores de turma dizer que, "até ao 9º ano, todos os alunos são para passar."
9 graus e a chuva a cair com intensidade. Lá fora, as árvores são sacudidas pelo vento que ouvimos soprar. Primavera? O vento diz que não.

Hulk...O Incrível

quarta-feira, março 24, 2010

Palhaçada nacional!!!!

"A Federação Portuguesa de Futebol confirmou as decisões do Conselho de Justiça relativas a Hulk e Sapunaru, avançadas pelo Maisfutebol. Os dois jogadores viram as penas relativas ao túnel da Luz drasticamente reduzidas.

Além de reduzir a pena de Hulk de quatro meses para três jogos e a de Sapunaru de seis meses para quatro jogos, o CJ também alterou as multas aplicadas pela Comissão Disciplinar da Liga aos dois jogadores.

Curiosamente, a multa a Hulk, penalizado na altura por agressão a um steward, foi agora aumentada, de 2250 para 2500 euros. A de Sapunaru, penalizado por agressão a dois stewards, passou de 4700 euros para 4500 euros.

Nas decisões agora divulgadas, apesar de alterar as penas dos jogadores o CJ negou provimento ao recurso do F.C. Porto."

Só não vê quem não quer. Não há campeão que resista a tal!!!!!

The Legend...mais 3 golos soberbos!!!!

domingo, março 21, 2010

sábado, março 20, 2010

Palhaços na assembleia

Basta ver as notícias. Um não deixa falar quem não diga as palavras mágicas. O outro parece que gosta de ler os seus mails privados durante o trabalho. Já agora, falará assim gama com o mal educado sócrates? Ou com ele não são precisos salamaleques?

quinta-feira, março 18, 2010

+ 4...




Com quem joga o Real na próxima fase da Champions? ...pelo menos ficam na bancada do Bernabéu a assistir ao triunfo do Barça...e de borla!!!!:)

quarta-feira, março 17, 2010

Quando a escola faz o papel do bully

"This follows their equally risible policy of weighing children. Since when was it the Government's job, rather than the school bully's, to tell you your child was a tub of lard? The very point of schools is that they're where children go to do a good many things they wouldn't necessarily do at home, but might well be hugely grateful for in later life. "

quarta-feira, março 10, 2010

Não há coincidências

"Entre 2004 e 2008, o número de suicídios aumentou, o objectivo do Plano Nacional de Saúde era baixar para 2,5 por 100 mil habitantes, no entanto aumentou de 4,9 por cento em 2001 para 5,7 em 2008.
(...)
Também o consumo de medicamentos ansíoliticos, hipnóticos e sedativos, continua a crescer e ultrapassou a meta traçada no Plano Nacional de Saúde 2004-2010. Em 2001, o consumo deste tipo de medicamentos situava-se nos 115,6 e em 2008 aumentou para 152,1."
(RTP)
*
sócrates subiu ao poder em 2005 e ainda não saiu.

quinta-feira, março 04, 2010

Segóvia



«Isso mesmo na reguarda [...] vijnham gramdes senhores e capitaães; assy como dom Fernamdo, filho do comde dom Sancho, Diogo Gomez Manrique, adeantado moor de Castella, e Pero Gomçalluez de Mendoça, moordomo moor del-Rey, e Diogo Gomez Sarmento, mariscall de Castella, e outros muytos senhores e fidalgos armados em booas e esplandeçentes armas, e todos prumoões nos baçinetes, que lhe daua muy grande fremosura e vista.»
(Fernão Lopes, Crónica del rei dom João Primeiro da boa memória, parte segunda, cap. XXVIII)

terça-feira, março 02, 2010

Ávila - esfinge e estátua de Juan Bravo


Dois derrotados. A esfinge e o rebelde Juan Bravo, que enfrentou os exércitos de Carlos I, um rei "estrangeiro", em nome dos Castelhanos. Foi derrotado na batalha de Villalar, capturado e executado no dia seguinte.

Ávila - vitral


domingo, fevereiro 28, 2010

Parece-me que já não cheira a penta...

Amigos amigos, jogos à parte.
*
Como se costuma dizer, todos os jogos para o SCP são difíceis. Bem, quase todos.

quarta-feira, fevereiro 24, 2010

«Sem Ronaldo o futebol do Real seria uma pastilha para dormir», vociferou Schuster. «No passado adorava ver o Real a jogar por causa do Zidane. Agora só vejo jogos deles para apreciar o Cristiano. Se ele não está, os outros não marcam a diferença.»

