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domingo, dezembro 24, 2006

Merry Xmas


Feliz Natal. Há por aí uns fanáticos que consideram estes votos como ofensivos aos não-cristãos. Seria divertido se não fosse sério. Que me importam os "não-cristãos" que se ofendem por tão pouco? Estes fundamentalistas "laicos" preferem que se diga "boas festas", o que é compreensível, porque os animais sempre gostaram de festas, mesmo os irracionais. Bom, mas não importa. Para todos vós, Feliz Natal, Happy Christmas, Noite Feliz, hohoho e muita coca-cola!!!!!!

A caminho dos oscars - The Departed


The Departed. Sério candidato a melhor filme ou, pelo menos, a melhor realizador. Scorcese na sua melhor forma: seco, violento, cativante. E (o mais assustador) realista. Os adornos utiliza-os na forma, não no conteúdo. Óptima interpretação de DiCaprio (nunca pensei vir a dizer isto) para dar ainda mais valor ao filme.

Coimbra tem mais encanto...

Um passeio pela feira das velharias (ela própria já de longa idade) é sempre agradável. Apesar da brisa fria que também se passeava pela baixa de Coimbra. Feliz ideia a da construção do forum, deixou a cidade vazia para nós passearmos à vontade. Entretanto, na margem esquerda, os que conseguiam entrar no shopping (as filas prolongavam-se para o exterior dos estacionamentos), certamente se acotovelavam pelos corredores das lojas e se deleitavam com aquelas insuportáveis canções natalícias (o pior tormento neste campo sofri-o nas ruas de Baião, com uma versão pseudo-gregoriana do Last Christmas dos Wham). O problema da feira das velharias são os preços. Os vendedores confundem velharia com antiguidade, o que não é bem a mesma coisa. Assim, €100 por uma farda da mocidade parece-me excessivo. Tal como €85 por um catálogo de armas britânico, por muito bom que ele seja (e é) pareceu-me ridículo, sobretudo porque o amazon permite adquiri-los novos por muito menos dinheiro. Mas quem quiser adquirir umas moedas e notas do tempo do escudo ou provenientes de terras exóticas como o Uzbequistão e a Indonésia, poderá fazê-lo sem dificuldade e sem dispender demasiado dinheiro (€5 a €10 na maioria dos casos). Depois há os variadíssimos santos de altar, de proveniência duvidosa e qualidade suspeita, panos de renda, grafonolas, máquinas fotográficas, capacetes, objectos de uso pessoal... tudo demasiado caro, mas que é sempre divertido ver. Finalmente, os discos em vinil e os livros. Com saudades daquele disco do Phill Collins, do Fausto Papetti ou dos Duran Duran? certamente o encontrarão por lá... mas estou a ser injusto, também há Pink Floyd e Dire Straits, a preço razoável, se estiverem interessados na capa, já que não posso garantir a qualidade do disco em si. Já tive sorte, com os U2 e com os Roxy Music, mas tive azar com os Pink Floyd. Acontece. Em relação aos livros, por vezes há algumas surpresas. Como Camilo a €2,5, ou Umberto Eco a €5. E com um pouco de sorte, têm Santiago de portas abertas, ou podem fechar os olhos quando soarem as badaladas de Santa Cruz e imaginar outros tempos. Sempre é melhor do que o last christmas em gregoriano.

quinta-feira, dezembro 21, 2006

Uma derrota surpreendente, outra não tanto e mais pontapés na bola

Foi realmente uma surpresa a derrota do Real em casa com o Recreativo. Mas não é seguramente motivo para contestar o trabalho de Capello. Volto a recordar que se trata provavelmente do melhor treinador no activo e que tem mais títulos e triunfos que qualquer outro. No final veremos os resultados, porque o trabalho dele tem apenas três meses. Aliás, quem contesta Capello (sobretudo os jornalistas) não têm grande memória nem estão atentos às suas palavras ou à realidade. Fazem-no a partir de ideias pré-concebidas e depois adaptam a realidade a elas, mas isso é outra questão.
Quanto ao jogo, foi marcado pela morte de quatro adeptos do Recreativo (acidente de viação na viagem para Madrid) e, num outro aspecto, com a antecipação das férias (o Real perde habitualmente estes jogos pré-navidad).
Nota: Perante a morte dos adeptos do Recreativo, Real e Recreativo queriam adiar o jogo, algo que a federação de Villar não aceitou (se fossem adeptos de outro clube...). O Real suspendeu a cerimónia de homenagem a Cannavaro, os seus jogadores entraram com faixas pretas, foi guardado um minuto de silêncio e as receitas do jogo serão entregues às famílias das vítimas. Como escreveu hoje a Bola, "Real mostra grandeza".
Ainda a propósito de futebol, algumas notas que não tive oportunidade de fazer no momento certo:
1. Cannavaro foi eleito, merecidamente, o melhor jogador do mundo de 2006. Foi um ano inesquecível para o jogador. Foi campeão em Itália (título depois retirado na secretaria para satisfazer um Inter cheio de estrelas, mas sem treinador), campeão do mundo frente à poderosa França de Henri e Zidane e assinou pelo Real Madrid de Capello, garantia de mais títulos. Que mais poderia um jogador querer?
2. Mais uma vez se disputou o "campeonato do mundo" de clubes, com a final entre o barcelona, representante europeu, e o Internacional de Porto Alegre. Venceram os brasileiros por 1-0, conrtariando as expectativas jornalísticas, que pelos vistos acreditam piamente nas suas próprias mentiras. O interessante aqui foram as desculpas de Crujjff e restante universo barcelonista. Disse o ex-treinador derrotado pelo Milan de Capello na final da Taça dos Campeões que a culpa foi dos fusos horários, uma vez que o torneio se disputou no Japão. Pelos vistos, a diferença horária é prejudicial às equipas europeias. Curioso argumento para justificar uma derrota. Em primeiro lugar, se sabiam das diferenças horárias, que fossem mais cedo. Em segundo lugar, se a culpa fosse da hora, como explicar que tenham ganho o primeiro jogo (quando o efeito jet lag seria mais forte) e perdido o segundo? Em terceiro lugar, observando a lista dos anteriores vencedores, vemos claramente que é muito difícil uma equipa europeia vencer (oh Crujjff, tem juízo): das 42 edições, por 21 vezes venceram equipas europeias, entre as quais Milan e Real Madrid (3 vezes cada), Ajax, Bayern, Inter, Juventus, Porto (2 vezes), Atl. Madrid, Borussia, Estrela Vermelha, Feyenoord, Racing e Manchester (1 vez). Se calhar, o problema do fuso horário afectou o agente da UEFA que deveria ter conversado com o árbitro antes do jogo para garantir a vitória da "sua" equipa. Será que o homem não terá acordado a tempo?
3. Sublinhe-se o regresso de Liedson aos golos e, consequentemente, do Sporting às vitórias. Mas o clube precisa de se reforças em Dezembro e Rochemback seria um excelente regresso.
4. Ricardo Costa despede-se do FCP com lágrimas. É um momento que não deixa de ser tocante.
5. A ex-companheira de Pinto da Costa publica um livro no mínimo curioso. Zangam-se as comadres...
6. O Guimarães deveria mudar o nome para Derrota Sport Clube, a ver pelos resultados.
7. O Real Madrid contratata dois jovens argentinos, Higuaín (já confirmado) e Gago.

Real Madrid goleado em casa

O Real Madrid sofreu uma humilhação perante os seus adeptos ao perder por expressivos 3-0 frente ao Recreativo. Capelo nao traz nada de novo para este Real, ou melhor, consegue obter resultados negativos que ninguém está à espera. Este resultado só demonstra que o Real está longe do aceitável para quem tem alguma pretensão de lutar pela liga espanhola. Alguém consegue perceber o que está a acontecer?

quarta-feira, dezembro 20, 2006

Filmes

Filmes são sempre bem vindos, vou pensar numa lista de encomenda : )
Para além de conversores para formato DVD, há no mercado leitores de dvd (em geral quinquilharia chinesa, mas de boa qualidade) compatíveis com o divX e a bom preço. Assim, quando tiverem necessidade de adquirir um novo leitor, pensem nessa opção, porque vale a pena.

terça-feira, dezembro 19, 2006

É só escolherem os filmes

Caros Niveladores

Sei que gostam de passar algum do vosso precioso tempo a ver filmes. Não sei bem quais são o vosso estilo de filmes preferido. No entanto, acabei de "assinar contrato" com um poderoso fornecedor de filmes. Apesar de estarem em formato DivX, é possivel convertê-los com relativa facilidade para formato DVD (não faltam bons programas de conversão na net) para podermos vê-los nos nossos ecrans de televisão. Assim, se precisarem ou gostarem de ver algum filme, pela mais variada razão, é só mandarem-me um mail para joao.remelgado@gmail.com com o(s) nome(s) do(s) filme(s) e eu vejo se os posso arranjar ou não, respondendo-vos logo que possível. Paulo, sei que tens uma diversidade de bons filmes que amavelmente emprestas ao pessoal. Se pretenderes algum filme em especial já sabes. Há de tudo, como na farmácia.

sexta-feira, dezembro 15, 2006

Mourinho no Dragão


"O sorteio dos oitavos-de-final da Liga dos Campeões ditou o regresso de José Mourinho ao Estádio do Dragão. O campeão nacional terá uma enorme prova de fogo perante uma das melhores equipas do Mundo, com a primeira mão a ser disputada em casa do FC Porto.A primeira mão será disputada a 20 ou 21 de Fevereiro de 2007, enquanto que a visita a Londres será a 6 ou 7 de Março. O último confronto entre Porto e Chelsea aconteceu na época 2004/2005, ainda na fase de grupos da prova, com o FC Porto a sair derrotado em Stamford Bridge por 3-1, mas a garantir a qualificação para a fase seguinte vencendo a equipa londrina por 2-1 em casa. Este confronto significa também o regresso do Paulo Ferreira, Ricardo Carvalho e Hilário aos jogos diante o FC Porto.Será certamente uma eliminatória com duelos interessantíssimos, nomeadamente no meio campo, onde residem os pontos fortes de ambas as equipas. Mourinho normalmente apresenta quatro elementos nessa zona do terreno, com Makelele e Essien mais recuados e Lampard e Ballack com maior responsabilidade na construção de jogo, enquanto que Jesualdo Ferreira alinha com três jogadores: Paulo Assunção, Raúl Meireles e Lucho González. No entanto, Ibson tem vindo a realizar boas exibições após recuperar de uma lesão, e o «miúdo» Anderson deverá estar recuperado para defrontar o Chelsea, o que significa mais opções para Jesualdo Ferreira. No extremos do jogo, a ver vamos a capacidade da defesa do FC Porto anular a dupla Drogba/Shevchenko, bem como se a capacidade individual de Quaresma ditará cartas frente a Terry e companhia.Nas restantes eliminatórias destaques para os confrontos entre Real Madrid e Bayern, já um clássico da Liga dos Campeões, e para a eliminatória entre o Barcelona e o Liverpool. Eis todos os jogos dos oitavos-de-final da Liga dos Campeões 2006/2007:Porto vs. Chelsea, Barcelona vs. Liverpool, R. Madrid vs. Bayern,Celtic vs. Milan, Inter vs. Valencia, Roma vs. Lyon, Lille vs. Man.United e PSV vs. Arsenal"

quarta-feira, dezembro 06, 2006

FCP:missão cumprida na Champions


Terminada a 6ª jornada da Liga dos Campeões, estão encontrados os 16 magníficos que vao caminhar rumo aos oitavos de final das Champions. O que há a ressaltar é o facto de todos os cabeças de série dos respectivos grupos passaram como teoricamente seria de esperar. Senão vejamos: Grupo A: Chelsea e Barcelona, Grupo B: Bayern e Inter, Grupo C: Liverpool e PSV, Grupo D: Valência e Roma, Grupo E: Lyon e Real Madrid, Grupo F: Manchester United e Celtic, Grupo G: Arsenal e FC Porto e Grupo H: Milan e Lille.
Quanto ao meu FCP não há muito para dizer. Está justamente nos oitavos de final e mostrou ser uma das melhores equipas da Europa. Contra o Arsenal foi a única equipa a procurar o golo e só não o fez por mera infelicidade. Que diga Quaresma que enviou duas bolas ao poste. A equipa merecia ganhar mas o que interessa é que os objectivos foram cumpridos. "Alez, Porto alez"...

