"O fundamentalismo odeia os mais simples prazeres da vida. Só pensa a vida em termos de vícios, ghettos e repressão. É ele que polui o mundo.Contra esta jihad, afirmemos os benefícios do tabaco. Por muito mal que faça, o certo é que a mortalidade infantil nunca foi tão baixa e a duração média da vida humana aumentou tanto que até põe os mais sérios problemas à Segurança Social... "
este blog é como um interruptor de egos: quando estás em baixo, anima-te; quando estás demasiado fortalecido, nivela-te
quarta-feira, janeiro 30, 2008
segunda-feira, janeiro 28, 2008
Outra leitura
Terminei o Pirandello. Foi uma surpresa. Por mais que uma vez que tive a sensação de estar a ler um livro do mesmo autor deste, que li vai pra mais de 15 anos. Gostei da intriga, do suspense, do recato que agora não existe, do desenlace e do humor. Sem dúvida, um autor a repetir.
Entretanto ofereceram-me um livro de auto-ajuda e que pelos visto é um grande sucesso em todo o mundo. Não costumo ler este livros, devido ao meu cepticismo. Mas este vou ler (já comecei, numa curta viagem de comboio), sobretudo por respeito a quem mo ofereceu. Além disso, nunca se sabe...
No fim de semana, aproveitando o tempo sereno e ameno que se fez sentir por estas bandas, fomos à serra no sábado, onde nos deleitámos com a paisagem e aproveitámos para conversar enquanto a criança dormia. Ainda li algumas páginas do Pulido Valente, mas foi ontem, numa bela manhã de praia que avancei por essas páginas que contam a resistência dos portugueses às invasões francesas. Tudo se pode dizer do VPV, mas que é um grande investigador/historiador/escritor, ninguém pode desmentir. Amargo como os limões, mas isso é outro pormenor.
jornada

Submarino amarelo ao fundo. Real Madrid 3 Villareal 2. Villareal a 15 pontos, barcelona (1-1 com o Athletic de Bilbao) a 9. Imaginem se o Real jogasse "bem".
*

Bem, a julgar pelo comentário de jesualdo e dos jogadores, jogou o fcp: "mostrámos porque somos os primeiros", "fomos sempre superiores", "não houve demérito nosso", e a sempre famosa "sorte e felicidade do adversário." Nada arrogante esta postura - quando ganhamos ganhamos com mérito, quando perdemos os outros tiveram sorte. É sorte jesualdo ter mudado a táctica para um 4-4-2 que pretendia controlar o meio-campo e só ter corrigido o erro depois de estar a perder 2-0? O frango de Helton que, recorde-se, não é o único do seu aviário pessoal (basta lembrar o jogo com o Chelsea no ano passado), é sorte? A este propósito Helton disse que não foi um frango porque a bola "vinha rápida", mas a velocidade do remate, presumo, é também fruto da sorte. O bom jogo defensivo dos jogadores do Sporting, que fez com que o Porto não criasse oportunidades de verdadeiro perigo a partir do 70 minutos é fruto de sorte? Os 2 golos em 4 oportunidades de perigo também são sorte? Pois seja... Mas já dizia Fabio Capello, futebol não é um casino.
*
Como não podia deixar de ser, o árbitro parece que também foi responsável pela derrota do FCP. Curiosamente, jesualdo não se lembrou de falar do árbrito quando ganhou 1-0 no dragão depois daquele absurdo livre indirecto.
o embrulho

Acusado de não ser de esquerda, sócrates foi a Alcochete (e não por acaso a Alcochete) discursar. No púlpito, perante uma plateia de socialistas, apresentou-se de negro e castanho, sem gravata (só lhe faltavam os remendos nos cotovelos e a gola alta para parecer um verdadeiro "camarada") e com a bandeira vermelha do punho fechado atrás de si. Felizmente a tv não permitiu que se sentisse o cheio a naftalina e se vissem o buraco das traças.
