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sábado, setembro 29, 2007

Linkin Park - Numb




I'm tired of being what you want me to be
Feeling so faithless lost under the surface

Don't know what you're expecting of me
Put under the pressure of walking in your shoes
(Caught in the undertow just caught in the undertow)
Every step that I take is another mistake to you
(Caught in the undertow just caught in the undertow)


[Chorus]

I've become so numb I can't feel you there

Become so tired so much more aware

I'm becoming this all I want to do

Is be more like me and be less like you


Can't you see that you're smothering me
Holding too tightly afraid to lose control
Cause everything that you thought I would be
Has fallen apart right in front of you
(Caught in the undertow just caught in the undertow)
Every step that I take is another mistake to you
(Caught in the undertow just caught in the undertow)
And every second I waste is more than I can take

[Chorus]

I've become so numb I can't feel you there

Become so tired so much more aware

I'm becoming this all I want to do

Is be more like me and be less like you

And I know
I may end up failing too
But I know
You were just like me with someone disappointed in you

[Chorus]

I've become so numb I can't feel you there

Become so tired so much more aware

I'm becoming this all I want to do

Is be more like me and be less like you


[Chorus]

I've become so numb I can't feel you there

I'm tired of being what you want me to be

I've become so numb I can't feel you there

I'm tired of being what you want me to be

Um homem digno

Santana Lopes.
Parece que essa constatação espantou muita gente. Ainda bem.
Imagino a reacção de um tal sócrates se o mesmo se passasse com ele. Rosnava e cuspia ofensas e perdigotos para a jornalista (isto é uma mera hipótese teórica porque, como sabemos, a livre e democrática máquina de comunicação em Portugal nunca permitiria que tal acontecesse com sua excelência, o homem de aço (stalin em russo, para facilitar a compreensão dos nossos leitores de Leste), camarada José, nosso guia e condutor de almas e destinos.
.
Santana vale muito mais, como pessoa em dignidade, do que o visionário da sic que se lembrou de lhe cortar a palavra (bom, vale mais do que 99% dos políticos no activo e do que 100% dos membros do governo).

Entrevista a A.L.A.

Já não minto. Já não componho o perfil. Estou aqui diante de vós, nu e desfigurado. Porque a nudez desfigura sempre. Agora, jogo com as cartas abertas. Agora, jogo póquer com as cartas viradas para cima. Agora, já não há nada escondido, está tudo à vista. E ou a mão ganha ou perde. Nos livros, também já não há truques. São livros que não devem nada a ninguém. Não se nota ali a voz de ninguém, não há ali influência de qualquer outro autor. Nada. Zero. É a minha voz inteira. E a conquista da minha própria voz foi talvez o mais importante que me aconteceu. Não há ninguém a atravessar-se no meu caminho. Se não nos medimos com os melhores, não vale a pena medirmo-nos. Atingir as alturas de Tolstoi ou de Horácio é muito difícil, mas é aí que eu quero estar. E, ao mesmo tempo, isto tem-me permitido admirar o trabalho de outras pessoas que não considero grandes escritores...
Mas admira-lhes o quê? O esforço?
Esforço faz lembrar ciclismo, não é? Admiro o esforço e, quando ele é digno, respeito-o. Embora, em Portugal, se publique demasiado. As pessoas não sabem o quanto custa escrever. Escrever é tremendamente difícil. Não precisamos de mais de – vá lá, para ser generoso – 200 ou 300 livros. Continuo a ficar surpreendido com o aluvião de livros, livros completamente supérfluos, que se editam. As pessoas não têm vergonha de ter feito aquilo? Não são escritores, são pessoas que fazem livros. Uma coisa é ser escritor, como Torga (por exemplo) o era. Outra coisa é fazer livros, o que agora toda a gente faz. Fico pasmado quando vejo jornalistas, advogados ou apresentadores de televisão que se apresentam como escritores. Já reparou?
Ao regressar ao livro, sentiu-o como seu?
Claro que sim. Ninguém escreve assim. Não tenho a menor dúvida de que não há, na língua portuguesa, quem me chegue aos calcanhares. E nada disto tem a ver com vaidade porque, como sabe, sou modesto e humilde. A doença trouxe-me isso. Já não estou a fazer tratamentos e só lá mais para o final do ano é que voltarei a fazer exames. Tudo isto dá-me uma grande serenidade, porque olho para as coisas com mais distância. Estive muito perto da morte e palavra de honra que é muito mais fácil do que se imagina. A ideia pode angustiar-nos e apavorar-nos, mas quando se está mesmo ao pé dela é muito mais fácil do que se pensa. Lembre-se do que diz a última frase de Os Thibault, o grande romance de Roger Martin Du Gard: plus simples qu' on y pense, mais simples do que se pensa. E é, de facto, mais simples do que se pensa, menos assustador do que se pensa
(...)
(entrevista a António Lobo Antunes, na Visão).

segunda-feira, setembro 24, 2007

Soares Franco...ridículo

-O que é que falhou no jogo com o Setubal?"
-Falhou o relvado.

domingo, setembro 23, 2007

recebido por mail


N.

N. acabou de chegar. Não de outra escola, nem de outra cidade. De outro país. Filha de portugueses, fala português com sotaque de emigrante e é bonita, alta e simpática. É, pois, a atracção de uma escola onde as novidades são poucas. Pelo menos é o centro das atenções do 'lado' masculino da escola. Chega para fazer o 9º ano.
Ficamos a conversar no final da primeira aula. Os seus olhos brilham quando fala. O sorriso tem vestígios de infância que resistem ainda ao assalto do crescimento.
Quis saber o que tinha estudado. Pois bem, quase nada. Nunca teve História, em 8 anos de escolaridade. Teve contas, trabalhos manuais, ginástica, luxemburguês, alemão, dois anos de francês (não havia mais línguas inúteis para aprender?, pensei eu). Só este ano começaria a estudar inglês (um tal de sócrates deve estar cheio de arrepios, neste momento) e História. O seu vocabulário é limitado, parece restringir-se aos termos correntes. Daí que termos como século, órgão, censura, meios de comunicação, lhe sejam estranhas. Entre muitas outras. Estas soube-as perguntando directamente, pois estavam nas questões do teste diagnóstico. E só disse que não as conhecia após hesitação. Após algum tempo de conversa depois de nova aula (aquilo que a a sra ministra não considera trabalho, pelos vistos, e eu, em parte, também não - considero algo mais que isso, ou diferente disso, embora essencial para que o trabalho corra bem), N. confessa-se assustada. Sente que vai ser muito difícil estudar aqui, acompanhar as aulas. Disseram-lhe, antes de vir para cá, que estava bem preparada. Mas afinal descobriu que não está. E numa aula de revisão de francês, onde apenas se abordou aspectos básicos de iniciação da língua, começou a chorar porque à sua volta o mundo parecia comunicar em códigos indecifráveis.
Numa ficha diagnóstica, pedi-lhe que escrevesse um texto. Não defini tema, não importava para o caso. Precisava de ver como escrevia em português, língua que nunca estudou. Deu erros, como seria de esperar. As frases apareceram construídas com alguma dificuldade, fala colocada em papel. Nada que não resolva com leitura e escrita e mais leitura e escrita. E muita vontade. O texto que nasceu nesse exercício tinha três ou quatro linhas que expressavam exactamente os medos que já antes tinha confessado. Medo de falhar perante a turma, medo de não conseguir aprender, de se sentir perdida, desajustada, ridicularizada por adolescentes que já antes se tinham rido quando se apresentou nas aulas só com cadernos quadriculados, à moda luxemburguesa. Sem o saber, deu o primeiro passo para escrever bem. Procurou palavras para o que sentia (curiosamente, saltitando entre estações de rádio, ouvi essa definição de escrever: encontrar palavras para os sentimentos. Concordo.)
*
Entretanto já comprou cadernos de linhas para ver se se habitua e esquece as folhas de quadradinhos. É pena. Seria a sua imagem de marca, uma forma de se destacar. Só que o que ela quer, neste momento, é precisamente o contrário, mergulhar no anonimato fundindo-se com a multidão que enche a sala. E esse poderá ser o seu erro, porque se isso suceder, começará a ser vista como mais uma aluna, sem as diferenças que a tornam um caso especial.
"Chegado ao fim da minha vida de pecador, enquanto velho encanecido como o mundo, à espera de me perder no abismo sem fundo da divindade silenciosa e deserta, participando na luz incomunicável das inteligências angélicas, retido agora pelo meu corpo pesado e doente nesta cela do querido mosteiro de ..., disponho-me a deixar neste velo testemunho dos admiráveis e terríveis eventos a que na juventude me foi dado assistir, repetindo verbatim quanto vi e ouvi, sem ousar tirar daí nenhum desígnio, como para deixar àqueles que hão-de vir (se o Anticristo os não preceder) sinais de sinais para que sobre eles se exercite a prece da decifração."
(Adso - U. Eco, O Nome da Rosa, Lisboa, Difel)