Campões Europeus nos 8º final


"Deco assinou nova exibição de luxo. O internacional português esteve em grande plano no triunfo do Barcelona sobre o Werder Bremen (2-0), sendo considerado o melhor em campo no jogo de Camp Nou. Deco encheu o campo, jogou e fez jogar, sendo por isso determinante no triunfo que colocou os «blaugrana» nos oitavos-de-final da Champions".

Crise em Alvalade: UEFA já era





Não sei se viram o jogo. O Sporting demonstrou viver um período de crise. Já não bastou a derrota em casa com o Benfica (é bom dizer,bem merecida), e ainda por cima desiludiram todos os portugueses nomeadamente os adeptos do Sporting. Que espectáculo vergonhoso a que assistimos por parte do Sporting. Liedson nao joga, Alecsandro lutou e pouco mais, Paredes não traz nada de novo e Djaló não foi irreverente. Já não bastava a perda da continuação na Champions! Era de esperar o mínimo dos mínimos. O sonho da UEFA terminou e na minha opinião de forma justa. O sporting não revela maturidade e experiência. Vive de algumas peças já consideradas por muito como vedetas. Mas a prova é que ainda não o são. Têm muito que trabalhar. E por amor de Deus, mudem aquele relvado. Já que os jogadores não jogam como deve ser, ao menos que haja condições para a prática do futebol. Como costumo dizer, o Natal está próximo e o Sporting tem habituado os seus adeptos com estas prendas. É o costume...

terça-feira, dezembro 05, 2006

1.º Aniversário


Parabéns a todos niveladores e principalmente ao seu mentor…
Fez ontem um ano que este “ponto de encontro virtual” nasceu.

A recordar com saudade...no Barça claro....

segunda-feira, dezembro 04, 2006

Chopin interpretado por Donald Betts

Neste link http://innig.net/music/betts-chopin/ encontramos algumas das peças mais marcantes de Chopin interpretadas de forma sublime por Donald Betts. Na minha opinião, a balada nº1 em sol menor é simplesmente fantástica...

domingo, dezembro 03, 2006

Lamento despertado por uma música de Joan Baez

Há uma situação curiosa nas escolas, a forma como passamos por elas sem nos darmos a conhecer (presumo que o mesmo ocorra em todos os micro-universos que são os locais de trabalho). Dizem que em grupo perdemos a identidade e é bem verdade. Por exemplo, só conheço de forma mais profunda (ou seja, algo mais do que o nome, o número e o rosto) alunos com quem falei a sós ou em grupos de dois ou de três. E sempre fora das aulas, ou da escola. Creio que o mesmo vai acontecendo com os alunos. Nós passamos igualmente despercebidos para eles, sem nome, sem individualidade a não ser a que é ditada pela disciplina que damos (é raro o aluno que sabe os nomes dos professores, seja desse ano, seja dos anteriores). Nos locais de trabalho, compreensivelmente, somos reduzidos à função que desempenhamos. E só em momentos anormais, insólitos, trágicos, cómicos, como lhes quisermos chamar, é que nos despimos um pouco do papel que nos cabe. Mesmo o convívio na sala de professores é ritualizado e representado, as palavras são medidas, as opiniões retocadas para assumirem formas politicamente correctas. Nada pode sair do tom consensual. Nisso não somos diferentes dos alunos que convivem na sua própria sala ou nos espaços abertos da escola. Não creio que, salvo honrosas excepções, algum deles declare publicamente ser diferente dos restantes, ler o que eles não lêem (quando lêem), gostar do que eles não gostam, fazer o que eles não fazem, ser o que eles não são. A escola não é, definitivamente, um espaço onde a individualidade se sinta bem e se queira manifestar. Pelo contrário, naquele espaço (que simula a sociedade), a norma não aceita desvios e originalidades. E vamos vivendo uma representação em que esvaziamos as nossas personalidades. Até que, quando se propicia esse tal momento distinto, vemos que pelo menos uma das pessoas que nos rodeiam tem algo mais dentro de si.
Pouco a pouco, descoberta a descoberta, vai-se reforçando a ideia de que afinal a escola está cheia de gente insólita, curiosa, interessante e sobretudo surpreendente. Como um funcionário que era porteiro aqui em Coimbra e que lia filosofia (a ponto de ser procurado para rever textos de professores) e coleccionava filmes que fariam inveja a muitos cinéfilos e cinematecas. Ou outro, na Régua, que tinha como passatempo ouvir e guardar todo o tipo de música (foi ele quem me arranjou o cd da Joan Baez que ouço agora). Ou a aluna (muito mais que uma aluna) que pintava e desenhava e hoje fotografa e filma.
Que pessoas se escondem, afinal, naqueles corpos baços que nos rodeiam diariamente e que, em vez de se mostrarem e cativarem, procuram esconder-se ou arranhar como gatos selvagens, como se vivessem em luta constante?

sexta-feira, dezembro 01, 2006

indícios de inteligência

Por vezes há surpresas agradáveis. Deve ser assim o trabalho de um arqueólogo, descobrir que o seu objecto de estudo, neste caso os Homo Erectus e companhia, conseguem, ainda que com dificuldade, revelar indícios de inteligência. Eis uns exemplos da caminhada lenta para a civilização: 1, 2, 3 e 4.

rescaldo do clássico


Vitória do Benfica por 0-2 em Alvalade. Vitória merecidíssima, não tanto pelo que o Benfica fez em campo (três remates e dois golos), mas pelo que o Sporting não fez. Foi um jogo péssimo, porque nenhuma equipa quis jogar futebol. O Benfica marcou no segundo remate, graças a uma falha de Polga. Depois limitou-se a recuar para a área e a defender, enquanto o Sporting, com tantas ideias como o seu treinador (ou seja, zero), passou o tempo a centrar para os defesas encarnados. No final da primeira parte, em contra-ataque, o Benfica faz o segundo. Depois, só voltou a criar perigo uma vez, com remate de Micolli à barra.
Depois deste jogo podem tirar-se as seguintes constatações:
1- O título, a não ser que haja surpresas, será do FCP (razão tinha Boloni quando disse que o futebol em Portugal está bem pior do que estava, quando Jesualdo Ferreira se arrisca a ganhar um campeonato...);
2- Paulo Bento demonstrou, mais uma vez, total falta de inteligência e qualidade para ser treinador do Sporting, ou sequer do Brasfemes. Desde logo, porque a equipa não tem um fio de jogo. Depois, porque não consegue moralizar Liedson, o melhor avançado a jogar em Portugal e não coloca em campo o mais promissor trinco português da actualidade, Miguel Veloso. Também porque, como ele próprio afirmou, tem os jogadores que pediu, o que só mostra fraca capacidade de selecção de um plantel. Além disso, todos os possíveis objectivos do Sporting estão perdidos: liga, passagem aos oitavos da Champions e (espero eu) continuação na taça UEFA. Por fim, um treinador que ao fim de ano e meio ainda não percebeu que M. Garcia, Nani, Moutinho, Bueno, Alecsandro e Carlos Martins não são jogadores com o mínimo de qualidade exigível para jogar no Sporting (uns porque são mesmo toscos, outros porque acham que são brilhantes estrelas quando não passam de sombras medíocres) não tem qualquer noção do que é um bom jogador de futebol.
3- O SCP deveria, quanto antes, contactar com Boloni e convidá-lo para tentar treinar o SCP;
4- Quanto ao SLB, ainda vai a tempo de fazer alguma coisa, se seguir o mesmo caminho e contratar um verdadeiro treinador, sei lá, com provas dadas, que não tenha quase sido campeão na Grécia...
5- Parabéns ao Benfica.

golos (em dia de clássico)

Vi hoje o golo do Ronaldinho. Muito bom. E compreende-se a alegria e a sinceridade do rapaz, ao dizer que foi o golo com que sempre sonhou. Outros houve, porém, que ainda sonharam mais alto. E concretizaram. É só fazer clic:
Cantona; (mais aqui);
Zidane; (mais aqui);
Raúl; (um muito especial aqui; outros aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui... uf... para não se cansarem muito a clicar, está tudo aqui... chapéus há muitos como diria o Vasco Santana);
Faltam ainda Figo, Henri, Del Piero, Schevchenko (versão italiana), para não falar em Di Stefano, Puskas, Pelé e Eusébio, mas já estou cansado de procurar os vídeos no tube.
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ps: quando Deco disse que o Ronaldinho é, provavelmente, o melhor jogador que já passou pelo Barcelona, ou é totó ou é graxista. Porque se esqueceu deste senhor (vénias, vénias, vénias). Para não falar deste e de Romário (também não me apeteceu procurar um vídeo).

