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segunda-feira, maio 29, 2006

Lembrando Gabriel, o Pensador

"Futebol não se aprende na escola... É por isso que o brasuca é bom de bola".
Nós, nem isso.

As divas são eternas


Com filmes estreados recentemente ou a estrear brevemente, Evan Rachel Wood e Anna Paquin são duas grandes jovens actrizes, a mostrar que Natalie Portman e Scarlett Johansson não estarão sozinhas no Olimpo onde as divas do século XXI irão ficar para nosso deslumbramento perpétuo. Anna Paquin, hoje com 24 anos, ganhou um óscar com o seu papel no Piano, ao lado de Holly Hunter. Não tenho acompanhado a carreira de Paquin, pelo que não sei até que ponto ela virá a figurar nesse exclusivo Olimpo. Mas em relação a Evan Rachel Wood as certezas são maiores. Conhecemo-la da série Começar de Novo, que deu na rtp 2 - a história de dois divorciados que tentam exactamente isso, começar de novo... Evan fazia o papel de Jessie, filha adolescente que tinha de conviver com o irmão problemático e os membros da que viria a ser a sua nova família: a nova namorada do pai e as respectivas filhas. Mais tarde, fez de filha de Al Pacino em S1m0ne, mas os seus papéis mais marcantes encontram-se nos filmes Thirteen (óptimo filme sobre o peso que os grupos têm nas vidas das adolescentes) e O lado bom da fúria, ao lado de Kevin Costner (um filme que passou por cá quase despercebido, mas que vale a pena ver).

sábado, maio 27, 2006

O caminho para casa

Depois da poesia e da literatura, nada retrata melhor os vários tipos de amor do que o cinema. Obviamente, não há cinema sem literatura, (nem que seja sem guião), a não ser em experiências mais ou menos "artísticas" que devemos, muitas vezes, evitar, se não quisermos cair na infelicidade de nos tornarmos críticos de cinema. Amores proibidos, à imagem de Romeu e Julieta ou da Idade da Inocência, amores felizes, amores que definham e morrem ao longo da vida, amores que se confundem com luxúria, amores carnais, doentios, criminosos, amores cães, amores adolescentes, amores platónicos, amores tristes, amores tão fortes que se confundem com o ódio, amores inevitáveis, amores que roubam as asas dos anjos, amores que não são amores, mas sim dependências, amores conformados, amores melosos,
Recentemente vi um filme que nos mostra um amor simples e eterno. O filme é um encanto e chama-se O caminho para casa.
Qual é a história? Ao receber a notícia da morte do pai, um homem de negócios da China moderna regressa à aldeia e prepara, em conjunto com a mãe, o funeral. Durante esse tempo, o filho recorda a história de amor que uniu o pai e a mãe, um amor que nasceu na mesma aldeia, então isolada, na China dos anos 50. Uma altura em que os casamentos ainda eram combinados. Ela era a rapariga mais bonita da aldeia e ele o jovem professor acabado de chegar (por favor, dispensam-se leituras e extrapolações freudianas desnecessárias). O resto não conto, porque também não importa ficar a saber a história, importa vivê-la com as personagens.

Os amantes de Hugo Chávez

Por João Pereira Coutinho (versão dobrada em português do Brasil).

sexta-feira, maio 26, 2006

Contributo da Marta (aceitam-se contribuições, a bem na nação)

"niveladores amigos
depois de ler isto quase fiquei com vontade de ler o diploma na integra, deve ser mesmo giro!Diga-se que ideias para acrescentar à lista de coisas a taxar não faltam por aí ... Como ainda não me registei para participar nn blog dos niveladores (eu sei que é uma grande falha, mas estas coisas acontecem!), mando-vos esta carta porque acho que merece e assim mais rapidamente ficará disponível. E sugeria até que fossemos acrescentando a lista, estou convicta que a retoma (onde quer que ela esteja, virá)
beijinhos