*
Trocando o pergaminho pelo teclado, e esquecendo o receio do Anticristo (que certamente nada terá que fazer nesta terra), poderia fazer minhas as palavras do monge. A idade é já a de um velho, num país onde aos 30 se encontram já fechadas as portas de quaisquer oportunidades. A cela não é fria e húmida como a que se esperaria encontrar num mosteiro alemão do século XIII, nem tão estreita, mas também não oferece nenhum claustro para repouso e meditação. A cela hoje estende-se às ruas e à escola e à própria casa (que nem própria é) e aos cafés de uma terra distante de todo o anonimato. Não há toques de vésperas e matinas que perturbem o sono, mas também não há rezas para fazer. Hoje os murmúrios são blasfémias de raiva e desprezo contra os toques e as regras e a corrupção e as injustiças e as falsidades deste grande convento que é a vida em Portugal. Já foram murmúrios de ironia. Mas a ironia exige esperança e fé que tudo mude. Nada mudará, não aqui, onde a mentira é o verbo e o que vale é o ritual sem razão conduzido em nome de uma figura de pau oco.


*
Chegado pois ao fim de uma vida de pecador, olhando para trás encontro vestígios de edifícios que quis construir, mas que, por escolha ou incapacidades várias, não concluí. E dessa arqueologia pessoal surgiram, sob o pó e a terra, achados fragmentados desses edifícios:


O sarcófago de uma guitarra que nunca aprendeu o alfabeto e é hoje tão muda como no primeiro dia.

Cores em bruto de imagens que a mente sonhava e que as mãos recusaram perpetuar no papel.


Palavras, notas, rascunhos, impressões caseiras de estudos que a ninguém interessa e que não dão nem alegria nem € (se ainda desse este último...)

sexta-feira, setembro 21, 2007

Sempre? Nem sempre...

"O mau estado do relvado do estádio do Dragão vai adiar, mais uma vez, o primeiro jogo oficial no novo estádio dos "azuis e brancos", revela hoje a Rádio Renascença.O FC Porto está a ter dificuldades em se despedir da sua velha casa, devido ao mau estado em que a relva do estádio do Dragão se encontra. Por estas razões, o jogo de 05 de Janeiro, frente ao Rio Ave, ainda vai ser realizado nas Antas. Mas, para a alteração de local de jogo, é necessária a anuência do clube de Vila do Conde. Carlos Costa, presidente do Rio Ave, espera um contacto formal do Porto SAD. " (notícia antiga, mas na memória)
"Nunca dudé de Raúl. No hay debate"
(Maradona, in Marca)

Génios do Futebol sem a bola nos pés


Sporting...recordistas em trocas de relvado

Duas semanas e meia é o prazo estabelecido pelos responsáveis sportinguistas para que os técnicos que acompanham a manutenção do relvado do Estádio José Alvalade consigam que este fique em óptimas condições, de modo a poder evitar a sua substituição.
A relva do recinto leonino tem apresentado problemas constantes, e o clube vai esperar até à recepção ao Guimarães, para a Liga (dia 7 de Outubro), para tomar uma decisão final.
"Os técnicos que têm estado a acompanhar permanentemente a evolução do relvado têm vindo a seguir um programa que visa fundamentalmente a sua estabilização. Com o Manchester United, [a relva] não estava nas condições desejadas, mas aparentou melhoras em relação ao jogo anterior. Os técnicos prevêem que, contra o Guimarães, já esteja estabilizada. No entanto, caso isso não aconteça, obviamente o Sporting partirá para uma solução mais radical, que poderá passar pela substituição do relvado", explicou o director de comunicação do emblema de Alvalade, Miguel Salema Garção.
Assim, será aproveitado o período sem jogos em Alvalade para tentar melhorar o estado do relvado.
Não será melhor pedirem aconselhamento ao FCP? Nós temos sempre o melhor relvado dos estádios portugueses...

domingo, setembro 16, 2007

Colocações

As notícias vão chegando a conta-gotas. As que me interessam, está claro, as dos meus alunos (um aluno nunca chega a ser ex-aluno, quando muito passa também a ser amigo). E, em geral, são boas notícias. A L. vai para Lisboa, estudar medicina. A A.R. segue para Braga, para relações internacionais (preferia comunicação social). A encantadora F. será também uma futura médica. A P. entrou em design, enquanto a escola de canto não está disponível. A A., tão linda e sorridente como inteligente, surpreendentemente não entrou. Mas tinha opções muito reduzidas e prefere esperar mais algum tempo. Fez bem. E o J.? E o P., bons alunos e ainda melhores nadadores? E de Murça? Ainda não tenho notícias. Para já, ninguém para Coimbra. É natural, lá de cima ou querem o Porto ou, se é para ir para longe, que seja a capital. Mas falta a I., que sempre quis Coimbra, Coimbra, Coimbra.
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Também óptima notícia, não sobram vagas lá para os lados do Pólo 2. Excelente!
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Média de História a roçar o 10. Mais valia diminuirem as vagas. Belos historiadores que dali vão sair. Bom, na verdade, são poucos os que saíram dali para serem historiadores. Em Portugal isso não é considerado profissão, o que não deixa de ser estranho num país com tantos séculos de História e tão orgulhoso do seu passado (também, comparando com o presente vergonhoso, poucos passados seriam embaraçosos). Vamos dando aulas, repetindo "verdades" que, em muitos casos só o são para quem fez o programa e os manuais. Outros optam pela via académica, resignados ao facto de ser obrigatória uma carreira académica para quem quer investigar e escrever sobre História. Outros, os mais ajuizados, fogem destas opções como o diabo foge da cruz. Fazem bem. Eu só lamento não ser como eles, não ter a coragem e a capacidade para fazer outra coisa. Eu bem queria ser como o Raúl, mas o talento não acompanhou a vontade...

o preço de um Estado Oligárquico


Como em Portugal está aninhado um governo/Estado de rapina e com olhos vendados para a combinação de preços das gasolineiras, o resultado só poderia ser este.

sexta-feira, setembro 14, 2007

A mulher dos sonhos de Cristiano Ronaldo

Muitas mulheres foram associadas a Cristiano Ronaldo, mas só uma entra nos sonhos do jogador do Manchester United, mesmo que seja casada e mãe. Angelina Jolie é a eleita, conforme o internacional português revelou à revista «Hello».

«A excessiva exposição mediática faz-me ser reservado quando saio com uma mulher. Sou um homem gentil e não quero expô-las à pressão da imprensa, que já aprendi a ignorar. Uma mulher não deve ser famosa só porque gosto dela, o que me atrai é a beleza interior, embora a exterior também seja importante. Nesse aspecto, a minha mulher ideal é a Angelina Jolie», confidenciou Cristiano Ronaldo.
O sete do United revelou também que a mulher perfeita deve ser «divertida, gentil, que saiba conversar e rir», embora frise que neste momento não tem «tempo para uma relação séria». «O futebol é toda a minha vida e o meu objectivo».

Cristiano Ronaldo explicou que a vida de figura pública tem os seus senãos: «Muita gente pensa que a vida de um jogador é passar o dia a gastar dinheiro e a seduzir mulheres. É difícil contrariar esta ideia. Mas conviver com a pressão de ser um jogador famoso e com a publicidade que isso traz pode tornar-se muito difícil. Estamos a ser constantemente examinados e nem sempre a imagem que se vê conta a verdadeira história. Por vezes sofremos de solidão e não nos sentimos seguros em lugar algum, porque devido ao nosso estatuto de privilegiados raramente as pessoas nos vêem com simpatia.»
Por fim, o internacional português falou da fortuna pessoal, que não lhe serve de nada para ter o que sonhou.