*
Este Sábado, Júlio Machado Vaz esteve em Baião para falar de amor romântico. A dada altura, falou da forma como a nossa sociedade actual transformou os sentimentos num jogo de aparência - ou seja, já não importa sentir e amar, mas é preciso mostrar que se sente e se ama da forma correcta. Daí as prendas de S. Valentim, os jantares e os destinos românticos, sempre exóticos e sempre caros. E ouvia eu falar desta sociedade de aparência e não pude deixar de pensar que só uma sociedade assim era capaz de ter um político como sócrates. O actual primeiro-ministro é totalmente oco por dentro, quer em inteligência, quer em moral e honestidade política (o catálogo das suas promessas incumpridas fala por si) e é um mero produto de imagem trabalhado pelas agências de comunicação tão em baila ultimamente. Por isso (ou melhor, também por isso) é ridículo colocar sócrates ao nível de Santana. Este recusa-se a ser uma marioneta. Pensa e age por si. Goste-se do que Santana pensa ou diz ou faz, sabemos que é genuíno, autêntico, sincero. De sócrates não podemos, de modo nenhum, dizer o mesmo. O primeiro-ministro é uma prenda da loja dos trezentos embrulhada em papel colorido, às vezes rosa, às vezes vermelho, consoante o destinatário da prenda. Mas não passa disso, um embrulho que ilude. E esconde. Mas parece que a ilusão de muitos dos que quiseram abrir o pacote está a passar. O incompreensível é pensar que se deixaram iludir por algo tão ... enfim, por um embrulho.
sexta-feira, janeiro 25, 2008
Nazismo e anti-tabagismo


"brother national socialist, do you know that our Führer is against smoking and think that every German is responsible to the whole people for all his deeds and emissions, and does not have the right to damage his body with drugs?"
(frase retirada de uma revista alemã do tempo do III Reich)
"Thanks to the Ministry of Science and Education, and the Reich Health Office, posters were produced depicting smoking as the typically despicable habit of Jews, jazz musicians, Gypsies, Indians, homosexuals, blacks, communists, capitalists, cripples, intellectuals and harlots. Zealous lobbyists descended into the schools, terrifying children with tales of impotence and racial impurity."
"Germany had the world's strongest anti smoking movement in the 1930s and early 1940s,supported by Nazi medical and military leaders worried that tobacco might prove a hazard to the race. Many Nazi leaders were vocal opponents of smoking. Anti-tobacco activists pointed out that whereas Churchill, Stalin, and Roosevelt were all fond of tobacco, the three major fascist leaders of Europe-Hitler, Mussolini, and Franco-were all non-smokers. Hitler was the most adamant,characterising tobacco as "the wrath of the Red Man against the White Man for having been given hard liquor.""
(aqui)
delírios autistas
"Está a mudar a gestão, designadamente dos recursos humanos, em particular dos docentes, com o novo estatuto da carreira, para os ter mais qualificados, motivados e envolvidos no quotidiano escolar."
(maria do lurdes, ministra da deseducação, sobre os efeitos do seu trabalho)
quinta-feira, janeiro 24, 2008
Toda a Europa atrás de Quaresma
Um dia depois de o contrato com o FC Porto ter sido alargado até 2011, Quaresma surgiu em grande destaque na Imprensa desportiva espanhola. O extremo portista é apontado ao Real Madrid no contexto de ser a alternativa a Cristiano Ronaldo, um sonho quase impossível dos merengues devido aos números que a transferência envolveria e à pretensão de o Manchester United não deixar sair o craque português.
Assim, Bernd Schuster já terá pedido ao presidente Ramón Calderón que inicie as negociações por Quaresma, tendo-lhe justificado que o futebol pouco atractivo do Real Madrid, apesar da liderança, se deve à ausência de um extremo que jogue pela direita, ou seja, um novo Figo. Ora Quaresma, já se sabe, pode fazer qualquer lado do ataque.
Assim, Bernd Schuster já terá pedido ao presidente Ramón Calderón que inicie as negociações por Quaresma, tendo-lhe justificado que o futebol pouco atractivo do Real Madrid, apesar da liderança, se deve à ausência de um extremo que jogue pela direita, ou seja, um novo Figo. Ora Quaresma, já se sabe, pode fazer qualquer lado do ataque.
quarta-feira, janeiro 23, 2008
O antitabagismo e o Nazismo
"Em 1999, o historiador Robert Proctor publicou um livro que merecia tradução entre nós. Intitula-se 'The Nazi War on Cancer' e Proctor pretende mostrar como a Alemanha nazi foi pioneira em certas políticas para a saúde que hoje se instalaram entre nós. E, a título de exemplo, Proctor investiga as campanhas antitabágicas do Reich, destinadas a apresentar o fumador como um ser vicioso e infecto, capaz de por em risco a pureza da utopia racial alemã. Utopia: eis a palavra. Porque aquilo que distingue os totalitarismos do século XX é a crença basilar de que é possível produzir um homem novo e perfeito. E um homem novo e perfeito não fuma, não bebe, não come o que não deve. E, já agora, não é judeu, nem cigano, nem homossexual, nem polaco. A natureza totalitária destas ideologias redentoras começa na subjugação do indivíduo a um ideal de perfeição.