Marta

Carta aberta ao 1º ministro
Senhor primeiro-ministro, amigo Zé, pá...Já deu para ver que, no estado em que as coisas estão, há que sacar dinheiro ao pessoal de qualquer maneira. E como aumentar mais uma vez os impostos dava muito nas vistas, agora até na praia, o chamado mergulho de chapão com bandeira amarela ou mesmo uma simples entrada em água com bandeira vermelha, dá para colocar uma quantia valente (de 55 a mil euros) nos depauperados cofres do estado.Caramba, porque é que não disseste mais cedo, Socas? Ora aqui o teu muito patriota amigo não quer que penses em mais estratagemas deste tipo e envia-te uma singela lista de coisas que ainda não pagam multa, mas que com a tua ajuda e com alguém que te prepare a legislação, é só meter no Diário da República e vais ver que o défice das contas estatais se esfuma num instante. E ainda se ajuda a tornar o nosso Portugal num país mais bonito, como bónus. Ora cá vai disto:
LISTA DE COISAS A TAXAR
- Uso de meia branca com sapatinho escuro (cem a mil euros)
- Bigode à futebolista dos anos oitenta (duzentos a 2000 euros)
- Coçar os genitais em público (150 a 1500 euros)
- Utilização do colete reflector nas costas do banco do condutor (120 a 1200 euros)
- Passear de fato de treino por centros comerciais ao fim de semana (quatrocentos a 4000 euros)
- Raparigas com excesso de peso envergando roupa apertadíssima (130 a 1300 euros)
- Uso de óculos de sol em discotecas e restaurantes (quinhentos a 5000 euros)
- Utilização das expressões: prontos, portantos, stander de automóves etc... (140 a 1400 euros)
- Uso de sandália com peúga (trezentos a 3000 euros)

quinta-feira, maio 18, 2006

Campeão Europeu....Barça pois claro!!!!!!


Já está encontrado o Campeão Europeu 2006. O Barcelona, pois claro. Esta época demonstrou, sem margem para dúvidas, ser a equipa mais forte da Europa. A crítica é unanime na superioridade do Barcelona face à concorrência. Para além de um nível exibicional que "arrepia", os resultados falam por si. Quem não gostaria de ter jogadores como o Ronaldinho (melhor jogador do Mundo), Eto'o (melhor jogador da Liga dos Campeões pela FIFA), o mágico Deco entre muitos outros...É evidente que não há campeões sem a estrelinha da sorte, e o Barcelona não fugiu à regra tal como todos os outros clubes que a ganharam, nomeadamente o meu F.C.Porto. Foi uma época em cheio e os amantes do futebol devem agradecer existirem equipas com o valor do Barça.

quarta-feira, maio 17, 2006

o crime compensa

A jogar com 14 contra o Chelsea, contra o Benfica e contra o Milan, o barcelona lá ganhou a segunda taça dos campeões, depois da de 1992 (entre uma e outra o Real ganhou 3 das 9 que possui). Henri não merecia perder esta final, Ronaldinho mostrou que é um puro produto de marketing e o árbitro só tinha amarelos para os de amarelo. Quanto ao fiscal de linha.... Nada de novo. A Uefa (a corrupta uefa) tem o seu campeão, o futebol espera por dias melhores.

domingo, maio 14, 2006

Darfur

Mais um acto de genocídio decorre em África perante a passividade do mundo. Só os EUA (sempre eles) se mostram preocupados com a situação e dão o nome correcto ao que se está a passar - genocídio. As tribos não árabes (leia-se não muçulmanas) estão a ser exteminadas pelas muçulmanas. A Europa, preocupada com a possível democratização do Iraque, com uma prisão algures em Cuba, e receando ofender a susceptibilidade dos fundamentalistas, não faz nada. A ONU com o engenheiro Guterres como responsável pela questão dos refugiados, e com um incompetente (to say the least) como líder, prova uma vez mais a sua inutilidade enquanto organização. E o "nosso" (salvo seja) Bloco parece que não conseguiu ainda espaço na sua agenda para uma vigília / manif à porta das embaixadas responsáveis...

boa decisão

Embora continue a achar que Paulo Bento perdeu esta liga por erro próprio no jogo contra o fcp em casa, há pormenores que revelam que percebe de futebol e que tem capacidade para ir longe. Aplausos, muitos aplausos.

sábado, maio 13, 2006

qualquer ocasião é boa para uma foto da Angelina

Presumo que amanhã será mais um dia pintado de azul para o futebol nacional. Salvo alguma impensável improbabilidade, o Setúbal não conseguirá renovar o título de detentor da taça de Portugal frente ao Porto. Por isso, nada como antecipar desde já a cor de domingo. Viva o azul!