terça-feira, novembro 28, 2006

Bola de Ouro

A nomeação de Cannavaro para a Bola de Ouro da France Football criou alguma urticária, não percebo porquê. A primeira e principal crítica é a de que se trata de um defesa. Como se o futebol fosse jogado apenas por avançados ou médios. Tendo em conta o futebol actual, é mais decisiva a boa defesa (incluindo aqui os guarda-redes) do que os bons avançados. Diz-se que o "espectáculo" (muitas vezes confundido com circo de fintinhas sem consequência, de que muitos jogadores portugueses são pródigos, como Nani e Quaresma) é o que atrai o público. Isso é, em parte, verdade, mas também tem muito de falso. O que o público quer é ganhar, é essa a essência do futebol. Não é à toa que o jogo é comparado com a caçada ou com a guerra. Da guerra, por exemplo, foi retirada muita da terminologia hoje usada para comentar futebol: ponta de lança, atacante, derrota e vitória, capitão, massacre, táctica, sofrer, contra-ataque, avançado matador... E na guerra o que importa (mais) é a vitória, não a qualidade estética do último golpe que se deu antes de morrer. Depois há outro tipo de público, mais esteta, ou mais habituado a outro tipo de futebol, que mesmo ganhando poderá não sair contente do estádio. É o adepto que critica o jogo defensivo, que aplaude a boa finta e o toque de mestre, que apelida os seus ídolos de génios, sendo que nenhum deles é defesa e, muito raramente, guarda-redes. Só que estes adeptos não são italianos e não compreendem que o futebol não é todo igual e não tem uma só interpretação. Os italianos aplaudem e vibram com o futebol eficácia, por isso continuam a encher os estádios. E muitos dos que criticam o futebol italiano são, muitas vezes, os que aplaudiram a vitória do boavista no campeonato (feita não à base de mérito desportivo, mas de muita cacetada - outro termo bélico) ou elogiam o "cinismo" do Chelsea de Mourinho. A Itália, campeã do mundo, sempre primou pela eficácia e pelo jogo dito defensivo. É por isso justo que Cannavaro e Buffon sejam os atletas mais votados do ano que passou, porque são os melhores no seu estilo de futebol. E a sua vitória é também um prémio a todos os outros defesas e guarda-redes que, ao longo de anos de futebol, foram ficando esquecidos no momento dos prémios. Quanto aos avançados, têm o terceiro eleito, Henri, a representá-los.
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ps: Há outra espécie de crítico à nomeação de Cannavaro, que é o idiota. O seu principal representante é, mais uma vez, samuel etoo (aplausos), que desceu novamente da árvore para proferir as alarvidades do costume: parece que classificou a nomeação como uma "mascarada". Quando Pujol foi eleito melhor defesa da champions, a mesma competição onde R. Carvalho e Cannavaro participaram, não viu a "mascarada." Espero que aprenda com Deco, seu colega de equipa, que tem opinião contrária em relação a nomeação do central italiano.
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ps2: dizem os mal-intencionados que etoo só criticou a nomeação de Cannavaro porque se trata de um atleta que alinha no Real Madrid. Hum...

segunda-feira, novembro 27, 2006

Ronaldinho: "Es el gol que siempre soñé desde pequeño"

http://www.20minutos.es/noticia/176541/0/ronaldinho/barcelona/golazo/

Simplesmente genial!

Quebra-nozes

Ontem foi noite de ballet na Covilhã. E ainda que sem orquestra, foi uma experiência excepcional. Uma noite fria, com o vento a descer da Serra para as ruas acidentadas da cidade, e grupos de gente encasacada (não faltavam as senhoras exibindo as peles, que também as há na Covilhã) caminhando em direcção ao cine-teatr. O edifício é antigo e tem um porte orgulhoso. Não está em Lisboa nem em Moscovo nem em Londres nem em Nova Iorque, mas lembra um velho que viveu dias entusiasmantes. Cansado, mas vivivo. A porta de entrada dá para um átrio com um café e respectivas mesas à direitas e uma grande escadaria à nossa frente. Subindo as escadas, a meio das quais (estranha ideia) eram vistos os bilhetes, encontramos as portas de entrada para a plateia. Uma outra escadaria conduz ainda para o balcão, reservado a outros olhares. Uma sala dos anos 50, com cadeiras de madeira escura, mas confortáveis, espaçosa e agradável. Um clima acolhedor, sem o frio habitual das salas antigas ou o neon frio das salas modernas. Crianças na plateia fazem-se ouvir entre o zumbido das vozes dos adultos e o agitar dos casacos que se iam despindo. Luzes apagadas. Começa a música. Abre-se a cortina e o mundo muda. É natal...

domingo, novembro 26, 2006

Anúncio português premiado

http://www.ad-awards.com/commercials/selection/institute_for_support_of_abused_children/commercials-218.html

candidato sério a imbecil do ano - 1

O jornal Sol da semana passada, para além de duas interessantes entrevistas (a J. Pedro Gomes e a Cristina Branco), trazia ainda uma reportagem sobre o bullying, termo inglês usado para designar a violência escolar entre crianças. Este problema é bastante grave em Inglaterra e na Irlanda (Trinity College de Dublin criou mesmo um centro de estudos sobre o bullying complementado com formação de professores e outros envolvidos nas comunidades escolares). Claro que o bullying não é exclusivo das Ilhas nem dos EUA. Por cá também existem, ainda que de forma mais residual ou camuflada. Na verdade, não há estudos sobre o assunto e o desconhecimento sobre o assunto nas cabeças teoricamente pensantes do ministério da educação é assombroso. Ao ler o referido artigo tropecei com um comentário de um qualquer sub-secretário de estado da educação, cujo nome não me dei ao trabalho de fixar. O senhor em causa passou certamente pelas mãos de seguidores de António Egas Moniz, pois teve o desplante de afirmar que uma das medidas do ministério para combater o bullying é, pasme-se, as aulas de substituição. Foi a gargalhada do dia, pois há muito tempo que não me deparava com um comentário tão imbecil (também é verdade que não tenho visto o Marcelo nem o Vitorino ultimamente). Sinceramente não percebo a lógica. O facto de estar numa aula de substituição vai impedir o agressor de humilhar a vítima, de gozar de forma subtil, de o ameaçar por gestos ou meros olhares? Comentando o disparate com outras pessoas, lá me disseram que provavelmente a esperança do sub-secretário é que o agressor transfira a agressividade do colega para o prof. substituto. Enfim, este governo tenta vender a sua banha de cobra por todos os meios e feitios. Qualquer dia ainda os ouvimos falar do plano da matemática como estratégia na luta contra o racismo ou dos cursos CEF como solução para a anorexia. Mais uma vez se prova que o problema do organismo que é o ensino português está na cabeça, que é oca e capaz apenas de ideias que roçam a mediocridade. Por baixo.

sábado, novembro 25, 2006

mais do mesmo

Ler de baixo para cima. Excerto do relato online, na Marca, do Barcelona Villareal:

min. 36'
El Barcelona vuelve a aprovecharse de un penalti inexistente y se adelanta en el marcador. ¿Cuántos van?.
min. 34'
GOOOOOOOOOOL DEL BARÇA. GOOOOOOOOL DE RONALDINHO. BARCELONA 1-0 VILLARREAL.
min. 32'
Gudjohnsen vuelve a hacer teatro y engaña a Pérez Lasa. Va a tirar Ronaldinho.
min. 32'
PENALTI A FAVOR DEL BARCELONA.

Lobo Antunes e Pulido Valente

Para quem não ouviu Lobo Antunes e Vasco Pulido Valente no Pessoal e Transmissível na TSF, é só fazer clic aqui.

a liberdade socrática de expressão

Com a típica arrogância que a esquerda sempre tem, ou seja, com a presunção que são donos do bom gosto e da "qualidade", o governo prepara-se para continuar a censurar, agora de forma clara, a programação televisiva. As notas da Censura que Pacheco Pereira tem publicado no Abrupto poderão ter, assim, uma continuação, presumivelmente em formato digital (como obriga o choque tecnológico). Como disse um dia a Mafalda, é triste ver como as intenções não mudam, apesar dos avanços tecnológicos. Nada que surpreenda quem tem dois dedos de testa neste país, o que, a julgar pelas últimas sondagens, não serão tantos quanto isso. Pobre Descartes, como estavas enganado quando disseste que a inteligência era a coisa mais bem distribuída do mundo. E não surpreende porque a censura sempre foi uma prática dos governos ps, acompanhada de uma auto-censura de muitos meios de comunicação. Basta procurar as notícias e os editoriais do tempo do sr Haider, na Áustria, para perceber que ali não havia jornalismo, havia censura e opinião política camuflada de informação. Estávamos no tempo do engenheiro Guterres, o homem que se lembrou de enviar três reis magos para analisar a qualidade da democracia austríaca. Agora, o governo do engenheiro Sócrates parece ter elevado a prática da censura e da manipulação dos meios de comunicação ao nível de profissional. Basta ver o prós e contras e ler os jornais do regime. A morte do Independente representou o fim do jornalismo livre em Portugal. O diploma do bom gosto, ou a nova lei da rolha, apenas confirmam o óbito. Quanto a Cavaco Silva, não se espera dele grande acção em relação a este caso. É pena, pois trata-se da última oportunidade de Cavaco voltar a ser Cavaco e deixar de ser uma versão moderna do Almirante Américo Thomaz, reduzido a corta-fitas e porta-voz do presidente do conselho (este domingo, em Coimbra, serão muitas as fitas a cortar). Foi, aliás, triste ver Cavaco Silva assumir-se como traidor confesso (ainda que por lapso de linguagem) de Santana Lopes e, por acréscimo, do partido que representou enquanto primeiro-ministro.

quinta-feira, novembro 23, 2006

jornalismo de causa


Jornalismo português, era sócrates.

son of a b... b... b...

http://www.youtube.com/watch?v=JmzxOh89vbQ&mode=related&search=

A decadência humana


As pessoas são livres de seguir o caminho que acham ser o melhor para si e têm toda a liberdade para tomarem as suas opções. Apesar desta realidade, não entendo como ainda há tanta gente que se refugia no tabaco. Dizem os fumadores que o tabaco dá prazer. Sim, apesar de nunca ter experimentado, não tenho capacidade para desmentir esta afirmação. No entanto, no meu ponto de vista, o problema surge do facto das pessoas se tornarem dependentes do tabaco, sendo este tão prejudicial à saúde. Porquê o seu consumo sabendo que este está a fazer-nos mal? Será que as pessoas têm prazer de se auto-destruirem? Todas as drogas fazem mal, umas mais outras menos. Está provado cientificamente, que os fumadores têm, em média, menos 10 anos de vida. Para além disto há outras causas que os fumadores deveriam ponderar: a destruição de alguns órgãos importantes (cancro dos pulmões, laringe, faringe, boca, esófago, pâncreas, bexiga, rins e útero), o agravamento dos problemas respiratórios (bronquites crónicas, enfisemas, maior susceptibilidade de apanhar constipações), aumento do risco cardíaco (angina de peito e enfarte do miocárdio), envelhecimento precoce (aparecimento de rugas e cabelos brancos), aumento do risco de doenças reumáticas, causa para infertilidade (homens e mulheres) e doenças do aparelho reprodutor. Não serão por si só motivos suficientes para deixar de fumar? Eu acho que sim. O problema é que as pessoas ficam de tal maneira dependentes que por si próprias têm muita dificuldade em superar este obstáculo ainda que muita das vezes o queiram. Ladies, não se esqueçam que o tabagismo pode atrasar também a concepção e durante a gravidez pode afectar de modo negativo o feto. Os recém-nascidos das mães fumadoras pesam menos que os das não fumadoras e estes podem ficar afectados a médio prazo no seu desenvolvimento físico e intelectual. Não pretendo dar aulas de moral ou demonstrar algo de novo. As campanhas anti-tabágicas e a prevenção são cada vez maiores e penso que as pessoas estão dentro dos problemas inerentes ao consumo de tabaco. E depois não se esqueçam dos outros. O cheiro de tabaco é desagradável (mau hálito) e a côr amarelada dos dentes e das unhas fazem-se notar. Se o tabaco é um escape ao stress e a vida agitada dos nossos dias, por favor procurem outras fontes de prazer: façam exercício físico, por exemplo, e lutem pelo vosso bem-estar. Não há nada mais importante do que ter saúde. E não se esqueçam que o mal não acontece só aos outros… Deixem de inalar fumo. Já não temos idade de andar de “chupeta” na boca. Reflictam sobre isto…