É por isso estranho que algumas sumidades tenham aparecido recentemente a denunciar a forma como as palavras 'fascismo' e 'totalitarismo' são usadas para combater o antitabagismo corrente. As sumidades não apreciam o exercício e pedem respeito pelas palavras. Como é natural, as sumidades respeitam as palavras mas não entendem o que elas encerram no seu significado mais profundo. E acreditam que 'fascismo' e 'totalitarismo' designam coisas 'sérias' e não, como sucede, a aplicação de um ideal higiénico sobre a raça humana. Ler Robert Proctor talvez desfizesse tanta seriedade. Mas o mais provável era as nossas sumidades desatarem a insultar o historiador."
É por isso estranho que algumas sumidades tenham aparecido recentemente a denunciar a forma como as palavras 'fascismo' e 'totalitarismo' são usadas para combater o antitabagismo corrente. As sumidades não apreciam o exercício e pedem respeito pelas palavras. Como é natural, as sumidades respeitam as palavras mas não entendem o que elas encerram no seu significado mais profundo. E acreditam que 'fascismo' e 'totalitarismo' designam coisas 'sérias' e não, como sucede, a aplicação de um ideal higiénico sobre a raça humana. Ler Robert Proctor talvez desfizesse tanta seriedade. Mas o mais provável era as nossas sumidades desatarem a insultar o historiador."
(J. Pereira Coutinho, no Expresso)
terça-feira, janeiro 22, 2008
Frases
"Instrução aos mais capazes, lugar aos mais competentes, trabalho a todos, eis o essencial."
(António de Oliveira Salazar)
quinta-feira, janeiro 17, 2008
Curiosidade: Real Madrid faz a melhor 1ª volta em Espanha dos últimos 20 anos
"El Madrid, [...] firmó la mejor primera vuelta de cualquier equipo de la Liga española en los últimos 20 años y la sexta mejor de la historia. El balance de resultados es extraordinario: quince victorias, dos empates y dos derrotas, exactamente igual que el conseguido en la campaña 87-88 por el equipo blanco entrenado por Leo Beenhakker y liderado por la Quinta del Buitre [Butagueno].
Además, el Madrid ha establecido un nuevo récord de puntuación en una Liga de 20 equipos. Ha sumado 47, superando los 46 del Barcelona de hace dos años.
Las seis victorias con las que el Madrid ha rematado la primera vuelta le han permitido adquirir una ventaja de siete puntos sobre el segundo clasificado (el Barcelona) en el ecuador liguero, con lo que también ha igualado el récord liguero en este apartado. Y no hay que olvidar que la mayor ventaja desaprovechada por el Madrid en la segunda vuelta después de ser campeón de invierno fue de tres puntos, en las temporadas 59-60 y 91-92."
Además, el Madrid ha establecido un nuevo récord de puntuación en una Liga de 20 equipos. Ha sumado 47, superando los 46 del Barcelona de hace dos años.
Las seis victorias con las que el Madrid ha rematado la primera vuelta le han permitido adquirir una ventaja de siete puntos sobre el segundo clasificado (el Barcelona) en el ecuador liguero, con lo que también ha igualado el récord liguero en este apartado. Y no hay que olvidar que la mayor ventaja desaprovechada por el Madrid en la segunda vuelta después de ser campeón de invierno fue de tres puntos, en las temporadas 59-60 y 91-92."
(AS)
Porto: Livraria Lello eleita a 3ª mais bela do mundo

A Livraria Lello, no Porto, foi eleita a terceira mais bela do mundo, pelo jornal The Guardin, que a considera «divina». Contudo, a antiga igreja de Maastricht, na Holanda, transformada na casa dos livros, é a que aparece no topo da lista.
«É um motivo de orgulho para os portugueses e aumenta as nossas responsabilidade, afirmou o proprietário da Lello, Antero Braga, na edição desta quinta-feira do Diário de Notícias. Contudo, «construída de raiz», não conhece nenhuma tão bonita, referiu o responsável.