Comissão de boas vindas de Zacarias Moussaoui

Aqui.

forum

Por acaso já fui ao forum. Mentira, fui lá de propósito. Caramba, Gabriel, como é que conseguiste entrar lá por engano? Eu quis mesmo lá ir e vi a minha vida em perigo. Desde logo (aí não foi culpa minha, mas da companhia que eu levava) cometi o erro de ir lá num sábado à tarde. Não havia estacionamento, pelo que nos vimos forçados a deixar o carro nas traseiras do edifício, numa bela e arranjada lixeira (suspeito que o arquitecto se inspirou em modelos paisagísticos do Botswana). O edifício é horrível, cansativo, pouco apelativo e pouco confortável. E que porcaria de torre é aquela, afinal?! Mas para as primeiras visitas sugiro um jogo interessante: levem um cartãozinho e registem todas as lojas novas, que não existam no Sonae ou no Doce Vida. Aquele que conseguir encontrar mais ganha (acreditem que não é fácil). Para crianças e adolescentes sugiro o jogo contrário, tentar adivinhar em que outro shopping já viram um macdonalds ou um burguer king, ou a zara. Tudo isto para dizer que a única coisa de jeito que lá vi (ainda não fui aos cinemas, pelo que não comento) foi a Fnac, que tentarei evitar, para bem da minha trémula conta bancária. Não tive ainda oportunidade de ir às casas de banho, mas a julgar pela descrição, quando lá for passo primeiro pelo Aki para comprar um banquinho (se calhar o projecto veio da Dinamarca, como o daquelas escolas feitas cá em Coimbra e na Figueira que têm "estacionamentos" para os skis).

sexta-feira, maio 12, 2006

educação para quê?