sexta-feira, novembro 17, 2006

así así, así se llora en Madrid

Puskas, 2.IV.1927 - 17.11.2006
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"Ferenc Puskas Biro, el mejor zurdo de la historia del fútbol, artillero y referente de balompié del siglo XX, que falleció esta madrugada a los 79 años, elevó al Real Madrid a la cima del fútbol mundial a finales de la década de los 50 e inicios de los 60.Empezó a jugar al fútbol cuando era recogepelotas en el campo del club Kispest, en Budapest. Hijo de un famoso jugador, Ferenc siguió sus pasos y a los 10 años jugaba en este club, con el que debutó en la máxima categoría húngara a la edad de 16 años.Debutó con su selección nacional en 1945 en un encuentro frente a Austria, en el que también fue el autor de un gol. Con el equipo húngaro, del que fue su capitán en 56 encuentros, llegó a jugar en 84 ocasiones, la última también frente a Austria, y marcó 83 goles.Con el combinado magiar histórico consiguió como logros más relevantes el oro olímpico en Helsinki 1952 y el subcampeonato del Mundo de Suiza 1954, después de perder ante los alemanes liderados por Fritz Walter (3-2).Además, fueron en diciembre de 1953 el primer equipo que derrotaba a la selección inglesa en casa, en Wembley, por un contundente 6-3.Desde 1949 vistió los colores del nuevo Kispest, desde entonces llamado Honved y convertido en el equipo del Ejército húngaro, en el que Puskas alcanzó el grado de teniente coronel y con el que consiguió cinco títulos de Liga (1950, 1952, 1954, 1955 y 1956) y con el que en tres ocasiones fue máximo goleador (1949-50, 1950 y 1953), a la que habría que sumar una cuarta en su anterior equipo (1947-48).La invasión soviética de Hungría de 1956 le llevó al exilio al igual que otros muchos compañeros de su equipo (Czibor o Kocsis), quienes fueron sancionados con más de un año de suspensión por la FIFA. Dejaba atrás un balance de 349 partidos de Liga con 358 goles.Después de deambular por el fútbol europeo, en junio de 1958 y pese a contar con la negativa del secretario técnico del Real Madrid, José Samitier, Bernabéu lo fichó para el club blanco después de un extraordinario partido ante el Botafogo brasileño.Una lesión le impidió jugar la final que supuso la cuarta Copa de Europa para el Real Madrid (1959), aunque no tuvo mucho tiempo que esperar para sumar este trofeo a su palmarés ya que tuvo una importantísima contribución en la quinta Copa de Europa merced a cuatro de los siete que su equipo le endosó en Glasgow al Eintracht (7-3) el 18 de mayo de 1960.Ese mismo año el equipo consiguió la Intercontinental y en lo personal se hizo con el primero de sus cuatro "pichichis" de la Liga española, a los que siguieron los de los años 1960-61, 1962-63 y 1963-64, con lo que hizo honor al apodo que le puso la afición de "Cañoncito Pum".Por esos años el equipo vivió una de sus etapas más gloriosas en las que encadenó cinco títulos consecutivos de Liga (desde 1960-61 a 1964-65). Puskas cerró este importante palmarés en la recta final de su carrera con la Copa de Europa 1965-66, aunque tampoco jugó la final de esa edición.Hasta su retirada del fútbol activo en el Real Madrid a finales de junio de 1967, en la que jugó junto a Alfredo Di Stéfano y Gento y poco después de la llegada a la primera plantilla de los "yeyés" (Grosso, Pirri, Zoco, Sanchis...), Puskas jugó en este equipo 180 partidos de Liga, en los que hizo diana en 154 ocasiones.También vistió la camisa blanca en 39 encuentros de Copa de Europa, 41 de Copa de España y 2 de la Intercontinental. En total fueron 372 partidos (mas de un centenar de ellos amistosos) en los que totalizó 324 goles.Tras conseguir la nacionalidad española en 1961, Puskas inició un breve paso por la selección nacional, con la que debutó en septiembre de ese año frente a Marruecos y tres partidos más, el último en junio de 1962 con derrota frente a Brasil en el Mundial de Chile.Una vez dejó los terrenos de juego, fijó su residencia en Madrid durante bastantes años en los que se dedicó a algunos negocios en los que no tuvo demasiada suerte, como la importación de salchichas vienesas o la explotación de la cafetería "Pancho", el cariñoso apodo que le puso la afición, cercana al estadio Bernabéu. Además, desarrolló en el club funciones especiales de técnico y asesor.Su faceta de entrenador le llevaron a banquillos de gran número de equipos de todos los Continentes. Debutó en 1967 en el San Francisco Gales (EEUU) y al año siguiente se hizo cargo del Vancouver Royals (Canadá). Su mayor éxito lo alcanzó como técnico del Panathinaikos con el que llegó a la final de Copa de Europa de 1971, que fue a manos del Ajax de Johan Cruyff.En 1975 entrenó al Murcia, único equipo español en su trayectoria como técnico. En el año 1976 entrenó a la selección de Arabia Saudí y ese mismo año dirigió al Colo Colo chileno, en el que estuvo dos años. En 1978 se encargó el AEK griego. Luego, pasó por los paraguayos Sol de América y Cerro Porteño. Durante los primeros años de la década de los noventa entrenó al South Melbourne, con el que ganó la Copa de Australia (1990) y la Liga 1990-91.Tras dejar Hungría a los cincuenta fue juzgado en su ausencia por las acusaciones de "traidor a la patria" por el régimen comunista y no pudo volver a su país hasta el año 1981.En septiembre de 1992 fijó definitivamente su residencia en Hungría y se incorporó a tareas técnicas de su selección como encargado de las relaciones internacionales y supervisor del equipo juvenil, adquiriendo un compromiso hasta 1997. Coincidiendo con su vuelta, le fueron devueltos sus galones de teniente coronel del Ejército y en diciembre de 1995 fue ascendido al grado de coronel.Apoyó a Florentino Pérez en sus aspiraciones a la presidencia del Real Madrid de 1995 frente a la candidatura de Ramón Mendoza, que al final se hizo con el puesto. En octubre de ese mismo año la Federación Internacional de Historia y Estadística de Fútbol lo proclamó "máximo goleador" del siglo XX, al sumar en su carrera 528 partidos y 512 goles, por lo que en la Gala de la IFFHS de enero de 1997, en Múnich, se le entregó el galardón que lo acreditaba.A partir de entonces fue objeto de varios homenajes. El 2 de abril de 1997 en un importante acto con motivo de su 70 cumpleaños, en Budapest, recibió de manos de Juan Antonio Samaranch la Orden de Honor del COI, máximo galardón olímpico.En este reconocimiento "Pancho" estuvo rodeado de algunos de sus compañeros (Di Stefano, Gento, Kubala) y adversarios (Karl Decker o Fritz Walter), así como los presidentes de la UEFA, Johansson, del Real Madrid, Lorenzo Sanz, y de varias federaciones, entre ellas la española, inglesa o rusa. Ese mismo día anunció la creación de la "Fundación Puskas", que tiene como objetivo ayudar a jóvenes futbolistas y apoyar el deporte.En noviembre de 1997, con motivo del Sportfilm Festival International, de Palermo, recibió el "Paladín de Oro" y se proyectó una película sobre su carrera deportiva del director húngaro Dobor.Dos años después, en julio de 1999 el Gobierno de su país le nombró embajador honorario del deporte magiar en el mundo. Otro documental sobre su vida fue realizado por Roberto Saura y se presentó en el Festival de San Sebastián de 1999.En los primeros días de octubre de 2000 fue hospitalizado en Budapest para un chequeo general en el que se le detectó que sufría una arterioesclerosis cerebral, por lo que quedó internado en la clínica Kutvolgyi.Días después de conocerse su enfermedad se desplazó para interesarse por su estado y ayudar económicamente si fuera necesario una delegación del Real Madrid (Di Stéfano y Amancio), así como el presidente de la Federación Española, Angel María Villar o el de la FIFA, Joseph Blatter.Desde entonces sólo ha abandonado el hospital para asistir a algún homenaje puntual, como la celebración de su 75 cumpleaños."

Playmate do mês

quinta-feira, novembro 16, 2006

joga Mantorras

O mais curioso na queixa do Mantorras é que o rapaz diz ter sido vítima de racismo porque o chamaram de "preto", embora momentos antes tenha afirmado "sou preto e tenho orgulho nisso." Estes insultos no futebol são, infelizmente, normais. Mas não são um caso de racismo, já que adeptos que, por exemplo, insultam atletas negros dos adversários são os mesmos que aplaudem os atletas negros das suas equipas. É apenas uma questão de tentar pressionar e desconcentrar os adversários. Quem não aguenta, paciência... Quando E'too (esse exemplo de decência e educação) saiu do campo porque lhe chamavam preto ou imitavam macacos, só mostrou fragilidade (embora não faça o mesmo quando é um adversário a ser insultado, como Roberto Carlos no Camp Nou). E os insultos não se restringem aos negros. Os brancos também são insultados. Gutti, ainda no Camp Nou, é invariavelmente chamado de Maricon, o que me parece tão mau como ser chamado de preto, ou pior, porque os outros são mesmo negros e ele, segundo consta, não é maricon. Figo (ainda no Camp Nou) era chamado de pesetero pelos mesmo adeptos que aplaudiam Luis Enrique, que anos antes tinha feito a viagem no caminho inverso, de Madrid para Barcelona. E Calado, na Luz, pediu para sair ao intervalo porque os seus próprios adeptos o chamavam de maricas (ou pior), devido a um artigo de opinião de um conhecido adepto portista, que terá lançado a insinuação.
Em relação à queixa de Mantorras, o rapaz que não ouça e que jogue. Quando muito, faça o que fez Iekini (sei lá como se escreve isto...), quando actuava cá em Portugal. Quando um grupo de adeptos adversários começou a imitar macacos à sua passagem, ele virou-se para a bancada e simulou estar a filmá-los com uma câmara de filmar (como se estivesse no zoológico a ver os macaquinhos). Boa reacção. Em vez de queixas, deu-lhes do seu próprio remédio.

terça-feira, novembro 14, 2006

Super Ronaldinho destroça Saragoça


O Barcelona sofreu mas conseguiu vencer este domingo no Camp Nou o Saragoça por 3-1, resultado que lhe permite voltar a ultrapassar o Saragoça e assumir a liderança da liga espanhola.

O herói foi mais uma vez Ronaldinho. Para quem viu o jogo o único reparo negativo a fazer foi a arbitragem que prejudicou bastante o Barça.