Antero Braga destaca dois estabelecimentos, que se aproximam do seu, nomeadamente El Ateneo, na Argentina, que a publicação britânica colocou em segundo lugar, e a Rizzoli, nos EUA. Apesar de tudo, os dois espaços foram transformados, não tendo sido, desde sempre, habitados pelos livros.
Fundada em 1906, a livraria da Rua das Carmelitas, frente à Torre dos Clérigos, estende-se por dois andares, mantendo a traça original. O edifício, projectado por Xavier Esteves, foi construído em estilo neogótico e as enormes estantes iluminadas albergam cerca de «120 mil títulos diferentes», em várias línguas.
«É com pequenos pormenores», diz Antero Braga, que uma livraria tradicional resiste à concorrência das grandes superfícies e dos grandes grupos livreiros. «Temos clientes em Lisboa, no Algarve e Brasil», porque «nunca dizemos que o livro está esgotado, apenas não o temo de momento», mas «o cliente tê-lo-á nas mãos dentro de dias».
Para quem não conhece vale a pena visitar...
Curiosidade...FCP tem a melhor Defesa da Europa
O F.C. Porto é a melhor defesa do continente europeu, com uma média de 0,31 golos sofridos por encontro. Apesar da saída de Pepe para o Real Madrid no último defeso, os dragões conseguiram manter elevado o nível de segurança no último sector da equipa, sofrendo apenas cinco golos em 16 encontros da Bwin Liga, esta temporada.
O conjunto de Jesualdo Ferreira só tem paralelo na Europa na Bulgária, onde o CSKA de Sófia consentiu o mesmo número de golos em menos um encontro realizado. O Panathinaikos, de José Peseiro, e o Bayern de Munique seguem de perto os portistas, bem como o Arsenal, uma verdadeira máquina de futebol ofensivo.
O conjunto de Jesualdo Ferreira só tem paralelo na Europa na Bulgária, onde o CSKA de Sófia consentiu o mesmo número de golos em menos um encontro realizado. O Panathinaikos, de José Peseiro, e o Bayern de Munique seguem de perto os portistas, bem como o Arsenal, uma verdadeira máquina de futebol ofensivo.
As melhores defesas da Europa:
01. F.C. PORTO (PORTUGAL), 5 golos/16 jogos (0,31 de média)
11. BENFICA (PORTUGAL), 9/16 (0,57)
25. Real Madrid (Espanha), 14/19 (0,74) ...a falta que o PEPE faz à equipa...
Real eliminado...porque será?
Os 900 mil euros por cabeça prometidos pelo presidente Ramón Calderón caso a equipa do Real Madrid conquistasse a Liga dos Campeões, a Liga espanhola e a Taça do Rei ficaram "congelados". O Real falhou a tripla, perdendo ontem em casa perante o Maiorca que já tinha vencido na primeira mão. Com Pepe de fora, e com Nunes a não sair do banco da equipa balear, o Real fez mais do que o suficiente para virar a eliminatória a seu favor, mas esbarrou num opositor bem organizado e com a sorte pelas costas.
quarta-feira, janeiro 16, 2008
Coetzee
Life and Times of Michael K - vencedor do Booker Prize de 1983, surgiu agora nas prateleiras portuguesas, pela mão da D. Quixote, com o título de A Vida e o Tempo de Michael K (mais barato na Bertrand ou na Fnac). Foi com este livro que me despedi de 2007 e entrei em 2008. Uma narrativa passada em tempo de guerra, na África do Sul, mas onde os grandes eventos trágicos surgem apenas pela forma como condicionam a vida de duas personagens "insignificantes", mãe e filho. Ele, Michael, nasceu com uma deficiência física no rosto que, ao olhar dos outros (e de nós. leitores) o deixa também sob a sombra de uma hipotética deficiência mais profunda. Ao lermos o livro, ficamos com a ideia de que Michael vai gradualmente abandonando o mundo. Mas, na verdade, foi o mundo que se começou a alhear dele. Michael cresce, é educado no que se presume uma casa de acolhimento e vai ganhando a vida em Joanesburgo como jardineiro. Quando a mãe adoece e lhe diz que quer morrer na quinta onde nasceu (imaginada à luz dourada da recordação como um paraíso perdido, um tempo de inocência anterior à guerra e à solidão urbana), Michael demite-se e decide levar a mãe, já inválida, para morrer onde fora verdadeiramente feliz. A mãe morre no caminho, depois de ser assistida num hospital, e Michael termina a viagem com um frasco de cinzas e uma ainda menor ligação com o mundo. A última raiz foi arrancada. Michael acelera o seu processo de transformação num "selvagem", a descrição que Coetzee faz da sua luta pela subsistência fez-me pensar nas origens da humanidade, mas sem o elemento de grupo que habitualmente consideramos quando pensamos nos homens pré-históricos.