O mundo das escolas é - acreditem - um mundo à parte. E o mundo que existe para os legisladores da educação em Portugal (e na Europa, porque quem legisla por cá não tinha capacidade para mais senão para copiar o que fizeram ingleses e franceses) é algo que nada tem a ver com a vida real. Os textos de Nuno Crato, Maria Filomena Mónica, Pacheco Pereira, António Barreto e Vasco Pulido Valente partem do princípio de que o objectivo da educação é ensinar, instruir, fornecer conhecimentos sobre variadas áreas (da literatura à matemática, passando pelas ciências naturais e humanas). Infelizmente, o objectivo da educação, para quem legisla, é melhorar os dados estatísticos do ensino em Portugal. Ou seja, é fazer desaparecer das páginas das estatísticas os analfabetos e reduzir o abandono escolar. De preferência de forma rápida e barata. Claro que fazer isso, sem investimento, sem diferentes tipos de ensino, ou seja, sem um verdadeiro ensino técnico-profissional de qualidade (as actuais escolas profissionais são de duvidosa qualidade e limitam-se a passar certidões de equivalência ao 9º ou ao 12º ano) e mantendo um mínimo grau de exigência é impossível. Portanto, como o objectivo tem de ser cumprido, é forçoso que se diminua esse grau de exigência. A filosofia da educação que se adoptou encaixa perfeitamente neste modelo. É uma filosofia curiosa: o professor não ensina, ajuda o aluno a aprender. Cada aluno é um caso e deve ser sujeito a uma avaliação individualizada, que tenha em conta o seu ambiente socio-cultural, as suas aspirações, as suas aptidões e os seus gostos. O ensino (perdão, a aprendizagem) deve ser "divertida" e "significativa", pelo que tudo o que seja aborrecido e complicado deve ser excluído ou desvalorizado, o mesmo acontecendo com tudo o que não revele uma utilidade imediata. Um dia perguntei a umas estagiárias de inglês por que motivo falavam tanto de Inglaterra e dos EUA e tão pouco de inglês. Responderam-me que como os alunos daquele meio provavelmente nunca iriam para Inglaterra ou para os EUA não precisariam de falar inglês, pelo que era preferível que aprendessem dados de cultura geral sobre esses países (para quê, já agora?).
Como não se pode ser exigente - ponto que muitos professores demoraram (e demoram) a assimilar - foi necessário mudar a legislação sobre transição de reprovação de alunos de forma a tornar virtualmente impossível reprovar um aluno.
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Primeira medida. A avaliação deve ser entendida não numa perspectiva anual, mas numa perspectiva de ciclo. Logo, as retenções no meio de um ciclo (por exemplo, no 2º, 3º, 5º, 7º ou 8º anos) só devem acontecer como uma excepção à regra, que é a da transição. Para que um aluno nesses anos "não-terminais de ciclo" seja retido, o conselho de turma deve demonstrar que ele revela um atraso de tal forma elevado que não poderá ser corrigido até ao final de ciclo. Como a futurologia é uma arte pouco divulgada entre nós, torna-se difícil demonstrar tal possibilidade, sobretudo se o pai do aluno tiver (ou for) um razoável advogado.
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Segunda medida: Como muitos profs teima(va)m em chumbar alunos e muitos pais aceita(va)m esse facto, o legislador deu um novo passo em direcção ao abismo. A retenção do aluno faz-se agora tendo em conta as "competências finais de ciclo definidas para cada disciplina" e não sobre conteúdos dessas disciplinas. Confuso? Elementar, meu caro Watson. É fácil demonstrar que o aluno não aprendeu os conteúdos de uma disciplina, basta para isso mostrar as notas dos testes e os registos negativos da participação oral. Ora, acontece que os conteúdos das disciplinas mudam com o progredir dos estudos científicos nas diversas áreas, algo que para o legislador é confuso e perturbador. Portanto, como esse conhecimento mais cedo ou mais tarde vai ser ultrapassado (veja-se as transformações na gramática portuguesa que estão a decorrer neste momento), não vale a pena incomodar as crianças com ele. É preferível dotá-las de "instrumentos de construção do próprio saber", as tais "competências finais de ciclo". Estas competências são coisas vagas. No meu caso, por exemplo, limitam-se a três: situar no espaço, situar no tempo, contextualizar os acontecimentos. Como é que isso é possível sem ter conhecimentos é algo que me transcende. Mas não consigo provar (se um razoável advogado o exigir) que o aluno não as adquiriu ou não as vai adquirir até ao fim do 9º ano.
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Terceira medida: como ainda assim haveria retenções, tomou-se outra decisão interessante. O número de negativas (perdão, hoje diz-se "classificações inferiores a três" ou "níveis inferiores a três") já não é automaticamente factor de reprovação. Assim, a criança pode ter três negativas, quatro, cinco ou todas, que a sua transição pode e deve ser ponderada pelo conselho de turma, só sendo retida após segunda reunião, caso não haja unanimidade na primeira reunião em relação à dita retenção. Vemos assim alunos passarem com 7 negas e outros reprovarem com 4. E com argumentos curiosos. Um destes anos, passou-se uma aluna "porque já tinha reprovado noutros anos desse ciclo" e reprovou-se outra, da mesma turma, porque nunca tinha reprovado até ali, o que era obviamente bem feito, ninguém a mandou ser sempre uma aluna razoável e baixar agora. O ambiente socio-afectivo (algo que nos chega geralmente através de vias indirectas) e a idade tornam-se factores a ponderar. É também aconselhável manter o aluno na mesma turma, de forma a evitar o trauma da mudança e o desajustamento etário com alunos de idades inferiores. Como foi precisamente na companhia da sua turma actual que o aluno tirou más notas, não vejo porque é que a manutenção do convívio lhe possa vir a ser benéfica, mas há concerteza estudos de pedagogia que o demonstram cabalmente.
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Já estou cansado de escrever sobre isto e ainda tantos casos para dizer. Solução? Regressar ao ensino que nós tivemos, nos anos 80, antes da desgraça levada a cabo não por vários governos, mas por uma equipa que se manteve em todos os governos no ministério de educação, e que era liderada por Ana Benavente (entrou, se não estou enganado, com Roberto Carneiro e só saiu recentemente). Regressar às regras de disciplina, em que um aluno reprove por faltas (sim, já não acontece senão a partir do 10º ano), em que três negativas impliquem reprovação imediata, em que tretas como Área de Projecto e Estudo Acompanhado desapareçam do currículo e se coloquem mais carga horária para as disciplinas que importam. Criar escolas profissionais de jeito, exigentes, bem equipadas, com bons professores. Não ligar à estatística do analfabetismo, porque na prática ele continua a existir, embora ao fim de 9 anos na escola.