F.C. Porto tem currículo limpo...

Pedro Mantorras anunciou esta segunda-feira ter sido vítima de insultos racistas durante o último F.C. Porto-Benfica, disputado no passado dia 28 de Outubro, no Estádio do Dragão. Não se percebe como teve de esperar duas semanas para relatar o que diz ter sucedido. Muito menos porque o fez em relação a um palco exemplar nesta matéria.

O F.C. Porto pode orgulhar-se de ter um currículo imaculado no que concerne a questões relacionadas com racismo. Em 12 participações na UEFA Champions League – os Campeões Nacionais são recordistas -, nunca o nome do clube esteve associado a estes casos.

O mesmo já não pode ser dito em relação ao Benfica. Basta recordar o jogo da UCL frente ao Manchester United, após o qual a UEFA foi forçada a iniciar uma investigação, no seguimento de uma queixa do clube inglês, devido a pretensos gritos racistas dirigidos a atletas do Manchester United, e o Benfica-Barcelona da temporada passada, durante o qual Eto’o terá sido insultado, a ponto de, segundo relataram vários jornais, um conhecido músico benfiquista presente nas bancadas ter saído em sua defesa, acabando por ser agredido

Fonte: Site oficial do FCP

segunda-feira, novembro 13, 2006

fim do dia

Fim de aulas. Sou um privilegiado porque, como tenho uma turma reduzida de apenas seis ou sete alunos, dou aulas no gabinete dos directores de turma, onde há 3 pcs que realmente funcionam e ligações à net realmente operacionais. Na sala ao lado, outra turma, que terei amanhã, contacta (em muitos casos pela primeira vez) com a língua inglesa.
"...turma que terei amanhã"... É engraçado, antes tinha História ou Inglês, hoje tenho a turma A ou a turma B do 9º ano ou do secundário noturno ou do Efa ou do CEF. As palavras mantêm-se, mesmo agora que estou do outro lado do espelho. O termo faz sentido. Se calhar é errado em termos linguísticos, mas não no seu verdadeiro significado. Eu tenho essas turmas porque me ligo a elas, em dada medida são minhas e não quero outras no lugar destas, tal como antes não queria estas no lugar das anteriores. Enfim, talvez exagere, porque nem sempre é assim, mas felizmente a maioria das vezes é assim. Este sentimento de posse leva-me a ficar com a turma mesmo para lá de a perder. Ou eles é que ficam comigo, não sei bem. Falo assim porque estive na Régua, e as minhas turmas do 7º ano estão agora no 9º. Alguém me disse que eu parecia triste. Eu respondi que não era tristeza por lá estar naquele momento, mas por não poder continuar lá. Quando o disse já vinha a caminho (foi através de uma mensagem, essa moderna forma de falar sem obrigação nem esforço). Estava de facto triste, mas com alguma esperança, a de conseguir fazer das novas turmas tão minhas como aquelas. Insubstituíveis.
Se não fosse a escuridão que pintou as janelas de negro, pensar-se-ia que ainda é dia nesta escola. Ouvem-se vozes, passos nas escadas e o barulho da máquina de café... Só faltam os gritos na rua, as vozes dos adultos não são nada iguais às das crianças. Vendo bem, assim a escola é outra e tem menos piada. E é hora de ir embora, seja como for.

Y Van Quatro


«Abonados al 1-4.¿Quién dijo miedo? Reyno conquistado. El ogro rojillo fue domado con cuatro zarpazos made in Nederland. Un hat-four. Van Nistelrooy. Van 12+1. Van mucho mejor. Killer del área. Su amigo Ricardo rendido. Van Van (Zamorano era Bam Bam). Pichichi. 13 goles en 15 partidos. Promedio galáctico. Y es humilde. Y habla castellano (¡sólo lleva tres meses entre los nuestros!). Fichaje certero. Apenas 15 millones de euros. Barato. El viento cambia de dirección. Así se escribe la historia. 1-4 al Levante en Valencia; 1-4 al Steaua en Bucarest; 1-4 al Osasuna en el Reyno de Navarra; 1-3 al Nàstic en Tarragona... El Madrid muerde, araña cada posesión, presiona como nunca, mete la pierna. Es la recia escuela de Capello.»

domingo, novembro 12, 2006

galeria de fotos





www.howardschatz.com

leituras


«Enterrei hoje minha mulher - porque lhe chamo minha mulher? Enterrei-a eu próprio no fundo do quintal, debaixo da velha figueira. Levá-la para o cemitério, e como? Fica longe. [...] Não tenho forças e cai neve. A quantos estamos? É Inverno, Dezembro, talvez, ou Janeiro. Tiro a neve com uma pá, traço o rectângulo e cavo. Dois cães assomam à porta do quintal, chupados de ódio e de fome. Ainda há cães na aldeia? Babam-se e uivam sinistramente. Tomo uma pedra, disparo-a contra um, desaparecem ambos a ganir. E de novo o siliêncio cresce a toda a volta, desde a montanha que fico a olhar até me doerem os olhos. [...] Estou só, horrorosamente só, ó Deus, e como sofro. Toda a solidão do mundo entrou dentro de mim.»
(Vergílio Ferreira, Alegria Breve, Lisboa, Amigos do Livro, 1986)
Assim começa o livro que, segundo Eduardo Lourenço (no prefácio), era o preferido do autor.

sábado, novembro 11, 2006

escola integradora

Tudo cabe na escola, como se pode ler nesta notícia. Que mais será preciso para que as leis que permitam a expulsão das escolas e prisão efectiva de menores sejam finalmente aprovadas? Ah pois, esqueci-me que as crianças/adolescentes não sabem o que fazem, são naturalmente boas e a culpa é da sociedade e, neste caso específico, dos professores que não o souberam educar, compreender e integrar. Um dia este mundo politicamente correcto chegará ao fim e as coisas poderão ser chamadas pelos nomes de sempre...

sexta-feira, novembro 10, 2006

provérbios socráticos

"os aumentos, como a caridade, começam em casa" - Ministros agravam gasto com salários

grandes canções: Baker baker, Tori Amos


Esta canção é um lamento ou uma oração, com Deus como pasteleiro, conhecedor dos ingredientes do mundo e de nós mesmos. Não seria bom se pudéssemos pedir-Lhe para nos fazer um dia novo como quem faz um bolo, escolhendo-lhe os ingredientes? E se, da mesma forma, Ele conseguisse preencher novamente o vazio dentro de nós?
A canção começa com esse sonho, um pedido quase infantil de uma mulher envolvida em solidão. O companheiro foi para Los Angeles, como poderia ter ido para qualquer outro local. Foi para não voltar, fugiu dela porque se sentiu empurrado, porque ela se escondia por detrás do próprio olhar, porque o coração dela era difícil de encontrar. Tão difícil que ela pergunta se terá alguma coisa dentro de si, tem que haver alguma coisa aqui... Continuando a conversa com o Pasteleiro do mundo, ela pergunta-lhe se é mesmo verdade que o coração dele era feito de gelo. Frio. E o meu, a que sabe? Será que juntos não o podemos fazer mudar de ideias? Fazê-lo voltar? Vivi o passado a fugir dele, agora foi a vez dele de fugir de mim. Porém, ela sabe que não é possível. Que ele não voltará. Por isso, termina com um pedido que soa a resignação: se o vires, diz-lhe olá da minha parte, para demonstrar que nunca se esqueceu dele, a solidão não a deixa esquecer. Hoje deveria ter amigos e voar, óbvia metáfora para felicidade. Mas faltam-lhe os ingredientes que a possam completar. Baker Baker, faz-me um dia novo, preenche-me novamente...

Baker Baker
Baker baker
baking a cake
Make me a day
Make me whole again
and I wonder what’s in a day
What’s in your cake this time

I guess you heard he’s gone to LA
He says that behind my eyes I’m hiding
and he tells me I pushed him away
That my heart's been hard to find

Here
There must be something here
There must be something here
here

Baker baker can you explain
if truly his heart was made of icing
and I wonder how mine could taste
Maybe we could change his mind
I know you’re late for your next parade
You came to make sure that I’m not running
Well I ran from him in all kinds of ways
Guess it was his turn this time

Time
Thought I’d made friends with time
Thought we’d be flying
Maybe not this time

Baker Baker baking a cake
Make me a day
Make me whole again
and I wonder if he’s okay
If you see him say hi

visões de Santa Maria do Carmo

Sim, ela mesmo, a ministra. Os seus êxtases místicos visionários são uma escada segura para a santificação. De acordo com o JN, na avaliação dos profs contarão as notas que os alunos têm. Ainda não se sabe como, mas parece que ou contará a percentagem de positivas ou o progresso que o aluno fez. Por outras palavras, vão verificar a diferença entre a nota que o aluno tinha à disciplina antes de começar a trabalhar com aquele professor e a nota que obtém no final desse trabalho. Mas, estão a brincar ou será que esta gente do ministério acredita mesmo nesta idiotice? Ou melhor, será que pensam que somos totós? Esta medida é mais uma (de tantas tantas tantas outras) para fazer subir artificialmente o "sucesso" educativo. Se dá uma trabalheira injustificável justificar uma negativa e a retenção de um aluno, é óbvio que ninguém, no seu juízo perfeito, continuará a dar negativas se, com isso, está a dar uma negativa a si mesmo. Resultado? A avaliação passará a ser de 3 a 5, desaparecendo os tão merecidos 2 e 1 da avaliação final. Eis a via segura para o sucesso.
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Pessoalmente, acho que o protesto mais original que os profs deveriam ter era fazer o que a patroa quer. Ou seja, no final deste ano, todos os alunos, do 5º ao 12º, deveriam passar com nota máxima a todas as disciplinas. Todos os alunos do 12º ano deveriam ter média final de 20. Portugal seria o país de maior sucesso educativo do mundo e a sra Maria seria a melhor governante deste o tempo do Marquês de Pombal, inclusivé (epa, vendo bem, isto dava era um óptimo argumento para mais um livro do Saramago, depois daquela palermice das pessoas que se lembraram todas de votar em branco numas eleições).

quinta-feira, novembro 09, 2006

o bom juiz

Na linha tolerante que tanto os caracteriza, Ana Drago, F. Louçã e companhia acusam os apoiantes do não à liberalização do aborto de levarem a cabo uma campanha "terrorista" e fanática. Takes one to know one, costuma-se dizer. Ou, como se diz por cá, o bom juiz por si se julga. Na verdade, estas personagens seguem apenas o pensamento do próprio Sócrates (ler crónica a esse respeito do J. P. Coutinho no Expresso), ainda que com palavras mais brandas. Isto diz tudo acerca do espírito democrático das criaturas. Sinto um arrepio só de pensar no que fariam se, por uma terrível aliança de acontecimentos, tivessem um dia poder absoluto nas mãos. Sócrates, aliás, já há muito que demonstra diariamente a sua arrogância e prepotência, imaginando ser um verdadeiro führer, como se diria na Alemanha.
Outra acusação curiosa que o BE fez a respeito dos defensores do não foi a de usarem esta campanha para benefício da sua agenda política pessoal. Parece que só o BE se preocupa legitimamente com os direitos dos cidadãos. Preocupa-se tanto com esses direitos que os usam constantemente para ganhar votos, como os outros.