«A única coisa que desejo verdadeiramente e que o dinheiro não pode comprar são filhos. Todos os anos, no Natal, visto-me de Pai Natal e distribuo presentes aos mais novos. É uma tradição familiar e não a renuncio por nada deste mundo.»

quinta-feira, setembro 13, 2007

As Mulheres do Meu Pai




Faustino Manso, famoso compositor angolano, deixou ao morrer sete viúvas e dezoito filhos. A filha mais nova, Laurentina, realizadora de cinema tenta reconstruir a atribulada vida do falecido músico. Em As Mulheres do Meu Pai, realidade e ficção correm lado a lado, a primeira alimentando a segunda. Nos territórios que José Eduardo Agualusa atravessa, porém, a ficção participa da realidade. As quatro personagens do romance que o autor escreve, enquanto viaja, vão com ele de Luanda, capital de Angola, até Benguela e Namibe. Cruzam as areias da Namíbia e as suas povoações-fantasma, alcançando finalmente Cape Town, na África do Sul. Continuam depois, rumo a Maputo, e de Maputo a Quelimane, junto ao rio dos Bons Sinais, e dali até à ilha de Moçambique. Percorrem, nesta deriva, paisagens que fazem fronteira com o sonho, e das quais emergem, aqui e ali, as mais estranhas personagens.

Nos últimos dias baixou a minha capacidade de relativizar as tragédias que os media vomitam. Faço um esforço para me abstrair e fruir todas as coisas boas que tenho, vejo e sinto. Eu que gosto de livros com muita angústia, procuro agora leituras mais ligeiras. A minha vontade era agarrar no Diário de Bridget Jones e sorrir.

Na minha book cover trago o último romance do Agualusa, As Mulheres do Meu Pai. Durante anos ofereci resistência à literatura africana de língua portuguesa. Talvez porque comecei com o Mia Couto. Ainda que a afirmação possa ser polémica, a verdade é que os livros do Mia não me fascinam, não me encantam, não me prendem. Pelo contrário. Cansam-me e cansa-me sobretudo estar constantemente a recorrer ao glossário...
A S. dizia-me muitas vezes que o José Eduardo Agualusa era diferente. Tinha dificuldade em acreditar. Coloquei-os a todos no mesmo saco. Mas enganei-me. Como tantas vezes...


Não tem nada a ver com a ligeireza do Diário acima referido, mas também não me dá nenhum nó na garganta, logo, está a ser uma leitura óptima para acompanhar este sol inesperado que teima em permanecer nesta terra abençoada.

Não sei se somos um povo púdico, mas a diferença das capas das diferentes edições devem querer dizer alguma coisa ;)





segunda-feira, setembro 10, 2007

Um hino é aquilo


"Confesso que o hino e a bandeira são coisas para as quais olho com alguma prudência.
O nacionalismo incomoda-me, até porque facilmente se confude com outros «ismos». E o hino e a bandeira foram (são...) vezes de mais utilizados de forma perigosa.
Mas no domingo à tarde, ao ver o hino cantado pela selecção de râguebi, senti algo completamente diferente.
Até porque eles não cantaram, gritaram.
Aquele plano de perfil, com os 15 portugueses a plenos pulmões, é inesquecível.
Depois houve a lágrima de Rui Cordeiro, um «rapazinho» de 1,84 metros e 138 quilos. Aos 30 anos, o pilar da Académica de Coimbra sintetizou naquela imagem o que significa ter a felicidade de representar o país".

(quem não viu tem aqui http://www.youtube.com/watch?v=B1exk6jpal0)

sábado, setembro 08, 2007

They do things different there

"Apple Inc. CEO Steve Jobs apologized and offered $100 credits Thursday to customers who shelled out $599 for the most advanced model of the iPhone this summer, only to have the company unexpectedly slash the price $200 in a push to boost holiday sales. In a letter on the company's Web site, Jobs acknowledged that Apple disappointed some of its customers by cutting the price of the iPhone's 8-gigabyte model and said he has received hundreds of e-mails complaining about the price cut." (notícia completa aqui).
*
Hum... Mero detalhe. Mas vocês confiariam neste addiction therapist?:
"If they told me at the outset the iPhone would be $200 cheaper the next day, I would have thought about it for a second — and still bought it," said Andrew Brin, a 47-year-old addiction therapist in Los Angeles. "It was $600 and that was the price I was willing to pay for it."

Enfim

Segundo José Miguel Judas (ou é Júdice? às vezes confundo os nomes) , os portugueses são "merdosos." Bom, o bom juiz por si se julga. E para quem em mais de 20 anos ligado à política não teve um único cargo relevante...

sexta-feira, setembro 07, 2007

A importância do beijo...


...nas palavras de Júlio Machado Vaz (Difíceis amores de 07-09-2007)

Se eu fosse uma personagem dos simpsons


(mais simpsons aqui)

Mais um exemplo do idiota que chegou a gestor

Vitor Pereira, presidente da comissão de arbitragem da liga, mostrando aqui que ignora os regulamentos de arbitragem. Ele que além de presidente dos srs do apito, foi considerado um bom árbitro em Portugal (o que, tendo em conta que Pedro Proença também foi, não é propriamente complicado... se calhar quanto mais ignorante, melhor pontuação terá):

jesualdo = ugh (expressão que sugere nojo)

"O Marítimo aceitou o pedido formulado pelo FC Porto no sentido de antecipar para sábado, dia 15 de Setembro, o jogo da quarta jornada do campeonato, no Estádio do Dragão", escreve a Bola online. Os motivos da antecipação são, no mínimo, curiosos. Diz o mesmo jornal que "A razão prende-se com o facto de o FC Porto defrontar o Liverpool na terça-feira seguinte, também no Estádio do Dragão, na primeira ronda da Liga dos Campeões."
*
Sinceramente... Então o porto recusa adiar o jogo com a União de Leiria que vinha de uma viagem de 10 horas de Israel na 6ª de domingo para segunda porque os regulamentos não permitem e agora pede uma mudança? E com esse fundamento? Vai jogar numa liga europeia? E a União, foi fazer turismo, por acaso?
jesualdo é cada vez mais uma criatura desprezível. Arrogante e falso. Dava um bom gestor de escolas, aliás. Segundo o próprio, o Leiria não tinha direito ao adiamento porque o fcp também iria a Inglaterra com as mesmas 72h de descanso. Ora bem, comparar um voo de Inglaterra (2h ou menos) com um voo de Israel é ser desonesto. Ou então é sinal de grave ignorância geográfica. Pensará que Israel fica no sul de França? (saberá sequer onde é a França?). E agora, porque as florzinhas que actuam no seu clube podem cansar-se a jogar contra o líder da classificação, pedem a antecipação do jogo? Mais uma vez, que falta de fair-play. A partir de hoje, eu sou adepto de todas as equipas estrangeiras que defrontarem o fcp. Enquanto o "professor" jesualdo por lá andar assim será. Até se for o barcelona! Meu Deus, até se for o Benfica!!!

quinta-feira, setembro 06, 2007

Em altura de regresso às escolas...

Eis um livro que exprime os sentimentos de muitos professores.
*
E a propósito de Dilbert:
"Histórias [contadas por trabalhadores de várias empresas] levaram-me a fazer o primeiro inquérito Dilbert anual para descobrir quais as prácticas de gestão que eram mais incómodas para os empregados. (...) o número um em votos neste inquérito altamente não científico foi «idiotas propostos para cargos de gestão».
Isto parecia ser uma alteração subtil do antigo conceito segundo o qual os empregados capazes eram promovidos até atingirem o seu nível de incompetência - mais conhecido como «princípio de Peter». Agora, segundo parece, os trabalhadores incompetentes são promovidos directamente para lugares de chefia sem sequer passarem pela fase temporária da competência."
Scott Adams, O Princípio de Dilbert, Lisboa, Ed. Notícias, 2001 (7ª edição)

Debate na Figueira sobre as Lutas Académicas

«ALTERNATIVA
Associação Cultural

A Editorial Moura Pinto e a ALTERNATIVA – Associação Cultural patrocinarão, no próximo dia 11 de Setembro, o lançamento do livro "Um Século de Lutas Académicas", com o qual se pretende contribuir para a celebração dos 120 anos da Associação Académica de Coimbra. Por ocasião deste lançamento, decorrerá um pequeno debate evocativo das lutas estudantis travadas no Século XX pelos estudantes da Universidade de Coimbra, com especial relevo para as crises académicas de 1907, 1962 e 1969.
O lançamento decorrerá no Casino da Figueira da Foz, pelas 17 horas e 30 minutos. A entrada é livre. Os Associados da ALTERNATIVA – Associação Cultural são convidados, por este meio, a estarem presentes. E os Amigos também, mesmo não sendo Associados.