O papel dos sindicatos

A FENPROF manifestou hoje indignação, porque exige que o governo disponibilize imediatamente condições para que os professores portugueses que estão destacados em Timor, possam de imediato regressar. Ora, acontece que dos 105 professores que lá estão, não quer regressar rigorosamente NENHUM!
Não haja dúvida que estes nossos sindicatos (letra pequena) só se preocupam com o que de facto não interessa a ninguém. Há que defender os direitos dos professores e outros funcionários que já estão nos quadros (!!?) e esquecer os que têm vínculo precário, porque por esses, não há nada a fazer, coitados... É preciso trazer para Portugal os professores destacados em Timor, mesmo que ninguém esteja interessado em regressar. Conversam com a administração da Lear e no final, sabendo que a nova unidade abre brevemente na Roménia (há vários meses que romenos recebem treino na unidade da Póvoa de Lanhoso) e mesmo não havendo novos projectos há algum tempo, o que dizem os sindicatos? Ainda temos esperança de que não feche...
Esteve bem a ministra da educação (uma vez mais), que acabou com o tacho de destacamento de professores para exercer actividade sindical. De 4500 sobram agora (apenas!?) 1500 a trabalhar para os sindicatos. Os outros voltaram ao trabalhinho, pois claro!

Concurso de Fotografia


Já está a decorrer o III Concurso de Fotografia da Figueira da Foz. Desta vez, procuramos que os "amantes" desta arte captem os aspectos sagrados e profanos do concelho. Bem sei que o calendário não foi muito bem escolhido, mas o patrocínio assim nos obriga. Os prémios são aliciantes, como podem ver no regulamento, por isso, não esqueçam, recorram aos vossos arquivos de imagens da Figueira, ou visitem-na e arrisquem alguns clichés. Aproveitem e visitem o Museu Municipal, onde estão a decorrer duas exposições temporárias que merecem alguma atenção.

quinta-feira, maio 11, 2006

Urinol Tuga

Já repararam como os urinóis portugueses cresceram? Tipos com a minha estatura correm o sério risco de perigosamente lá encostar os "gémeos". A avaliar pelo ritmo, não haverá lugar para gente como eu na próxima geração de centros comerciais (que bom!)... Sim, já perceberam, fui ao novo Fórum de Coimbra. Entrei lá por engano.

O Eduquês em Discurso Directo

Acabo de ler um livro muito lúcido sobre a situação do ensino em Portugal. É da autoria de Nuno Crato, o presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática entre outras coisas também muito importantes.
Não sendo possível resumi-lo em poucas palavras, eu diria apenas que ele lança duras (e muito justas) críticas aos responsáveis pelo ensino nos últimos, vá, 20 anos. Expressões como "aprender a aprender", ou "quando se expõe um tema novo, o aluno deve imediatamente ficar a saber para que vai precisar dele no futuro", ou ainda "cada aluno deve aprender ao seu ritmo, ou seja, apenas aquilo de que sente necessidade" são severamente ridicularizadas, bem como os seus iluminados autores que, na opinião de Nuno Crato, têm irresponsavelmente contribuído (com muito sucesso, diga-se) para a instauração desta pedagogia romântica e construtivista. Explica, por exemplo, a necessidade de o aluno saber a tabuada (sem ter de pensar muito sobre quanto é 7x4, 7x5...) para poder depois poder fazer contas mais complexas. Explica porque é tão importante criar bases, sem que o aluno tenha de questionar tudo até à exaustão. Aprendes a tabuada, porque é importante. Ponto final. Faz uma analogia com a construção de um diálogo. Como conversaríamos nós se, ao construir uma frase, tivessemos de estar constantemente a pensar em cada letra ou fonema a usar? Sabiam que hoje em dia se incentiva um aluno do ensino básico a usar calculadora?!?
Disponível em parte aqui. Muito bom.