domingo, fevereiro 21, 2010

E viva o Marco Paulo

Como ainda tenho um velho rádio sony, comprado no longínquo ano em que migrei pela primeira vez para terras transmontanas, tenho por hábito não mudar muitas vezes de estação, já que a sintonização é manual e (confesso) não tenho paciência para procurar a estação que pretendo ouvir e que se encontra perdida, algures, entre a emissão da rádio marcoense e outras afins. O exercício é penoso, já que sou obrigado a ouvir a estação tempo suficiente para me certificar que não encontrei ainda a que procurava. Geralmente apercebo-me quando uma voz fanhosa anuncia o próximo êxito de Tony Carreira ou, na hipótese pior, quando sou mesmo confrontado com o dito êxito (meros vinte segundos de contacto deixam marcas que perduram). Assim sendo, optei há muito por deixar o rádio parado na antena 1. De início, apenas para ouvir O Amor É. Mas, de há uns tempos para cá, também me tenho divertido a ouvir o noticiário da antena 1 (uma curiosíssima obra de ficção, só igualada pela da rtp ou da tsf), que consigo distinguir do portugalex porque há um genérico a dividir os dois momentos.
Assim sendo, quando o despertador me acorda o suficiente para conseguir mexer e ligar o dito rádio, lá fico eu a ouvir a emissão. Confesso que, por vezes, o que ouço não me deixa com grandes forças para sair da cama, muito menos de casa. Mas há dias em que algo que faz saltar e sair o mais depressa possível. Geralmente isso acontece quando a antena 1, fazendo aquilo a que eles chamam "serviço público", passa uma música nova de uma "nova" / "promissora" voz portuguesa. Cada nova voz faz-me chorar de saudades pelas velhas vozes ou faz-me prometer a mim mesmo que vou voltar a ouvir cds. Cinco minutos de Machado Vaz não justificam o padecimento.
Ora bem, o último padecimento desse género ocorreu recentemente, quando fui forçado a ouvir uma versão do coro da primavera (de José Afonso) gemida por Maria de Medeiros. Na entrevista que se seguiu, a irmã da deputada socialista ultimamente em voga referiu uma série de grandes músicos que colaboraram com ela na realização do novo cd. Como puderam eles colaborar em semelhante atentado é algo que não compreendo. Quero acreditar que foram iludidos, pensando que estariam a gravar um disco instrumental e que a "cantora" gravou os seus (como qualificar) uh, cantos, por cima, depois de todos eles terem abandonado o estúdio. Mas provavelmente não foi assim. Pouco importa. O resultado é assustador, e levou-me a pensar em sintonizar a rádio marcoense. O último êxito do clã Carreira não pode ser pior. E, com sorte, ainda ouço uma cançãozinha do Marco Paulo.
*
Se acham que exagero, ouçam (por vossa conta e risco). Apresento-vos duas versões de uma simples e bonita canção de Vitor Jara (para mantermos a coisa dentro do socialismo), Te Recuerdo Amanda. A primeira, por Joan Baez:



E a segunda pela referida "voz portuguesa":


Devo lembrar que pagamos o salário desta criatura

Para fazer esta triste, triste figura.

A ver

Uma divertida (e tristemente real) crónica sobre o disparate da "educação sexual" nas escolas.

quinta-feira, fevereiro 18, 2010

E o árbitro, quem era?

Ah, sim, o pedro proença.
Ah, o mesmo do Chelsea barcelona das meias-finais da champions do ano passado?
Curioso.
Como diz o outro, diz-me a favor de quem te enganas, dir-te-ei se serás penalizado ou beneficiado com mais jogos.

quinta-feira, fevereiro 11, 2010

Viva a república

Ainda antes de ontem ouvi o insuportável Soares defender a censura, à luz daquele curioso conceito de liberdade socialista: a de que há liberdade de expressão em Portugal desde que se defenda a opinião do partido socialista. Criticar o PS, sócrates e as criaturas que o rodeiam é, naturalmente, um crime. Hoje, para frasear Manuela Moura Guedes, "a censura está oficializada em Portugal." Como diria Pessoa, "é a hora."

domingo, fevereiro 07, 2010

Mais uma vez

Ronaldo não jogou, o Real jogou e ganhou.

John Everett Millais, The Black Brunswicker


Não tenho dúvidas nenhumas que será assim

(Rui Patrício, um piteiro que ocupa, no plantel do SCP, a posição normalmente atribuída a um guarda-redes, após deixar entrar mais um golo que nem um amador dos distritais seria capaz de sofrer - com os sofridos contra o fcp, soma já uma bela colecção de frangotes em menos de uma semana)
*

sábado, fevereiro 06, 2010

según cómo te equivoques, así te irá

"Hansson pudo bien no haber visto la mano, y no le vamos a mandar a una leprosería por eso, pero enviarle al Mundial es ofender a Irlanda y confirmar la desoladora teoría que me inspiró el término villarato: según cómo te equivoques, así te irá. Francia llena más un Mundial que Irlanda. Si te equivocas a favor de Francia, no es grave. Hace años que observo que a las más altas instancias no llegan los árbitros que se equivocan menos, sino los que se equivocan 'mejor'." (AS)

sexta-feira, fevereiro 05, 2010

quarta-feira, fevereiro 03, 2010

Artistas de circo

Enfim...

O polvo não descansa

Nem quando almoça.