Coimbra, 4 de Setembro de 2007

A Comissão Instaladora da ALTERNATIVA – Associação Cultural»
*
Eu estarei a a perder tempo em reuniões inúteis, para gozo especial das imbecis cabeças que comandam o ensino (salvo seja) em Portugal. Mas quem puder ir, não perca...

The Man Booker Prize shortlist

"DARKMANS, Nicola Barker: An 838-page dark story of love and jealousy set in Ashford, Kent. 3rd novel by 41-year-old English author.
THE GATHERING, Anne Enright: Roaming story of a dysfunctional Irish family and a ghost. 4th novel by 44-year-old Irish author.
THE RELUCTANT FUNDAMENTALIST, Mohsin Hamid: Political-personal tale of a Pakistani living in the US after 9/11. 2nd novel by 36-year-old Pakistani ex-management consultant living in London
MISTER PIP, Lloyd Jones: 2007 Commonwealth Prize-winning fable about escapism and civil war set in Papua New Guinea. 7th novel by 52-year-old New Zealand author
ON CHESIL BEACH, Ian McEwan: Novella about sexual awkwardness of honeymooning couple in 1962. 59-year-old McEwan won the Booker Prize with Amsterdam in 1988.
ANIMAL'S PEOPLE, Indra Sinha: Dark story of Indian slum child and the Bhopal tragedy. 2nd novel by 57-year-old Indian author living in France."
(Notícias completa no Telegraph.co.uk)

segunda-feira, setembro 03, 2007

The Gentleman Soldier


It's of a gentleman soldier
As sentry he did stand
He saluted a fair maiden
By a waiving of his hand
So then he boldly kissed her
And he passed it off as a joke
He drilled her up in the sentry box
Wrapped up in a soldiers cloke



And the drums are going a rap a tap tap
And the fifes they loudly play
Fare you well polly my dear
I must be going away



All night they tossed and tumbled
Till the daylight did appear
The soldier rose, put on his clothes,
Saying, fare you well my dear
For the drums they are a beating
And the fifes they so sweetly play
If it werent for that polly my dear
With you I'd gladly stay



And the drums are going a rap a tap tap
And the fifes they loudly play
Fare you well polly my dear
I must be going away


(...)


Now come you gentleman soldier,
Won't you marry me?
Oh no my dearest polly
Such thing can never be
For I've a wife already
Children I have three
Two wives are allowed in the army
But ones too many for me


And the drums are going a rap a tap tap
And the fifes they loudly play
Fare you well polly my dear
I must be going away



Oh it's come my gentleman soldier,
Why didn't you tell me so?
my parents will be angy
When this they come to know
when nine months had been and gone
The poor girl she brought shame
She had a little militia boy
And she didn't know his name


And the drums are going a rap a tap tap
And the fifes they loudly play
Fare you well polly my dear
I must be going away


(irish traditional - Versão Pogues)

Os ecos das palavras chegam a quem ouve


"...tomar benzodiazepinas para poder dormir naquela que ainda é a nossa cama ver a túnica com motivos florais que te trouxe da índia lembrar-me de quando a vestiste para mim na praia chorar agarrado a um bilhete de um concerto holandês que ofereceste pelo aniversário a um poema do yeats a uma fotografia de nós tontos pendurada na sala mas não há nada já não há vida que sustente as paredes desta casa ruiu comigo lá dentro com as tuas roupas com toda a tua tralha os brinquedos e livros infantis que vinhas comprando na antecipação de um florescimento dentro de ti ..."


O que fez tantos países nascidos da fragmentação dos domínios coloniais europeus, na segunda metade do século XX, adoptarem modelos de governação comunista? A apetência dos líderes africanos para regimes ditatoriais não é uma explicação suficiente, pois poderiam (e alguns fizeram-no) implementar regimes ditatoriais mais próximos do Bloco Ocidental. Christopher Andrew, no seu The World was going our way - the KGB and the battle for the third world Basic Books, 2005 (achado a óptimo preço na fnac: €7), procura outras explicações.


Desde logo, aponta para um plano claramente definido pelo KGB para apostar na conquista ideológica do 3º mundo (Cuba, também Ásia e África) como arma determinante na luta contra o Capitalismo/Liberalismo (que eles associavam também ao conceito de Imperialismo). Esse projecto do KGB nem sempre foi apoiado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros Soviético, mas os serviços secretos mantiveram a sua linha de rumo. Os soviéticos esperavam não só expandir a ideologia comunista, mas ganhar mais votos nas Nações Unidas para também nesse palco combater os EUA.


A identificação de Imperialismo com Capitalismo serviu também para colocar os novos países africanos do lado dos inimigos do capitalismo. Para muitas das "elites" africanas, a presença do país colonizador era vista como desastrosa (o conceito de que o imperialismo era algo de necessariamente negativo de desastroso tem também a sua História - propagou-se precisamente ao longo dos anos 70). Os países colonizadores eram todos europeus, mas as intervenções desastrosas (embora algumas provavelmente necessárias) dos EUA na América Latina, em Cuba e no Vietname só serviram para alargar aos americanos o carimbo de imperialistas, apesar dos apoios claros dados pelos EUA à doutrina que conduziu aos processos de descolonização após a II Guerra Mundial. O McCarthismo (ou Caça às bruxas), o assassinato de Kennedy (nota curiosa: o boato que associa a CIA à morte de JFK foi lançado pelo KGB), o escândalo Watergate e os problemas raciais que se viviam no seu interior (a segregação, uma realidade ainda nos anos 60, impedia naturalmente os líderes africanos de sentirem simpatia pelo regime americano), foram também muito negativos para o prestígio dos EUA.


Ao mesmo tempo, o modelo de desenvolvimento económico soviético (iniciado com Estaline e às custas de milhões de vítimas, exploradas ou mortas) era tentador para os países do terceiro mundo: tal como os soviéticos, poderiam (acreditavam eles) crescer rapidamente a nível económico e industrial e, ponto fundamental, com o apoio soviético poderiam fazê-lo sem necessitar de apoio, capital, técnicas, técnicos e conhecimentos oriundos dos ex-colonizadores. Em 1964, Khrushchev lembrou com orgulho os mais de 6 mil projectos desenvolvidos em África pelos soviéticos, em apenas 10 anos.


Naturalmente, o modelo soviético falhou em África e também na URSS. No final dos anos 70, a URSS via-se na necessidade de importar cereais a partir do Ocidente (mais de 22 milhões de toneladas só em 1977), os gastos militares não paravam de crescer, as despesas com os projectos africanos também se multiplicavam. O resultado é o que se sabe. Gorbatchov limitou-se a abanar a estrutura já arruinada.

Así, así, así gana el Madrid



0-5 ao Villareal (equipa que não perdia desde Abril).

domingo, setembro 02, 2007

así gana el barcelona ... robando

Na semana passada nem contra dez conseguiram marcar. Hoje tiveram um golo validado que não entrou na baliza. Isto quando o adversário reduziu para 2-1 e o cagómetro se pôs em marcha. Não há pudor...
"Tras una galopada al área, el francés [Henri] ha chocado con la cara de Gorka cuando intentaba sortearle, y el colegiado señaló un penalti dudoso a favor de los locales. El cancerbero del equipo vasco, con el labio roto por el encontronazo, no pudo detener el disparo de Ronaldinho, que marcaba el segundo.
(...) Pero el Athletic no se achicó, y Susaeta, muy activo durante la segunda parte, vio recompensado su debut a los 25 minutos con una salida desacertada de Valdés, que dejó el balón en bandeja para que centrocampista lo empujara al fondo de la red. [2-1]
Entonces llegó la moviola. No había terminado de aplaudir la afición visitante cuando el travesaño de Gorka repelía un gran derechazo de Yaya Touré.Ni azulgranas ni rojiblancos dieron como válida la acción del marfileño, y el juego siguió su curso sin alteraciones durante unos minutos. Pero Megía Dávila no se daba por satisfecho y de nuevo dejó su sello en el Nou Camp en favor de los de Rijkaard. Tras consultar con el asistente, Dávila detenía el juego y daba por acertado el tiro de Touré con la incredulidad y desesperación reflejada en la cara de los vizcaínos. 3-1."
(As)

sábado, setembro 01, 2007

Red Bull Air Race Porto

Para quem não teve possibilidade de estar presente vejam algumas fotos que tirei.