quarta-feira, maio 10, 2006

Os mais bem pagos no futebol


Futebolistas

1. Ronaldinho, Brasil (FC Barcelona) 23 milhões de euros
2. David Beckham, Inglaterra (Real Madrid) 18 milhões de euros
3. Ronaldo, Brasil (Real Madrid) 17,4 milhões de euros
4. Wayne Rooney, Inglaterra (Manchester United) 16,1 milhões de euros
5. Christian Vieri, Itália (AS Mónaco) 16,1 milhões de euros
6. Zinedine Zidane, França (Real Madrid) 15 milhões de euros
7. Alessandro Del Piero, Itália (Juventus) 11,5 milhões de euros
8. Frank Lampard, Inglaterra (Chelsea) 9,8 milhões de euros
9. Thierry Henry, Inglaterra (Arsenal) 9,8 milhões de euros
10. John Terry, Inglaterra (Chelsea) 9,7 milhões de euros

Treinadores

1. José Mourinho, Portugal (Chelsea) 10,9 milhões de euros
2. Eriksson, Suécia (Sel. Inglaterra) 6,9 milhões de euros
3. Alex Ferguson, (Manchester United) 5,9 milhões de euros
4. Cláudio Ranieri, Itália (sem clube) 5,3 milhões de euros
5. Arsene Wenger, França (Arsenal) 4,5 milhões de euros

Reparem que as casas decimais é um mero pormenor!!!!!!

Fonte: Desporto - SIC Online

terça-feira, maio 09, 2006

Greetings to Coca-Cola

Caro João, junto-me a ti num brinde (com coca-cola), ao aniversário da grande bebida. Um produto genuíno dos EUA, tal como o Jazz. Mais do que um produto, uma marca e um símbolo. Os seus inimigos (de orientação marxista) chamam-lhe "a água suja do capitalismo", e Salazar não a deixou entrar em Portugal (embora a permitisse nas colónias). Sinal de que não se trata de uma simples bebida, mas de um símbolo dos EUA, Home of the Brave, Land of the Free.
Monopolista? Há sempre a Pepsi.
Falta de higiene na Índia? Na Índia?! Falta de higiene? Só na Coca-cola?!
Violações de direitos humanos e assassinatos na Colômbia? Bem, não será antes culpa da Colômbia?
Leva as crianças a comer porcarias? Talvez seja mais culpa dos pais ingleses do que da bebida.
Não liguem, isso são bocas foleiras da concorrência. Façam uma pausa. Refrescante. Com coca-cola. A bebida para todas as ocasiões: a praia, o passeio de carro ou a cavalo, no inverno, no verão, na primavera, em casa, recebendo as visitas, na rua, no parque de diversões, ao almoço, acompanhada ou, simplesmente, a sós... E, claro, para o Natal, na companhia do Pai Natal vestido com as cores da Coca-cola.
Coca-cola, presente em todo o mundo. Em Angola (!), na Argentina (tomá lo bueno), na Bélgica (em versão bilingue), no Brasil (a página, como não podia deixar de ser, abre com um aviso em relação a práticas fraudulentas praticadas por gente alheia à companhia), na CHINA!!!! (onde a cor vermelha até deve agradar a uns e a outros), em Israel (oásis de liberdade num deserto ditatorial), na Índia, na LETÓNIA (bela abertura inicial, jogando o vermelho e branco da Coca-cola com as cores da bandeira, numa terra onde o nacionalismo é imperativo de sobrevivência), em Moçambique (onde se sublinha a importância da empresa na criação de empregos - já agora, não há raparigas bonitas em Moçambique? Eu lembro-me de as ver por lá...) e, entre muitas muitas outras, também em Portugal.