justiça seja feita

«“Today we witnessed a landmark event in the history of Iraq: Saddam Hussein was convicted and sentenced to death by the Iraqi High Tribunal,” Mr. Bush said to roars of approval in a hockey auditorium packed with supporters in Grand Island, Neb. “Saddam Hussein’s trial is a milestone in the Iraqi people’s efforts to replace the rule of a tyrant with the rule of law.”» (NY Times, 6 de Novembro).
Parece que a condenação à morte de alguém que passou a vida a fazer precisamente isso e que é culpado de milhares de mortes e outros crimes incomodou muita gente na nossa inocente Europa. O próprio Prof. Marcelo (o título de prof. partilha-o com Nelo Vingada e Jesualdo Ferreira), disse que o julgamento era o fantochada. Porquê? Aparentemente, o caso foi manobrado de forma a dar a sentença de culpado... Sinceramente, era preciso fazer manobras para chegar a essa sentença? Nem com o Perry Mason como advogado de defesa o Saddam se safava desta. E quanto a fantochadas, eu aposto o que quiserem em como acerto no resultado de dois julgamentos que decorrem em Portugal: casa pia (inocente inocente inocente) e apito dourado (inocente inocente inocente). Onde é que está a maior fantochada? Pelo menos lá o culpado foi efectivamente condenado. Quanto à pena de morte, nada a dizer. É a lei do país. Para quem tanto critica a "intromissão terrorista americana no Iraque", como muitos europeus da linha BE/Soares/Zapatero/França/UE, criticar esta sentença é uma contradição, porque igualmente uma intromissão. A pena de morte não é inquestionável por si mesma. Há crimes que a justificam. E (vejam o novo catecismo) nem a Igreja é totalmente contra.

tempos modernos

Já tinha reparado no caso. Sempre que estava numa acção de formação e pedia dispensa das aulas desse dia, cortavam-me o subsídio de alimentação. Se não dou aulas não preciso de comer. Critério discutível, mas não indefensável, até porque o valor não paga refeição em lado nenhum, pelo que era de todo dispensável, tal como são dispensáveis os subsídios de representação e de telemóvel do primeiro-ministro e dos seus amigos. Porém, agora chegou-se a outro ponto curioso. Aulas até às 18h25. Às 18h30 reunião de conselho de turma até às 20h. Às 20h, nova reunião de conselho de turma, até às 21h30. Janta-se depois? Pode ser. Mas, e na próxima 3f? O cenário repete-se: aulas até às 18h25, reunião das 18h30 às 20h, depois aula das 20h às 20h45 e nova aula daí até às 22h20, coisa menos coisa... Deve assim que, como sonha a ministra mais incompetente dos últimos anos, se transforma a escola numa empresa privada, procurando o pior do mundo privado. Reclamar ninguém pode, porque senão lá se vai o horário do próximo ano e, consequentemente, de todos os outros anos.

terça-feira, novembro 07, 2006

Real e Benfica

Um jogo não faz uma época nem uma derrota decide um título, ou a vitória no Bernabéu contra o barcelona teria posto fim ao campeonato. Em relação ao Capello, eu não o criticaria muito. Quando o célebre dream team de Crujff pensava ter já a taça dos campeões na mão, viu o modelo de jogo do Milan de Capello emperrar o carrocel. Resultado final, uma goleada e a taça em Milão. Capello é o melhor treinador no activo, triunfador em todas as equipas que liderou. Foi ele, recorde-se, que iniciou a construção do plantel do Real que venceu 3 champions em seis anos (e que um tal Queirós ajudou a destruir). Mas é impressionante como o barcelona, jogando o "melhor futebol do mundo" está só com três pontos de vantagem em relação a um Real que "joga mal e não convence." Só aqui se vê a diferença de grandeza das duas equipas.
Por fim, o Real já está apurado para a segunda fase da champions. O barcelona, se não jogar 12 contra 11, tem essa missão mais dificultada. Pessoalmente, acredito que passe, que seria da Uefa sem o seu clube? Para se ver como a entidade uefa/fifa protege o barcelona e sente as derrotas deste clube como se fossem suas, basta ver as críticas de L. Johansson em relação à forma como Mourinho comemorou o golo do empate em Camp Nou. Quando Figo foi presenteado com assobios e cabeças de porcos, quando Etoo cuspiu num adversário ou quando o treinador blaugrana, ainda no jogo com o Chelsea, cuspiu para o campo em sinal de desaprovação pelo tempo de descontos dado pelo árbitro, não se ouviram críticas da uefa/fifa.
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ps: quanto ao Ronaldo, pessoalmente dispenso-o, até porque nunca gostei da criatura. Com ele, o Real não ganhou qualquer título relevante, tal como o barcelona não ganhou quando o teve no seu plantel. Um produto de marketing do grupo Adriano / Ronaldinho / Rivaldo / Geovanni. Se não fosse brasileiro... Lembrando L. Sanz, quantos prémios não teria ganho já Raúl se se chamasse Raulito Carioca?
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Outra nota: não discuto o palmarés do FCP (que ofusca, por exemplo, o do Barcelona, tal como o do SLB faz). Mas eu não entraria nas outras modalidades, porque aí o grande campeão é o SCP, que é o clube português com mais taças europeias (não esquecer o atletismo).
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Já não concordo é com a última afirmação. Eu desconfiava da qualidade do estudo dessa FutureBand. Porque, quer se queira quer não, a maior marca portuguesa é o Benfica. Ninguém tem tantos adeptos e simpatizantes como o Benfica, nem juntando SCP e FCP. E nenhum tem capacidade para ser mais rentável. Basta ver que, apesar de ser bem gerido em termos de marketing, de ter tantas vitórias e presenças na champions, e consequente vendas de jogadores, o FCP apresenta um passivo enorme. Nenhum clube português é tão conhecido no estrangeiro como o Benfica (constatei isso ainda este ano: na Irlanda, a única camisola portuguesa à venda era do SLB e os guias, quando sabiam que era português, só me perguntavam se era do Benfica ou do Sporting).

Para quem ainda tem dúvidas


· O FC Porto é o clube português com mais títulos internacionais (6)
· O FC Porto é o clube português com mais botas de ouro conquistadas (3).
· O FC Porto é o único clube pentacampeão nacional.
· O FC Porto é o clube com mais Supertaças Cândido de Oliveira conquistadas.
· O FC Porto já disputou 22 das 28 finais da Supertaça Nacional.
· O FC Porto é o clube português com maior número de títulos no Futebol, contando actualmente 264 títulos oficiais!
· O FC Porto conseguiu, até hoje, fazer a "Dobradinha" por 5 ocasiões (1955/56; 1987/88; 1997/98; 2002/03; 2005/06), ou seja, ser Campeão Nacional e Vencedor da Taça de Portugal, na mesma época.
· O FC Porto já fez o pleno nacional ou arrecadou a "Tripla" por 3 vezes (1997/98; 2002/03; 2005/06), ou seja, ser Campeão Nacional, Vencedor da Taça de Portugal e Vencedor da Supertaça Nacional, na mesma época.
· O FC Porto é o clube português com mais participações na Liga dos Campeões com o formato actual falhando apenas na época 1994-95 e na época 2002-03 quando venceu a Taça UEFA
· O FC Porto tem um dos 15 melhores registos mundiais de invencibilidade em campeonatos nacionais. Os Portistas estiveram sem perder um encontro entre 22-10-94 e 24-03-96.
· O FC Porto tem um dos melhores registos mundiais de invencibilidade, em casa, a nível das competições internacionais: 29 jogos (1974/75 até 1987/88).
· O FC Porto é o único clube português que conseguiu vencer na mesma temporada o campeonato e a competição Europeia onde esteve envolvido. Ainda por cima, fê-lo em dois anos consecutivos (2003 e 2004).
· O FC Porto contém no seus quadros futebolísticos, uma das maiores referências da história do futebol português e particularmente do FC Porto, Vítor Baía. Actualmente, Baía é o jogador com mais títulos da história do futebol mundial, com 30. Atrás aparecem Pelé e Rijkaard com 25 cada um.
· O FC Porto tem, segundo a última revisão realizada em 2005, cerca de 100 000 sócios pagantes. Sendo assim, é o 6º clube do Mundo com mais sócios pagantes.
· Segundo um estudo da empresa "EuroExpansão",o FC Porto é um dos clubes portugueses com maior número de adeptos, em que cerca de 30% da população portuguesa é adepta ou simpatizannte do clube. No caso particular do Distrito do Porto, onde a população ronda 2 milhões de pessoas, aproximadamente 80% da população é adepta do FC Porto.
· O FC Porto é o único clube português que faz parte do Grupo G-14 o grupo dos clubes mais poderosos da Europa.
· Segundo o Ranking Histórico Mundial de Clubes, o Futebol Clube do Porto é considerado, em termos de currículo, o maior clube português, o 10º maior da Europa e o 17º maior do Mundo!
· Tendo em conta um esturo da "FutureBand", uma empresa especializada em consultoria de marcas, o FC Porto é a marca mais valiosa do futebol português. O estudo apresenta as 30 marcas da Europa mais cotadas e Portugal conta apenas com um representante, o FC Porto. O estudo teve em conta factores, como: o valor das marcas, a lealdade dos adeptos, a capacidade de conseguir aumentar a venda de bilhetes para os jogos e o valor financeiro do clube. Neste ranking de marcas europeias, o FC Porto ocupa a 1ª posição em Portugal e a 27ª na Europa.


No que diz respeito às restantes modalidades:


· O FC Porto é o clube português que junta maior número de títulos no andebol, hóquei-patins, bilhar, natação,e em ciclismo, é o que já venceu mais Voltas a Portugal(12).
· Tendo em conta, apenas, os designados "3 Grandes", o FC Porto é o clube português que já conquistou mais títulos no hóquei em campo e no voleibol.
· O FC Porto, em duas edições da Liga Nacional de futebol de praia, sagrou-se campeão em 2005 e classificou-se em 3ºlugar em 2006.
· No hóquei em patins, o FC Porto é o clube português com mais títulos internacionais.
· Segundo o ranking mundial de Hóquei em Patins, realizado pelo "Rink-Hockey", o FC Porto é o maior clube português, e o 2º maior clube da Europa e do Mundo, atrás do Barcelona.

segunda-feira, novembro 06, 2006

"Real" dificuldade...