Eu estive lá ...nunca vi nada assim...espectáculo

Cerca de 600 mil (nunca vi tanta gente a assistir a um evento nacional) pessoas estiveram a assistir nas margens do Douro, no Porto e em Gaia, à oitava prova do campeonato do mundo da Red Bull Air Race, uma adesão que o secretário de Estado Adjunto das Obras Públicas, Paulo Campos, classificou de «esmagadora».

«Está a ser um espectáculo fantástico, numa cidade e num país lindo e com um público entusiasta», disse Paulo Campos, em declarações aos jornalistas.

«Temos excelentes pilotos e está um sol radioso», disse congratulando-se com o facto de o evento reunir «num só dia um número tão fantástico».

Garantiu o apoio do Governo para manter a prova no Porto nos próximos dois anos, mas realçou que a decisão final cabe a organização.

Em relação à polémica surgida em torno da segurança do evento, o secretário de Estado escusou-se a entrar em polémicas, garantindo, contudo, que «foram asseguradas desde a primeira hora», pela organização e pelas autarquias, «inequívocas condições de segurança para o público».

As pessoas amontoam-se em todos os locais com vista para o Douro, formando uma moldura humana que surpreendeu o secretário de Estado das Obras Públicas, mas também a organização que conseguiu superar as expectativas.

A maioria dos fãs começou a chegar hoje de madrugada, de todo o País, em excursões, por meios próprios ou de transportes públicos.
À hora do almoço, as lancheiras, as marmitas abriam-se, deixando adivinhar os menus. Bolinhos de bacalhau, lombo assado, coelho frito e até salada de alface feita na hora para ficar «mais fresquinha».
Os piqueniques aconteciam à beira da estrada, nos jardins ou até nos parques de estacionamento, para fugir ao calor intenso que hoje se sente no Porto.
Maria Augusta, de 65 anos, veio de Sobral de Nossa Senhora das Misericórdias, Ourém, numa excursão, com a família e apesar de evitar sair da sombra do parque de estacionamento, manifesta-se apreciadora deste desporto aéreo, até porque o marido e a filha fazem parte da direcção de um aeródromo.
Lurdes Soares, de 69 anos, e Deolinda Santos, de 74, vieram de Tomar, também numa excursão.

«Isto é bem bonito, ainda há gente que sabe fazer coisas bem feitas», admirava-se Deolinda Santos.
Ricardo Quintas, a namorada e os amigos chegaram as 07:00 de Castanheira de Pêra.
Chegaram cedo, mas nem assim garantiram um bom lugar para ver os aviões, tendo por isso optado por ir descansar para uma sombra.
Melhor sorte tiveram João Fernandes e os amigos, que chegaram também »muito cedo« de Valença do Minho.
NOTA: Por curiosidade, Porto tinha batido o recorde do mundo, ao nível da assistência nas qualificações

Diário Digital / Lusa

Um exemplo a seguir

Barcelona passa a ter desfibriladores em todos os treinos

quinta-feira, agosto 30, 2007

o menino proença chumba no exame de escola primária

Lê atentamente o texto seguinte:

1. «Pontapé-livre indirecto
Um pontapé-livre indirecto será concedido à equipa adversária do guarda-redes
que, encontrando-se na sua própria área de grande penalidade, comete uma das
quatro faltas seguintes:
· manter a bola em seu poder durante mais de seis segundos antes de a
soltar dos mãos
· tocar uma nova vez a bola com as mãos depois de a ter soltado. sem que
ela tenha sido tocado por outro jogador
· tocar a bola com as mãos vindo de um passe atirado deliberadamente com
o pé por um seu colega de equipa
· tocar a bola com as mãos vindo directamente de um lançamento lateral
efectuado por um colega de equipa»
1.1. Reescreve, por palavras tuas, a frase destacada a bold.
"As leis de jogo são muito claras e objectivas nestas questões: sempre que um jogador joga uma bola para o seu guarda-redes com o pé, seja através de um corte ou de um passe, este fica impedido de agarrá-la. Se o fizer será punido com pontapé livre indirecto, no local onde agarrou a bola com a mão. Limitei-me a cumprir a lei"
*
Ou é burro, ou é ignorante e incompetente, ou é mentiroso. Ou como já alguém comentou, é alguma coisa entre essas hipóteses.
*
É grave quando esta criatura foi considerada o melhor árbitro português da época passada. Se nem conhece as leis de jogo?! Só em Portugal... A não ser que ele apite seguindo outras regras, de outros livros... A verdade é que deliberadamente prejudicou, com consciência, o SCP no aborrecido e mal jogado clássico da semana passada. Porque aplicou mal e conscientemente uma regra que só existe nas suas visões.
Depois, há um caso de total falta de honestidade. Poderia ter errado, fruto da pressão e do medo de apitar contra o fcp (por algum motivo não expulsou o cigano por agressão, tendo visto o lance e apitado, um déficit hortícola que já foi a seu tempo referido). O que é asqueroso é não ser capaz de admitir que errou. Esta resposta que Pedro Proença deu foi feita muito depois do jogo. O homem teve tempo de rever as imagens e de consultar os regulamentos que aparentemente nunca leu. Não o fez ou, se o fez, continuou a recusar o erro. Intelectualmente desonesto ou incompetente. Um bom exemplo para os árbitros portugueses. Enfim...

visitando a família

Domingo. A família no carro. O filho ao volante. O pai ao lado, como uma passagem de testemunho. No banco de trás, a mãe e a tia. Destino - cemitério. É dia de visitar a família que o filho nunca conheceu, mas que "será tua até morreres", diz a mãe. O filho em silêncio ao volante, mudando as estações de rádio até conseguir um difícil equilíbrio entre o que ele quer ouvir e o que pensa que não irá perturbar os outros. São gostos muito diferentes para conciliar. Opta pelo relato. Joga a aac, ou alguém joga contra ela, sempre é algo em comum entre todos. No banco de trás, a tia murmura baixinho uma reza. Um ritual que cumpre desde criança, desde o tempo em que as viagens eram longas e perigosas, desde o tempo em que "a vida era dura e fazíamos estes caminhos todos a pé, saindo de madrugada e carregando a carga às costas ou à cabeça." À medida que o carro avança em direcção à vila do interior, todos tentam quebrar o silêncio que se instalou. O resultado não é um diálogo, mas dois ou três monólogos. O pai comenta a estrada e identifica as aldeias que vão surgindo no horizonte. A mãe contradiz (pelo menos dialoga), para em seguida mudar para um tema só seu. A tia reza.
E por fim, a vila e a praça em obras. Velhas árvores centenárias entretanto arrancadas porque o presidente da câmara é bronco como só os broncos sabem ser e está pasmado com as possibilidades de uma praça renovada e embelezada com árvores importadas. Não é ficção, mas merecia ser. A que cúmulos chegam os idiotas com poder. Pela rua empedrada segue o carro em direcção ao cemitério, adormecido ao lado da igreja. Os passageiros saem sentindo o bafo quente da tarde. Abre-se a mala, tiram-se as flores de plástico ("duram mais"). Faz sentido, flores mortas para os mortos. Afinal o que importa é mesmo o gesto e seguramente a campa ficará menos pesada sobre os defuntos que nesse dia são visitados e recordados. Mãe e tia dirigem-se para a campa da mãe. O pai apresenta (novamente) ao filho alguns dos mortos e os seus rostos pálidos nos retratos a preto e branco olham de volta sem um sorriso. Ninguém sorri nas fotografias colocadas nas campas, já repararam nisso? Parece que são tiradas especialmente para esse momento.
(Boa tarde, queria tirar fotografias.)
(Ah, sim? E para que efeito? Para documentação?)
(Não. É para colocar na minha campa, quando morrer.)
(E está para breve? Pois sente-se. Não se mova. Não se ria. Olhe, faça de conta que está morto.)
Para além das vozes da família e de restos de gritos e risos que surgem vindos da ribeira que atravessa a vila, tudo o resto é silêncio. Regressam ao carro e atravessam a vila. Velhos sentados em bancos à sombra dos edifícios levantam os olhos à sua passagem, mas regressam à conversa ou à mudez em que se encontravam. Quem os vê fica com a impressão que se limitam a passar assim os dias à espera de mudarem definitivamente para o cemitério. Toda a terra é a antecâmara de um cemitério. Aliás, todo o interior do país se vai transformando num longo cemitério, pelo menos durante onze meses por ano, até que se dá o célebre milagre da aparição dos franceses, que ressuscita a luz das casas e faz nascer meninas lourinhas, adolescentes de orelhas e narizes perfurados com anéis, madames de cabelo pintado e automóveis de matrículas amarelas onde antes só havia velhas de negro e carros de bois (alguns dos bois têm também anéis no nariz). Esta vila, no entanto, está morta doze meses por ano, há muitos anos.
No carro, a família discute o que fazer a seguir. Regressar à vida ou visitar os familiares que ainda restam na zona, espalhados por povoações vizinhas. Alguém lembra que ir visitar uns e não ver os outros dará origem a melindres. Mas visitar todos implica chegar muito tarde a casa e há muito que fazer. Como a bola não se resume à aac, há o slb às 19h e o scp às 21h. E o prof. Marcelo à mesma hora. Portanto, decide-se que o melhor é não visitar ninguém e regressar. Vendo bem, é só uma questão de tempo para que não haja esses problemas. Porque mais cedo ou mais tarde, todos os parentes poderão ser comodamente visitados no cemitério, evitando transtornos desnecessários. E se cada um receber o seu raminho de flores de plástico, não terá qualquer razão para ficar melindrado.