Regresso à Queima

Pela primeira vez, ao fim de vários anos de relutância, voltei à Queima. Pela primeira vez no queimódromo, nome foleiro mas, ainda assim, mais decente que o ridículo Praça da Canção (insuportáveis estas homenagens de vacuidades a outras vacuidades, pior só ter um Estádio Sérgio Conceição). O queimódromo tem desvantagens (a ausência de relva), mas tem mais espaço e evita os estragos que o parque sofria todos os anos. O palco está logo à entrada, ao contrário dos tempos do parque, em que era preciso percorrer o recinto todo para ouvir a banda a tocar. Agora só desloca quem vai à procura das comidas e bebidas, presentes em grande variedade, ou de outros espaços onde se possa divertir enquanto espera pelo momento musical que pretende. Só que esta gente devia pensar duas vezes quando convida os cantores para a Queima. Rui Veloso, o primeiro que me calhou em sorte, foi uma péssima escolha. Como disse a Marta, ele é simpático. Mas não é para a Queima. Só não adormeci e babei porque estava em pé e a rir dos comentários do grupo em que ia inserido. Um grupo composto por portugueses e brasileiros, mas com o mais divertido a falar com sotaque. E lá ficámos a "analisar" o concerto do Rui. Pelo que nos apercebemos, o homem procurou fazer uma viagem pela história da música. Procurou (sem sucesso) tocar rock, procurou tocar blues ("esse cara é um daqueles cinquentões que pensa que dá muito nos Blues", comentou uma das raparigas), fez incursões no improviso vocal do jazz (ou seria gaguez?), eternizou solos de guitarra como um David Guilmour a quem tinha sido dada uma guitarra de uma só corda. As letras, como disse um dia Júlio Machado Vaz, parecem escritas num domingo à tarde, junto à Ribeira. Para o fim, o incontornável Paixão (acho que é este o nome), com a célebre rima que Camões teria feito se fosse vivo, rubi e Rivoli... "Esse é o cara", dizia o carioca. Felizmente acabou.
A segunda banda foi muito diferente. The Gift têm som (e imagem) para noite de Queima. E para além das músicas terem qualidade, a cantora tem muita presença em palco e é simpática e humilde. Nada como o Rui, que nos chamou indirectamente ignorantes: "isto é de um grande guitarrista argentino chamado ****, que 99,9% das pessoas não conhece". Como quem diz, EU conheço, vocês NÃO. Pois, pela mesma lógica, 99,99999999999% das pessoas não conhece o Rui Veloso e nós sim. Caramba, o que é que isso faz de nós?
Resumindo. Rui Veloso só para fans incondicionais e numa sala com lugares sentados. Quanto a mim, deveria ter ido esperar junto à banca das caipirinhas. Os The Gift são uma boa opção para uma óptima noite de música ao vivo.
E hoje cantam os Xutos. E amanhã evitem o parque, porque é noite do Quim Barreiros.

Afinal é uma questão de fé

...e não de competência. O homem acredita, por isso que importa a realidade dos números. Estamos bem entregues. Eu cá acredito que este é o pior governante que Portugal teve desde Mário Soares (ainda não sei se incluindo ou excluindo).

segunda-feira, maio 08, 2006

Aniversário da Coca-Cola


Hoje, vinha eu no meu automóvel rumo ao Porto, quando ouvi na TSF que a Coca-Cola festejava mais um aniversário. Quem nunca provou Coca-Cola? Dizem, e penso que bem, que é uma das marcas mais conhecidas e vendidas em todo o Mundo.

A bebida recebeu o nome de Coca-Cola porque originalmente o estimulante misturado na bebida era cocaína, que provinha de folhas de coca da América do Sul e recebia o seu sabor de noz de cola. Hoje, o estimulante, felizmente, foi alterado para cafeína. Digo felizmente porque o sabor apesar de ser feito através de noz de cola e folha de coca, não contem cocaína pois foi removida das folhas e a bebida não contém traços da droga. O que seria da malta….