Capello disse que, contra o Celta, foi a primeira vez que gostou realmente da equipa. Será que estaria a brincar? De facto, deve ter gostado principalmente do resultado. Definitivamente o Real Madrid não se consegue impor face ao futebol praticado por outras equipas nomeadamente pelo Barcelona que mantém o futebol digno de campeão europeu e melhor equipa da liga espanhola. Apesar de não ser tão exuberante e eficaz como o ano passado, a verdade é que o Barça não tem rivais à altura. É difícil entender este Real...e desta vez até jogou Ronaldo!

quinta-feira, novembro 02, 2006

instantes em que paramos a olhar para o papel escrito

"O meu nome é L. Tenho 36 anos. Casei aos 19. Fui mãe aos 20, o acontecimento mais importante da minha vida. A minha filha tem 16 anos. Vivo com o objectivo de trabalhar para ter dinheiro para dar um curso à minha filha. Se conseguir vou sentir-me a mãe mais feliz do mundo."

Sublinhar a evidência

Mourinho, no final do jogo da Champions com o Barcelona, acusou os jogadores adversários de se atirarem ao chão. Segundo o treinador do Chelsea, Deco, Ronaldinho e Messi atiram-se ao chão trinta vezes cada um. Transformam, dessa forma, um jogo de homens (como é jogado em Inglaterra) num encontro de primadonas. Para além disso, sublinhou que os árbitros protegem o Barcelona, facto que só deve ter espantado os ingénuos e inocentes jornalistas portugueses e catalães. Só esta semana, para além do penalti e da expulsão perdoados ao Barcelona no jogo da Champions, temos uma vitória na liga iniciada com um penalti não existente (mergulho de Gudjohnsen, acto que Etoo não terá criticado) e uma vitória na taça de Espanha contra uma equipa da segunda com um golo em fora-de-jogo.

com colegas destes

Etoo critica colega de equipa. Para além de revelar falta de respeito, o jogador/cuspidor/chorão sobre quem Clemente disse "ter descido das árvores" mostra ainda capacidades para ombrear com os mestres Mokambo e Tumbu que povoam as páginas dos nossos jornais, ao fazer futurologia: "se Gudjohnsen tivesse marcado o golo [no Bernabeu], o Barcelona teria ganho 4-2." Pois... E se o Etoo não fosse imbecil e mal educado os adeptos não tentavam comunicar com ele imitando símios.

segunda-feira, outubro 30, 2006

Não há génio que aguente...


A coincidência de mais um atentado ao futebol espectáculo



"O futebol é um desporto que costuma destacar os melhores artistas, aqueles nos surpreendem repetidamente e enchem estádios, reforçando a magia do espectáculo. Anderson é um desses craques. O prodígio do F.C. Porto diverte-se com uma bola nos pés e encanta quem dirige o olhar para a sua arte. Anderson é um valor que o jogo deve proteger.

Este sábado, porém, Anderson foi vítima da violência de uma equipa que, a ter em conta a folha disciplinar, não é propriamente bem comportada. Os dados da Liga Portuguesa de Futebol Profissional não mentem: Mesmo com um jogo em atraso, a tal equipa «vítima» já somou 25 cartões amarelos e cinco vermelhos e tem o segundo pior registo do campeonato 2006/07. Sintomático.

O que se passou ontem no Estádio do Dragão foi mais um atentado ao futebol espectáculo, uma coincidência lamentável que roubou ao desafio um dos seus maiores pólos de interesse. Precisamente como na temporada passada, no mesmo local do terreno, no meio-campo, junto aos bancos de suplentes, o jogador que mais podia desequilibrar foi intencionalmente atingido com violência por um grego, confirmando a teoria de quem vê estes casos como manobras planeadas.

Há um ano foi Lisandro Lopez, derrubado ao minuto 21. Desta vez foi Anderson, ao minuto 31. E o cenário de coincidência sai reforçado com nova constatação: o árbitro era o mesmo e a opção de não sancionar o lance e o agressor, da mesma nacionalidade e adquirido na respectiva época, foi decalcada...

Alguma Comunicação Social deste domingo é clara e inequívoca: «pancada» (O Jogo, pág. 3), «partir a perna» (O Jogo, pág. 18), «varrido do jogo» (O Jogo, pág. 5) e «entrada violenta» (A Bola, pág. 5) são referências taxativas acerca da gravidade da ocorrência.

Estas sim são situações que devem ser definitivamente banidas do futebol. Se, todavia, continuarem a repetir-se, sem a resposta célere e adequada dos órgãos competentes, ninguém poderá acusar o F.C. Porto de deixar de apostar em artistas que ajudam a encher o campo dos adversários, para passar a apostar em atletas robustos capazes de resistir à violência e dançar ao som da mesma música."

sábado, outubro 28, 2006

the last of the rock stars



"...
The last of the rock stars
When hip hop drove the big cars
In the time when new media
Was the big idea..."
(U2, Kite)
.
Dá que pensar. Nunca me admirei que muitos alunos não lessem ou conhecessem escritores, por muito famosos que eles fossem. Até porque tive uma colega do liceu que confessou (perante o olhar incrédulo de todos os outros) que desconhecia Asterix e Obelix. E era uma boa aluna, que lia e escrevia no jornal da escola. Mas, apesar de tudo, sempre julguei que havia uma área que nunca ficaria afastada do universo dos adolescentes, de nenhum deles: o rock e o pop. Porém, começo a desconfiar que os U2 têm razão. Que os U2 são mesmo as últimas estrelas de rock num mundo de hip hop. Numa turma mais alienada do que a média não encontrei um só aluno que conhecesse John Lennon, Sting ou mesmo Bruce Springsteen (!). Aliás, quando passei excertos do Nascido a 4 de Julho, todos me perguntavam vezes sem conta se era "aquele" o actor principal, apontando para a personagem no ecran. "Aquele" era nada mais nada menos do que Tom Cruise, rosto que tinham dificuldade em identificar e fixar. O golpe final veio quando passei a música dos U2 (Hands that built America) e ninguém a tinha ouvido. Ninguém. No one. Em 90 pessoas que (os mp3 não mentem) ouvem música. Terá o rock e o pop passado para a prateleira dos "clássicos"? Quanto durará o reinado do hip hop (curiosamente, feito a partir de samples de música pop e rock)? Agora percebo porque não aprendem nem gostam de inglês. Eu aprendi o que sei a traduzir e a tentar perceber as letras das músicas que ouvia. Eles só têm uns Huh-Huh e uns yo! para ouvir.

provérbios socráticos

Mais depressa se apanha um mentiroso se ele for ministro socialista.
«Durante o debate sobre o Orçamento do Estado para 2007, Correia de Campos foi questionado pela deputada do CDS/PP Teresa Caeiro sobre o cumprimento desta medida, já que até agora apenas estão em funcionamento 17 USF. Na resposta, o ministro disse: "O número cem corresponde ao número de candidaturas que aspirávamos ter. E recebemos 117. Nunca disse que podíamos abrir cem este ano. Temos 17 a funcionar, há 24 com data marcada até Dezembro. Teremos, por isso, 41 até ao final do ano. Devíamos estar orgulhosos."Em Agosto, numa visita ao Centro de Saúde de Sobreda, Correia de Campos foi taxativo: "A nossa meta é abrir cem unidades de saúde familiar até ao final do ano." Foi uma das várias vezes em que esta intenção foi repetida pelo ministério. A pedido de Teresa Caeiro, as notícias a comprová-lo foram distribuídas durante o debate pelos deputados. Confrontado com fotocópias das suas afirmações, o ministro voltou a recuar. "Veremos, faltam dois meses até ao final do ano, ainda temos tempo para mostrar a veracidade ou inveracidade das promessas feitas."» (notícia dn).
Eis uma boa base de trabalho para as minhas aulas de cidadania.

sexta-feira, outubro 27, 2006

a hora do Lobo

Lobo Antunes continua em forma, apesar de mais brando. Ainda assim, para além das pérolas habituais
"o êxito é o fracasso antecipado"
"os pais continuam a evoluir dentro de nós, mesmo depois de morrerem"
"liberdade é estar livre de uma prisão"
mostrou que a ironia ainda se mantém bem viva. Apoiou Soares na campanha das presidenciais "por amor", porque quando o candidato lhe estava a explicar os motivos da sua candidatura "eu nem o ouvia bem", comentou. Ainda teve tempo para fazer a melhor descrição de um comício do PCP/APU que vi até hoje (uma fileira de punhos cerrados e bocas abertas como se o fossem engolir) e para comentar a "relação" com Saramago, lamentando que o tenham acasalado com o exilado em Lanzarote e não com a Branca de Neve ou com os sete anões.

quinta-feira, outubro 26, 2006

Grandes portugueses

Acabei por ver, a espaços, a conversa sobre o concurso da rtp. A dada altura parecia que importava mais o concurso em si e que o programa seria apenas mais um veículo de marketing para o promover. Mas ainda se abordaram assuntos interessantes e importantes.
Desde logo, creio que se confundiram duas ideias: "grandes portugueses" e "heróis portugueses". Como se nao se pudesse ser grande sem ser herói. Um herói é algo inexistente por natureza, só existe no nosso olhar. A grandeza é mais objectiva. Como Hermano Saraiva disse, grandes sao aqueles que nao couberam na pequena caixa que é Portugal. Ou seja, aqueles cujo nome é conhecido fora das nossas fronteiras, aqueles cujo papel foi determinante para a nossa história. E personagens assim há várias. Por isso nao concordo com o que disse o cómico Araújo, que Portugal é um país mediano. Talvez seja, se avaliarmos pela qualidade dos humoristas (salvo o Hermann do passado e o Pedro Gomes). Mas o humor só pode ser bom num país que, no seu quotidiano, tende a ser rigoroso formal e duro (competitivo). Por isso é que o humor é britanico e americano, e nao belga, nigeriano ou iraniano. Torna-se difícil distinguir comédia de realidade na maior parte do mundo.
Mas voltando ao que interessa... Portugal gerou grandes portugueses. Em 800 anos de História e de sobrevivencia face à ameaça de Castela e de outras potencias, inevitavelmente eles surgiram. Claro que mesmo esta leitura é ideológica. A malta da historiografia de linhagem francesa tende a preferir os números e os gráficos dos estudos económicos, ou a valorizar o papel dos grupos e das classes (um compreensível tique marxista). Também é compreensível que os franceses prefiram olhar assim para História, já que dificilmente encontrarao "grandes franceses" para eleger. O escolhido por lá, no concurso do mesmo género, foi o General De Gaulle, famoso por ter fugido para Inglaterra e deixado que americanos e ingleses morressem para libertar a França do domínio nazi), enquanto ele próprio combatia via rádio. Aqueles discursos eram mortíferos, acreditem. A quem quiser ouvi-los, empresto o cd (estou a falar a sério). Outros, na linha do politicamente correctos, preferem procurar realçar apenas as acçoes negativas (e lá vem a escravatura, a colonizaçao e a inquisiçao à baila), ignorando que nao se pode olhar para o passado com a mentalidade do presente e pretender que se compreendem as acçoes de entao.
Estamos perante um debate ideológico. Como o Estado Novo valorizou (e usou para efeitos de propaganda) os "grandes portugueses" que entendia, hoje falar em "grandes portugueses" é ser "fascista", como é defender o hino nacional e expor a bandeira fora do contexto desportivo. Outros receiam participar na escolha de "grandes" e "pequenos" porque isso implica uma opçao pessoal e subjectiva. É o caso de muitos historiadores. O problema é que confundem o seu trabalho de investigaçao, que deve ser imparcial e baseado em factos, com as naturais simpatias ideológicas, políticas, culturais ou outras que possuem face a uma ou outra personalidade. Acreditam, erradamente, que nao emitindo opiniao, ficam acima das influencias ideológicas da sociedade em que vivem. Acreditam viver num laboratório imaculado, longe da contaminaçao do mundo?
Pessoalmente, nao vejo qualquer problema em apontar personalidades portuguesas que foram importantes para a definiçao do nosso país actual e que interferiram no rumo do mundo, quer a nível político, quer a nível cultural, científico, económico... Ao fazer essas escolhas, minhas, pessoais, subjectivas, nao deixo de ser capaz de avaliar o que também fizeram de errado, nem de avaliar "imparcialmente" as suas acçoes.
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ps: em relaçao ao programa, como é que é possível anunciá-lo assinalando a presença no debate de R. Araújo Pereira e deixar de referir a presença de J. Hermano Saraiva? Eu sei que é uma questao de marketing, mas mesmo aí nao sei se a opçao foi a mais correcta. Afinal, nao sei qual dos dois atrairá mais público...