Paciência

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma,
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma,

A vida não pára...

E quando o tempo acelera e pede pressa
Eu recuso, faço hora e vou na valsa,

A vida é tão rara...

Enquanto todo mundo espera a cura do mal,
E a loucura finge que isso é normal,
Eu finjo ter paciência...

O mundo vai girando cada vez nais veloz,
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência...

Será que é tempo que lhe falta pra perceber,
Será que temos esse tempo pra perder,
E quem quer saber?!

A vida é tão rara... tão rara...

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma,
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma,
A vida não pára... A vida não pára nao...

Será que é tempo que lhe falta pra perceber,
Será que temos esse tempo pra perder,
E quem quer saber?!

A vida é tão rara... tão rara... A vida é tão rara.

(João pedro Pais e Mafalda Veiga)

Show de bola


Troféu Joan Gamper: Barcelona goleia Inter (5-0) ...


quarta-feira, agosto 29, 2007

Recomendação de leitura a Pedro Proença


(isto partindo do pressuposto, não demonstrado, que ele sabe ler e interpretar). Poderá adquiri-lo aqui (ou alguém por ele).

A ausência (dedicado a Pedro Proença)


Coisas pelas quais é melhor esperar sentado

1. Um comunicado da sad portista reclamando da entrada violenta do Quaresma sobre o M. Veloso (ou as críticas só valem para o Katsouranis (que por acaso até nem fez falta?)
2. Sinais de inteligência e pudor num governo socialista.
3. Um romance sobre a Idade Média que não descambe para as tretas das Senhoras do Lago e da Magia. Como este, que estava a correr muito bem (ao estilo Ellis Peters) até começar a aborrecer de morte com descrições de rituais, visões pasmadas e comunhões com a mãe-natureza, quebrando a evolução do enredo que até aí fluia de forma muito agradável.
4. Que cresçam tomates no Pedro Proença.
5. Um jornal português que tenha notícias e investigação jornalística.
6. Respeito do ministério da educação pelas pessoas que 'tutela'. Já não bastou ter colocado uma das fases do concurso em Agosto. Só pode ser entendido como desprezo a ideia (salvo seja) de publicar dia 31 a lista de colocações quando esta devia e podia, pois não há nada que o impossibilite, ser publicada muito mais cedo. Mas não, aquela corja deixou tudo para o último dia, dando apenas 2 dias (o fim-de-semana) para que os preparativos sejam feitos (e esses preparativos podem envolver coisas como procura de casa ou de infantário, coisas que não são propriamente rápidas e fáceis).
7. Uma medida de incompetência do governo ps que seja criticada como seria num governo laranja (veja-se agora o caso dos helis comprados à Rússia para combater fogos em 2006, mas que não levantam voo em 2007).
8. Um bom plantel do slb.
9. Um homem do talho que ponha o peso que lhe foi efectivamente pedido.

terça-feira, agosto 28, 2007

Jennifer Lopez

Não percam "Border Town", dedicado às mulheres de Juaréz desaparecidas e assassinadas...

segunda-feira, agosto 27, 2007

who's loving you

versão anos 70 e versão mais recente. Hip hop, rap, hu-huhs e yoohs...? Para quê, quando se canta assim? Vozes como estas estão no sangue.

Um alcaide "saboroso"

Em 1384, Portugal vivia em sobressalto. D. Fernando morrera no ano anterior, deixando como herdeira apenas uma filha, (in)convenientemente casada com o rei castelhano. A divisão entre os defensores de D. Beatriz e os seus opositores, que (em parte) temiam uma anexação por parte de Castela, levou à criação de um outro partido, liderado por um filho ilegítimo do avô da infanta. D. João, Mestre de Avis, filho de D. Pedro I e da dama Teresa Lourenço.

Em 1384, as hostes castelhanas entram em Portugal e dirigem-se a Lisboa, para um cerco magnífico que Fernão Lopes descreve de forma espectacular. Entretanto, contam-se apoios. Terras, castelos, nobres, juram fidelidade a um ou a outro partido. A lealdade de muitos era reforçada pela ameaça das armas ou pela promessa de recompensas, sobretudo terras e títulos. D. João, pouco tendo, promete muito de forma a angariar o maior número de apoiantes.

Escaramuças ocorrem um pouco por todo o reino. Expedições para pilhagens (uma forma de alimentar os guerreiros e de obter dinheiro para lhes pagar os soldos) ou para forçar uma povoação ou um alcaide a mudar de lado tornam-se uma prática corrente.

Um dos principais apoiantes do Mestre de Avis, Nun'Álvares Pereira (que ficará para a história como o santo condestável) comanda várias expedições dessa natureza, sobretudo no Alentejo.
(Portel)
Em 1384, encontramo-lo às portas de Portel, cujo alcaide tomara o partido castelhano. Fernão Gonçalves, assim era o seu nome, "era o mais saboroso homem que em Portugall avia, e mui sollto em suas pallavras", de acordo com Fernão Lopes. Os homens de Nun'Álvares tinham cercado o castelo e terminavam a ceia. Alguns deles, com a coragem avivada pela "avomdamça dos muito boons vinhos que ha em aquell logar", começaram a combater o castelo, sem grande resultado. Do alto das muralhas, Fernão Gonçalves comentou:

- Vistes numca mais estranha cousa que esta, que Portell combate Portell?

Com alguma razão, pois era o espírito dos vinhos de Portel quem comandava os ébrios guerreiros sitiadores. Até que Nun'Álvares os mandou parar.

Nun'Álvares e Fernão Gonçalves entraram em conversações. O primeiro mostrou-se maravilhado pelo facto de "tam boom fidallgo e de tam grande linhagem ... lindo Portuguees como era" (lisonjeador o nosso condestável) estar ao serviço de Castela. O alcaide mostrou-se arrependido, mas de mãos atadas. Alçara voz por Castela por conselho da mulher. Agora, tinha um acordo com os castelhanos e não podia voltar atrás.

Nun'Álvares compreendeu e mostrou-se condescendente. Que o alcaide falasse com os castelhanos e ouvisse o seu conselho, para se acordarem os termos de uma preitesia.