Apesar dos vários posicionamentos que teve durante estes longos anos (remédio, bebida leve, estimulante,…), a Coca-Cola é uma marca inegável de sucesso. Como bebida que se preze, a fórmula exata da Coca-Cola é um segredo comercial.

Neste momento, é o maior vendedor de refrigerantes no mundo, e como gigante que é tem sofrido, sob o meu ponto de vista com alguma legitimidade, vários tipos de críticas de práticas monopolistas a baixos padrões de saúde, práticas racistas de selecção de funcionários e assassinato de membros de sindicatos. Há muitas controvérsias em torno da companhia, seus produtos e suas práticas comerciais. A Coca-Cola foi recentemente denunciada no Reino Unido por levar as crianças ao consumo de "porcarias" (comida de baixo valor nutricional). Na Índia, a corporação provocou um número de boicotes e protestos como resultado de seus baixos padrões de higiene e impacto negativo no meio-ambiente. Na Colômbia, a companhia é acusada de 179 grandes violações de direitos humanos, incluindo nove assassinatos.

Findo esta breve resenha histórica, o que vos quero transmitir é que a Coca-Cola (e não querendo fazer comparações com a Pepsi) faz parte do meu dia-a-dia. Tento não entrar em excessos mas, de vez em quando (de quando em vez, dizem os lisboetas), sabe muito bem, principalmente quando não se bebe bebidas alcoólicas, como é o meu caso e é do vosso conhecimento. Para brindar este aniversário, hoje foi dia de Coca-Cola durante o meu almoço.

Parabéns Coca-Cola….

domingo, maio 07, 2006

The show can't go on


Zidane, o melhor jogador europeu de sempre, segundo a BBC (e eu subscrevo, apesar de ter uma preferência por Raúl), despede-se hoje do Santiago Bernabéu, o palco mais alto do futebol mundial. É o último dos mohicanos, escreveu-se hoje no As. Com Di Stefano, Pelé e Maradona, está entre os cinco melhores de sempre. O jogador que, segundo Valdano, faz do futebol ballet, tal a graciosidade com que trata a bola e se move em campo. Se não voltou a haver outro Maradona (nem voltará), também não há nem voltará a haver um jogador do nível de Zidane. A evolução do futebol não o vai permitir. Com o reforço das tácticas defensivas e com a nova mentalidade "científica", a expressão individual de um jogador vai ser cada vez menos valorizada. O futebol tem vindo a perder espectáculo e, sobretudo, credibilidade. Não há inocência na forma como a Fifa e a Uefa manipulam resultados para garantirem que as equipas que mais dinheiro lhes poderão dar não fiquem pelo caminho mais cedo. Basta lembrar como o Brasil (penalti fora da área contra a Turquia) e a Coreia (a Espanha e a Itália viram três golos anulados contra este "colosso") foram beneficiadas pelos árbitros de terceiro mundo que a Fifa nomeou no último Mundial. E basta lembrar, citando Fernando Seara, como o "Barcelona foi levado às cavalitas - não é ao colo, é às cavalitas - até à final da Liga dos Campeões" (expulsão de Del horno na eliminatória do Chelsea, penalti não marcado a favor do Benfica, golo anulado ao Milan por empurrão de um fantasma a Puyol).
Mas hoje é dia de esquecer isso e celebrar o último jogo de Zidane no Bernabéu. Depois, é não perder um único jogo da França no Mundial e esperar que cheguem longe. Já sabemos que o Brasil tem que ir à final e certamente Markus Merkl e outros senhores do apito farão com que isso aconteça. Mas pode ser que a França também lá chegue e Zidane volte a mostrar que há momentos em que nem a Fifa pode anular o valor do mérito e da qualidade.

terça-feira, maio 02, 2006

No coments

Até 2003/2004, o Zimbabwe era uma das mais prósperas economias africanas. Mas o ditador Mugabe achou que poderia melhorar a coisa. Nacionalizou as propriedades agrícolas, expulsando os "brancos" (sobretudo ingleses) que as exploravam. O resultado está à vista. Como cantava o Sérgio Godinho, "África é dos africanos, já chega 500 anos, já chega 500 anos." Preparem a ajuda internacional para as vítimas da fome que se demoram a erguer.