Foi brilhante...foi futebol...Uma goleada das antigas

FCP cilindrou Sporting no Dragão




"Foi sublime e esmagador. Por vezes, até asfixiante. Intenso para lá do previsível, mas de um brilho à medida do Dragão, num caso clássico de fácil destrinça entre dominado e dominador. A resposta a uma envolvência negativa fez-se de um misto fantástico de génio e determinação. Numa palavra, foi soberba. Noutra ainda, foi futebol."

...

"Futebol é isto, assim, jogado, circunscrito ao relvado. E só aí a bola deve ser notícia. No caso, em versão «banho de bola», que só não resultou em afogamento porque o Tetracampeão também pode ser misericordioso. E parou de jogar a meia hora do fim, reservando, ainda assim, requintes finais de magia, com túneis e ataques sempre na direcção de Patrício. Para ver e rever. Só não «houve» Taça, porque ganhou o melhor. Seguem-se as meias-finais."

sábado, janeiro 30, 2010

Curioso

Quando Ronaldo não joga, o Real joga e ganha.


BARÇA, BARÇA, BARÇA!!!!!

gelo matinal




domingo, janeiro 24, 2010

"o Sherlock de Conan Doyle é, no sentido preciso do termo, o primeiro existencialista moderno, consumido pela angústia do "spleen" urbano: uma angústia que ele tenta aliviar com as substâncias possíveis e a resolução de casos impossíveis. No fundo, duas formas de vício que cumprem o mesmo propósito: impedir que uma mente monstruosamente brilhante se devore a si própria. "
(J.P. Coutinho, Folha de S. Paulo)

Mesa de trabalho

Espaço rectangular, de madeira escura. Um pc, uma pilha de livros à direita (Renoir, Cesário, uns Taschen, a bio de M. Filomena Mónica sobre Cesário, uma revista espanhola), DVD (gravados, com ficheiros, com filmes, originais, abertos ou por abrir), um disco externo, canetas e lápis, dois relógios, auscultadores, uma bola de baseball, cassetes VHS (sim, ainda existem), um caderno (com quê?), folhas soltas, uma borracha, bolsas com mais DVD, uma garrafa de Porto (vazia), um copo (vazio), uma caixinha de música, duas pen, dois selos polacos, um furador, uma lupa, um frasco de perfume (howcome?). E um marcador de livros e outros objectos, um post it com uma morada, cartolinas em formato A4. Cabe tudo. Falta apenas algum tempo. E uma oração: "abençoados sejam os organizados."

Turner, The Slave Ship - 1840


sábado, janeiro 23, 2010

Gente de nível - palavras para quê




Adjectivos

Ouvi há pouco um dos nossos 'ilustres' comentadores políticos (cujo nome não fixei) afirmar, como muitos outros, que "o congelamento dos salários dos funcionários públicos foi uma medida corajosa do PS". Com isso se reduz em alguns milhões a despesa pública. Mas se aparecer alguém a defender a redução dos salários e regalias dos administradores das empresas públicas e do governador do banco de Portugal, o cancelamento do rendimento mínimo, da distribuição cega de subsídios e magalhães e da construção de um aeroporto desnecessário e demais estradas dispensáveis, nesse caso já estaremos, à luz dos mesmos comentadores, a falar de medidas demagógicas. Ou seja, cortar as despesas em alguns milhões é coragem, poupar muitos milhões de despesas inúteis (que exigem empréstimos avultados e consequente dívida) é demagogia. Tenho de mudar de dicionário, o meu está desactualizado.

sábado, janeiro 16, 2010

Nem mais.

"O que é preciso discutir, realmente, é o que se vai ensinar na escola. E para isso é preciso questionar seriamente uma geração de burocratas das ciências pedagógicas que, durante os últimos trinta anos, torturaram professores e alunos com as suas ideias de «engenharia escolar e social», os seus manuais deficientes, as ideias feitas, as vulgaridades e erros nos manuais de Português, História ou — ah, sim — até Matemática. Não se trata, apenas de mudança de mentalidade; (...). Em primeiro lugar, chamem os professores. Os professores-professores — não os técnicos em Ciências da Educação que não dão aulas há vinte anos. Chamem os professores que contactam com os alunos, que dão aulas, que passam pelos corredores e sabem do que se fala quando se fala de educação. A tentação da reforma a todo o custo cria vítima insuspeitas; para legislar sobre o «modelo de avaliação dos professores» a primeira coisa que fizeram foi afastar os professores. Não queiram fazer a reforma curricular afastando-os de novo. Basta ouvir, tomar notas, recolher histórias reais. Isto não são os cientistas da pedagogia que o podem fazer; eles não têm histórias reais para contar — aliás, lendo o que eles escrevem nas introduções aos programas escolares e nos materiais ideológicos produzidos pelo Ministério da Educação, até é legítimo supor que não falam Português."
(Francisco José Viegas, A Origem das Espécies)

domingo, janeiro 03, 2010