Assim foi feito. Nun'Álvares ficaria com Portel (e Vila Ruiva, também nas mãos do mesmo alcaide) e deixaria Fernão Gonçalves e os seus abandonarem o castelo em segurança e com as suas posses. Fernão Gonçalves partiria então para Castela, onde tinha os castelos de Safra e Segura, as moedas que pagaram o seu apoio ao rei castelhano.
(Vila Ruiva)

"E quamdo Fernam Gomçallvez e sua molher ouverom de partir da villa, pero pouco prazer tevesse" pediu que trouxessem "trombas pera tanger". E ao som das trombetas, o alcaide arrependido virou-se para a mulher e disse:

"Amdaae per aqui, boa dona, e hiremos balhamdo [bailando], vós e eu, a soom destas trombas; vós por maa [minha] puta velha, e eu por villaão fodudo no cuu ca assi quisestes vós. Ou cantemos desta guisa, que será melhor:

Pois Marina baillou

tome o que ganou

melhor era Portel e Villa Ruiva

que nom Çafra e Segura,

tome o que ganou,

dona puta velha"

*

(cit. de Fernão Lopes, Crónica de D. João I, Primeira Parte, cap. CLVIII)

Red Bull Air Race no Porto/Gaia...a não perder


De acordo com a organização, são esperadas entre 400 e 600 mil pessoas, que vão assistir às acrobacias nas duas margens do Douro.
«A experiência diz-nos que a tendência é as pessoas ficarem espantadas com o que vêem», avançou Fernando Figueiredo.
«Uma grande preocupação é a busca e salvamento de pessoas que possam cair à água, tanto espectadores como participantes. A Autoridade Marítima estará preparada para o resgate», garantiu o comandante operacional do distrito do Porto, Teixeira Leite, hoje de manhã, em conferência de imprensa.
Sobretudo nos dias 31 de Agosto (qualificação) e 1 de Setembro (provas), as autoridades estarão atentas às pressões nas margens do rio.
A navegação estará interdita, no horário dos voos, e será impedido o acesso a todos os cais e mesmo às embarcações ancoradas.
A partir da zona com maior afluência, existem corredores de segurança e vias que vão ser cortadas ao trânsito para garantir uma fácil evacuação. Mas o controlo não se limita às zonas ribeirinhas.
Todos os acessos à região Norte estão a ser monitorizados pelas autoridades. Se o trânsito exigir, a GNR vai encaminhar os automobilistas que tentam entrar na cidade para locais com capacidade de estacionamento.
Fernando Figueiredo aconselha as pessoas que vêm de longe a fazê-lo na véspera. Entretanto, todos os hotéis do Porto estão com a lotação esgotada para esse fim-de-semana.
As autoridades recomendam a utilização dos transportes públicos. Nesse sentido, a CP, o Metro do Porto e a STCP vão reforçar os serviços.
Na próxima semana, vão ser distribuídos panfletos com informação sobre todos os meios de auxílio disponíveis. Está, por exemplo, prevista a actuação no caso de uma criança se perder. «Existem psicólogos que ajudam os pais ou a criança a lidar com o pânico até ao aparecimento», explicou Isabel Oneto.
Tudo está a postos para receber o maior evento do ano, mas Fernando Figueiredo realçou que «o Red Bull Air Race vai na 28ª etapa sem registar um único acidente».
Fonte: Jornal "Sol"

domingo, agosto 26, 2007

F.C. Porto vence Sporting, com tranquilidade


Demonstramos novamente (já na Supertaça o tinhamos feito) ao Sporting porque somos a melhor equipa nacional. Paulo Bento admite a justiça no resultado. Também não podia dizer outra coisa. Limitou-se a defender e a jogar para o empate. O Porto dominou todo o jogo e fez uma primeira parte excelente. Ainda agora começou o campeonato e já vimos os nossos adversários directos a ficarem para trás. Jesualdo melhor que Paulo Bento. O Porto está bem e recomenda-se. Venha a próxima vítima...

O fair-play no futebol luso

"«Os regulamentos foram cumpridos». Esta é a opinião do presidente da Liga Hermínio Loureiro sobre a marcação do União de Leiria-F.C. Porto da terceira jornada para o domingo.
Os leirienses queriam o jogo na segunda-feira, por chegarem no sábado a Portugal depois do encontro da Taça Intertoto com o Maccabi Netanya, mas o F.C. Porto impediu o adiamento, originando que a partida fosse marcada para domingo e não seja transmitida pela televisão."
Uau. Isto sim é fair-play!
Se fosse ao contrário, presumo que seria mais uma manobra do Luís F. Vieira (em conluio com a TAP, provavelmente) para desestabilizar o fcp.

recortes de jornais


"Sergio Ramos se internó por la banda derecha y centró con la sutileza de los fabricantes de rosquillas. En boca de gol, Raúl cabeceó con toda la furia posible, devorando el balón, a los críticos y engullendo a Pablo, que ayer fue un alma en pena. No se puede negar que Raúl, a falta de los valores de la regularidad, demuestra una magnífica capacidad para hacer coincidir sus mejores partidos con los momentos de alcurnia."

(descrição do 1º golo do Real na vitória por 2-1 frente ao rival Atlético, As)

*

"Schuster tiene en Raúl al defensor de los valores tradicionales: la furia, la entrega y la constancia. Y el capitán contagia a su equipo y a la grada. No brilla Raúl por delicias de fútbol, pero para estos partidos de valor, es el más grande. "

(As)

*

"Enfrente, el Madrid fue de menos a más, empezó con descolocaciones y reproches pero se fue entonando y se levantó de la mala situación en que se encontraba. Con Raúl otra vez. Siempre él. ¿Por qué me empeño en dudar?"

(Alfredo Relaño, As)

*

"Ganó el Madrid, marcó Raúl y el que se sorprenda ha visto pocos derbis en el último decenio."

(Iñako Díaz-Guerra, As)

*

"Todos hemos visto el esfuerzo que hizo, la voluntad, las ganas y el fútbol que tiene. Todos tenemos que aprender Raúl, de su forma de jugar, de la garra que pone para abrir el camino cuando las cosas no van tan bien"

(Saviola, Marca)
Um dia de neve na Serra da Estrela

Comportamento digno de um abutre

"Mas hoje, a máquina comunicacional não prescindiu de, também na RTP, fazer entrar Sócrates em directo no noticiário das oito, - oh que coincidência de horários!- , do palácio Galveias onde está o corpo de Eduardo Prado Coelho. Não há de facto vergonha nenhuma, nem respeito."
(J. Pacheco Pereira, no Abrupto.)

sexta-feira, agosto 24, 2007

(Natalie Shau)
(...)
She leaned herself against a fence
Just for a kiss or two
And with a little pen-knife held in her hand
She plugged him through and through
And the wind did roar and the wind did moan
La la la la laLa la la la lee
A little bird lit down on Henry Lee
Come take him by his lilly-white hands
Come take him by his feet
And throw him in this deep deep well
Which is more than one hundred feet
And the wind did howl and the wind did blow
La la la la laLa la la la lee
A little bird lit down on Henry Lee
(...)
Nick Cave, Henry Lee (letra e música)


"O ministro da Administração Interna saiu há menos de três quartos de hora do Tribunal Constitucional e já faz tábua rasa da lei. Ou terá feito o curso na Universidade Independente? As espertezas saloias não ficam por aqui.
(...)
Na sua arrogância, o Governo achou que não precisava de fazer mais do que um comunicado pateta.Mas o PR deu-lhe um puxão de orelhas a doer, afirmando que quem tem o poder de fazer cumprir a lei não pode deixar de utilizá-lo. Foi como se dissesse: agora só levas um puxão de orelhas, mas para a próxima levas um pontapé no rabo...
E Sócrates mostrou a que ponto é medroso. Não tem só medo de ir à Madeira, que é uma parte integrante do território nacional onde ele não ousa pôr os pés. Tem medo de aparecer a dar a cara perante os portugueses. Mas com o PR as coisas fiam mais fino.
Foi por isso que o Governo pôs dois ministros a fazerem assim uma figura de borboletas desastradamente esvoaçantes e caricatamente trapalhonas..."
(Vasco Graça Moura, DN, 22 de Agosto de 2007)

Belezas desconhecidas




quinta-feira, agosto 23, 2007

apoio jurídico? não foi isso que eu disse. ou foi? ou foi sem ser? vocês é que perceberam mal