quarta-feira, outubro 25, 2006

verdadeira conversa de treta

"Maria Elisa modera um debate, com figuras públicas, sobre o concurso “Grandes Portugueses"
Enquanto decorre a votação para eleger a figura lusa mais notável, Maria Elisa modera um debate onde além das questões das perspectivas sobre o programa, serão debatidos temas como o legado histórico, deixado pelas grandes personagens. Participação do humorista Ricardo Araújo Pereira, Joana Amaral Dias, do bloco de Esquerda, do filósofo Eduardo Lourenço, da escritora Isabel Alçada e Lídia Jorge, dos professores José Hermano Saraiva e Luís Reis Torgal, de Fernando Nobre, médico da AMI e do jornalista Mário de Bettencourt Resendes." (ver página da rtp).
Talk about the blind leading the blind... E porque não o Batatinha, ou o J. C. Malato (já entra em todas as outras produções rtp)? Ou o insuportável Saramago? Ou o igualmente insuportável F. Rosas? Ou Octávio Machado, que poderia falar sobre os futebolistas candidatos ao título em questão? Quem são estas personagens, que estatuto e autoridade têm para falar sobre os "Grandes Portugueses" (seja lá isso o que for)? Uma boa noite para ver outro canal, ou para ler um livro.
ps: Inicialmente tinha percebido que a moderadora seria a jornalista medalhada e não Maria Elisa. Creio que, para o nível que se espera, a outra senhora seria mais adequada, deixando a Maria Elisa tempo livre para fazer jornalismo, algo que ela sabe manifestamente fazer.

sinais de retoma

Realmente, depois de ver esta notícia e esta, compreendo que o primeiro-ministro diga que há retoma económica. Não me repugna nada os lucros dos bancos, só tenho pena que continuem a não pagar impostos.

Mais uma aposta ganha




http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=218928&idselect=9&idCanal=9&p=200

Mais um exemplo de sucesso a acrescentar à história do nosso país.

segunda-feira, outubro 23, 2006

clássico... empate justíssimo

Ocupado a ver o derby espanhol, onde se jugou futebol, não vi a primeira parte do Sporting Porto. Mas vi a segunda parte e o resumo alargado da primeira. O resultado é justo e demasiado bondoso para ambas as equipas. Está certo que marcaram um golo cada uma, mas justo, justo, seria zero pontos para cada uma. É impressionante a diferença entre os dois "clássicos" que se jugaram em simultâneo (para não aludir ao terceiro clássico do fim-de-semana que envolveu dois dos cinco grandes de Inglaterra, o United - Liverpool). Não falo apenas a nível da qualidade dos jogadores, que é incomparável. Ver Van Nistelrooy, Raul, Robinho, Ronaldinho, Messi, Cannavaro e Xavi (só para citar alguns) não é o mesmo que ver Tonel, Alecsandro (mas que nome é este), Tello, Bruno Moraes, Bruno Alves e Jorginho. Nem Liedson nem Quaresma nem Nanni, coitadinhos deles, que para entrarem no Bernabéu só pagando bilhete... Falo sobretudo na atitude de treinadores e de jogadores. Em Madrid todos queriam ganhar e o resultado espelha a superioridade de uma organização táctica sobre a outra (Capello emperra todos os carrocéis do mundo, Crujff que o diga...). O empatezinho de cá espelha o medo de arriscar dos treinadores e a falta de empenho e de luta dos jogadores. Por cá ouvem-se as desculpas do costume: terreno de jogo, cansaço pela jornada europeia (o Real foi golear a Bucareste e o Barcelona veio de uma derrota bem cansativa contra o Chelsea). Tretas, portanto. Empate justíssimo, mal empregados dois pontos oferecidos assim a duas equipas tão desinteressantes. Para a semana há mais, com o Porto Benfica.

Clássico...empate justo

así así, así gana el Madrid


Marcar, correr para a bola e levá-la de novo ao centro do terreno. Para procurar novo golo.

sábado, outubro 21, 2006

sexta-feira, outubro 20, 2006

Portugal vale a pena II

Acrescento o sistema de via verde, também criação portuguesa e que contrasta com o ridículo sistema de pagamento das autovias espanholas.
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Portugal sempre valeu a pena, desde o momento da sua criação (ela própria uma grandiosa obra de engenharia política e diplomática) e sobrevivência face (sobretudo) à ameaça espanhola e, depois, francesa e inglesa (uma longa história muito mal conhecida).
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Portugal teve a maior e mais moderna armada do século XVI;
Portugal dominou os mares (razão pela qual a Inglaterra se quis unir a nós);
Com uma população não superior a 2 milhões de habitantes, Portugal partilhou o domínio do mundo com Espanha, controlou o comércio mundial de especiarias, inovou na navegação e na cartografia);
A constituição vintista era, na época, a mais avançada de uma Europa que permanecia, em grande medida, dominada por regimes absolutistas (talvez por isso só tenha triunfado na versão republicana de 1911, oitenta anos depois);

Portugal vale a pena

Nicolau santos,
Director adjunto do Jornal Expresso
In Revista Exportar

"Eu conheço um país que tem uma das mais baixas taxas de mortalidade de
recém-nascidos do mundo, melhor que a média da União Europeia.
Eu conheço um país onde tem sede uma empresa que é líder mundial de
tecnologia de transformadores.
Mas onde outra é líder mundial na produção de feltros para chapéus. Eu
conheço um país que tem uma empresa que inventa jogos para telemóveis e os
vende para mais de meia centena de mercados.
E que tem também outra empresa que concebeu um sistema através do qual
você pode escolher, pelo seu telemóvel, a sala de cinema onde quer ir, o
filme que quer ver e a cadeira onde se quer sentar.
Eu conheço um país que inventou um sistema biométrico de pagamentos nas
bombas de gasolina e uma bilha de gás muito leve que já ganhou vários
prémios internacionais.
E que tem um dos melhores sistemas de Multibanco a nível mundial, onde se
fazem operações que não é possível fazer na Alemanha, Inglaterra ou
Estados Unidos. Que fez mesmo uma revolução no sistema financeiro e tem as
melhores agências bancárias da Europa (três bancos nos cinco primeiros).
Eu conheço um país que está avançadíssimo na investigação da produção de
energia através das ondas do mar. E que tem uma empresa que analisa o ADN
de plantas e animais e envia os resultados para os clientes de toda a
Europa por via informática.
Eu conheço um país que tem um conjunto de empresas que desenvolveram
sistemas de gestão inovadores de clientes e de stocks, dirigidos a
pequenas e médias empresas.
Eu conheço um país que conta com várias empresas a trabalhar para a NASA
ou para outros clientes internacionais com o mesmo grau de exigência. Ou
que desenvolveu um sistema muito cómodo de passar nas portagens das
auto-estradas. Ou que vai lançar um medicamento anti-epiléptico no mercado
mundial. Ou que é líder mundial na produção de rolhas de cortiça. Ou que
produz um vinho que "bateu" em duas provas vários dos melhores vinhos
espanhóis.
E que conta já com um núcleo de várias empresas a trabalhar para a Agência
Espacial Europeia. Ou que inventou e desenvolveu o melhor sistema mundial
de pagamentos de cartões pré-pagos para telemóveis. E que está a construir
ou já construiu um conjunto de projectos hoteleiros de excelente qualidade
um pouco por todo o mundo.

O leitor, possivelmente, não reconhece neste País aquele em que vive -
Portugal.
Mas é verdade. Tudo o que leu acima foi feito por empresas fundadas por
portugueses, desenvolvidas por portugueses, dirigidas por portugueses, com
sede em Portugal, que funcionam com técnicos e trabalhadores portugueses.
Chamam-se, por ordem, Efacec, Fepsa, Ydreams, Mobycomp, GALP, SIBS, BPI,
BCP, Totta, BES, CGD, Stab Vida, Altitude Software, Primavera Software,
Critical Software, Out Systems, WeDo, Brisa, Bial, Grupo Amorim, Quinta do
Monte d'Oiro, Activespace Technologies, Deimos Engenharia, Lusospace,
Skysoft, Space Services. E, obviamente, Portugal Telecom Inovação. Mas
também dos grupos Pestana, Vila Galé, Porto Bay, BES Turismo e Amorim
Turismo.
E depois há ainda grandes empresas multinacionais instaladas no País, mas
dirigidas por portugueses, trabalhando com técnicos portugueses, que há
anos e anos obtêm grande sucesso junto das casas mãe, como a Siemens
Portugal, Bosch, Vulcano, Alcatel, BP Portugal, McDonalds (que desenvolveu
em Portugal um sistema em tempo real que permite saber quantas refeições e
de que tipo são vendidas em cada estabelecimento da cadeia
norte-americana).

É este o País em que também vivemos.
É este o País de sucesso que convive com o País estatisticamente sempre na
cauda da Europa, sempre com péssimos índices na educação, e com problemas
na saúde, no ambiente, etc.
Mas nós só falamos do País que está mal. Daquele que não acompanhou o
progresso. Do que se atrasou em relação à média europeia.
Está na altura de olharmos para o que de muito bom temos feito. De nos
orgulharmos disso. De mostrarmos ao mundo os nossos sucessos - e não
invariavelmente o que não corre bem, acompanhado por uma fotografia de uma
velhinha vestida de preto, puxando pela arreata um burro que, por sua vez,
puxa uma carroça cheia de palha. E ao mostrarmos ao mundo os nossos
sucessos, não só futebolísticos, colocamo-nos também na situação de levar
muitos outros portugueses a tentarem replicar o que de bom se tem feito.
Porque, na verdade, se os maus exemplos são imitados, porque não hão-de os
bons serem também seguidos?"

E eu acrescentaria uma outra empresa que é líder mundial em USB 2.0 e em Mixed and Analog IP Solutions - a Chipidea. Venham mais bons exemplos.