"De gravata e fato escuro", narrou o Público, o ministro da agricultura apanhou uma espiga no chão e prometeu apoio jurídico ao agricultor atacado por inoperância da GNR.
Há aqui um aspecto curioso, que é o sentimento de culpa que esta promessa de apoio jurídico contém, ainda que de forma camuflada. Em situações normais, o Estado não oferece os seus serviços jurídicos para actuarem em benefício de cidadãos individuais. Então, porquê neste caso? Porque é mediático? Porque o ministro sente que o que aconteceu foi culpa das forças de segurança (comandadas pelo governo, que as tutela)? Porque simpatizou com o agricultor em causa? Porque estava bem disposto / mal disposto nesse dia? Seria a influência nociva do milho transgénico já a fazer efeito? Este tipo de apoio, a existir, não deveria ser sistemático?
*
No seguimento dessas declarações do MA, o Conselho Geral da Ordem dos Advogados emitiu um comunicado onde defende a ilegalidade desse apoio jurídico, pois para isso servem os advogados e solicitadores.
*
A reacção do ministro foi novamente curiosa. Em vez de admitir o erro e assumir que ignorava a lei, preferiu a saída habitual (muito famosa no mundo do futebol), dizer que as suas palavras foram mal interpretadas. Terá falado em inglês, estando no Allgarve? Não é estranho que nem os jornalistas presentes nem os elementos da Ordem dos Advogados tenham conseguido interpretar as palavras do ministro? Será ele descendente dos oráculos gregos, falando em código e em metáforas elaboradas? Será o ministro incapaz de expressar oralmente uma simples ideia de forma a esta ser compreendida por quem a ouve? Se assim for, recomendo uma inscrição urgente num dos cursos EFA das novas oportunidades. Ainda vai a tempo.
A pergunta que a seguir se coloca é simples. Então que quis realmente dizer o ministro com as suas palavras enganadoramente simples? Ouvi ontem na rádio a explicação, a interpretação do enigma. Tão simples, tão fácil. Elementar, meus caros Watsons da Ordem dos Advogados.
O que o sr entendia por "apoio jurídico" era o seguinte: as declarações que comprovam a legalidade da propriedade e da cultura de milho serão passadas ao agricultor pelos "melhores técnicos do ministério" e "atempadamente."
Hum. Curioso. Se não fosse este magnânimo regime de excepção, em condições normais os ditos papéis seriam passados com manifesto atraso (de preferência só após a prescrição do crime?) e pelos piores funcionários do ministério? O varredor? O rapaz brasileiro que faz a manutenção da máquina de café, sandes e chocolates? O próprio ministro? Este último teria o perfil mais adequado, poderia fazer a declaração de forma novamente enigmática, de forma a não ser compreendida pelo juiz que julgasse o caso.
*
E os ministros do governo Santana é que eram maus... Que nulidade.

segunda-feira, agosto 20, 2007

"O que faz impressão na lista dos cem mais ricos de Portugal é constatar que as suas fortunas acumuladas representam 22% de toda a riqueza do país e que o fosso entre os que mais ganham e os que menos ganham é o maior de toda a Europa comunitária a quinze. E faz impressão pensar que, enquanto os trabalhadores por conta de outrem e a generalidade da classe média e média-baixa viu os seus rendimentos subir entre zero e três por cento no ano passado, os cem mais ricos aumentaram a sua riqueza em 36%. E fizeram-no essencialmente através da bolsa – ou seja, não pelo desempenho das suas empresas, não pela criação de riqueza para o país, mas sim através da simples especulação com o dinheiro. Mais interessante ainda seria podermos dispor da lista dos cem maiores pagadores de impostos do país em nome individual, para compararmos com os cem mais ricos. Ou sabermos quanto pagaram de impostos sobre os lucros as empresas ou fundações onde se abrigam os cem mais, para compararmos com os que, vivendo apenas do seu trabalho, pagam 42% de IRS. Aí, sim, poderíamos perceber a dimensão da injustiça social e fiscal em que vivemos."
(Miguel Sousa Tavares, no Expresso)
"Até 2010, o Governo pretende investir cerca de 430 milhões de euros no Plano Tecnológico da Educação, sendo que entre 70 a 85% do valor podem ser financiados por fundos comunitários.

O Plano visa, entre outros, atingir a racio de dois alunos por computador; criar ligação à Internet de banda larga com uma velocidade progressiva de 4Mbps em 2007 e 48Mbps em 2010 em todos os estabelecimentos; e oferecer um cartão electrónico a todos os discentes.
"
(alguém do governo, aqui)
Isto sim é um governo, 430 milhões gastos para financiar o download ilegal e o visionamento de pornografia por parte dos teens da nação. Uau. Quantas bibliotecas escolares poderiam finalmente merecer essa designação com a fortuna aqui investida? Hum, pois que importa a leitura, quando há quem chegue bem alto sem sequer ir às aulas?

Vergonha que não surpreende

A derrota do Real na supertaça, frente a uma equipa que pratica, neste momento, o melhor futebol em Espanha, não deixa de ser uma vergonha. E mais uma vez mostrou a incapacidade de Pepe culpado em 2 golos (num deles cometeu o penalti) e depois expulso. Já em Cadiz este jogador cuspiu num adversário (deve pensar que é colega de um tal Etoo no barcelos). Eu colocava-o a rodar no Castilha durante uns meses, até perceber que os jogadores do Real Madrid não cospem nos adversários. Quanto a Schuster, nada que surpreenda. O caos táctico deve dar a Capello vontade de rir à gargalhada. Eu rio com ele. Então era este salsicheiro alemão (um ex-jogador medíocre) que ia criar futebol atractivo? Só se for para o adversário. Schuster é o José Sócrates do futebol, um tipo arrogante, incapaz de assumir os seus erros e sem qualificações, a quem a comunicação social promoveu para chegar a um cargo para o qual manifestamente não tem capacidade nem inteligência.

domingo, agosto 19, 2007

Ganhar de olhos fechados?

A última vez que alguém disse que o fcp jogava de olhos fechados foi Quinito, nas vésperas de um jogo internacional que resultou numa goleada histórica, perdeu o fcp. Vão ganhar o campeonato de olhos fechados? Acredito. Deve ser para não verem o mau futebol que praticam. Neste primeiro jogo, se não fosse a incompetência do Jorge Costa e os livres do cigano, o Jesualdo estava mais uma semana sem lavar a dentadura. Quanto à supertaça, não percebo porque reclamam tanto da mão na bola, se a última liga que ganharam foi graças a um golo sofrido pelo Sporting com a mão (a anulação do golo resultaria um mais um ponto para o SCP que terminaria a liga à frente do fcp).
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ps: O Schuster não percebe nada de futebol. A prova é que é sócio do barcelona. Mas dizer que o Real ganhou o campeonato como o boavista é ir longe demais. O boavista ganhou por ser uma equipa de caceteiros ajudados pelos árbitros. O Real, pelo contrário, venceu a equipa que era ajudada pelos árbitros.

FCP começa campeonato à CAMPEÂO


Começou o campeonato da primeira liga. Como era de esperar o meu clube ganhou e pelo que tenho visto este ano vamos ganhar o campeonato de olhos fechados. Temos o melhor plantel do futebol português, os melhores jogadores, a melhor organização, a melhor gestão e o melhor presidente. É o chamado sistema. Foi pena não ganharmos a supertaça, como era de esperar, mas com um árbitro daqueles não era possível fazer melhor. Valeu tudo. Mãos na área, faltas inexistentes...o sporting parecia que estava a jogar com um árbitro caseiro. Mas o que importa é que fomos superiores e demonstramos porque vamos ser novamente os melhores esta época. Temos um plantel ainda mais forte que o da época passada e "com tranquilidade" vamos ser tricampeões.



Em Espanha, campeonato que aprecio bastante tal como o inglês, pelo que tenho visto, o barça é imparável. Não perdeu um unico jogo na pré-temporada e com uma equipa daquelas também só pode ser campeão. É uma equipa fortíssima. O Real, pelo contrário, soma derrotas em cima de derrotas. Schuster é muito fraco e não sabe o que diz. A equipa é jeitosa mas não tem estofo de campeão. Por acaso até ganhou o último campeonato. Sorte do acaso tal como o Boavista no ano em que venceu a Liga. Henry, Etoo, Messi, Ronaldinho, Deco, etc. vão espalhar magia pela Europa.

O único campeonato que vai ser disputado, no meu entender, vai ser o inglês. Chelsea, Manchester e, quem sabe, Liverpool, vão lutar pelo título. Para já, está a começar melhor o Chelsea. Vamos ver o que nos reserva o resto do campeonato.