Em termos globais, não é o melhor livro de Coetzee (Youth, Idade do Ferro e Desgraça, por exemplo, são melhores), mas a escrita clara continua presente, uma escrita de fazer inveja e de causar admiração não pelos jogos barrocos de linguagem, mas precisamente pela simplicidade com que nos consegue fazer sentir a história.
terça-feira, janeiro 15, 2008
A eternidade e o desejo

Depois de terminar o livro do Miguel Real, peguei no último da Inês Pedrosa, que se encontrava na pilha de livros a ler brevemente. Já o tinha há algum tempo, foi presente de Natal da S., comprado com muita antecedência. Abri a 1ª página e fiquei surpresa. Por momentos tinha esquecido que tinha um autógrafo da autora. Foi numa apresentação que ela veio fazer ao casino da Figueira, em que mostrou o seu lado generoso e afectuoso. Gostei de reler aquelas palavras, que me pareceram mesmo dirigidas a mim e lembrei o pequeno diálogo tivemos naquela tarde chuvosa no início de Dezembro.
Depois comecei a leitura do texto. Sempre com o mesmo sentimento que tenho quando leio um livro da Inês. Com vontade de o "poupar", de tudo sublinhar, por achar tudo tão perfeito, com muita poesia.
Disse ela na apresentação, que agora tinha começado a escrever poesia. Achei tão lógico, visto ela já escrever uma prosa tão poética.
A eternidade e o desejo é um romance do outro lado do atlântico e que nos faz entrar nos textos maravilhosos do Padre António Vieira. De facto, tudo o que escreveu está repleto de sabedoria, lucidez e actualidade, e custa a acreditar que são do longíquo século XVII.
Terminei o livro com essa angústia que tantas vezes me agarra, a de ter a certeza que não terei tempo para ler um décimo dos livros que gostaria. A vontade agora era pegar nos Sermões de Vieira, mas na pilha está o Pirandello...
segunda-feira, janeiro 14, 2008
Instalação da biblioteca de josé sócrates

A biblioteca ideal para um homem em que tudo é imagem, tudo é máscara, tudo é faz-de-conta. Flat, uma fila de lombadas sem páginas, sem palavras, sem leituras, assim como ter um diploma sem ter os conhecimentos correspondentes.
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política
SCP... mais um flop
O que dá pena é ver um clube como o Sporting reduzido à triste figura que está a fazer. É pena as pessoas não me ouvirem. Há tanto tempo que ando a dizer que o P. Bento não é treinador nem de CM, quanto mais de um clube de futebol. Sempre a mesma iluminada substituição, trocar o lateral esquerdo (!) por um jogador chamado Pereirinha (!!). Os jornalistas, sempre coniventes ou medrosos, têm também a sua culpa. São incapazes de criticar os clubes e os jogadores medíocres por medo de represálias (basta lembrar as agressões constantes sofridas mais habituais para o lado do dragão e antigas antas, mas não exclusivas da Palermo portuguesa para se perceber como a coisa funciona). Por esse motivo, jogadores de má qualidade são elevados à categoria de "grandes jogadores": João Moutinho, Romagnoli são os principais exemplos, entre muitos. Do actual plantel do Sporting, há 4 jogadores com qualidade para estarem neste clube: Liedson, Polga, Veloso e Tonel. Abel e Stoikovick são suficientemente esforçados ou jovens para serem bons suplentes. O resto é de uma pobreza desconcertante. Claro que disso o Porto ou o Benfica não têm culpa, mas os actuais dirigentes e o treinador do Sporting. E é absurdo ouvir Soares Franco proibir os jornalistas de colocarem em causa o lugar de P. Bento. O próprio P. Bento, agarrado ao lugar como uma lapa, se deveria retirar. Afinal, foi ele que declarou, no início da época, que estava satisfeito com o plantel que tinha. Foi ele que atirou Stoikovick para o banco para o substituir por dois guarda-redes menores (Patrício e Tiago). É ele que insiste em colocar Farnerud, Moutinho, Romagnoli na equipa. Pode dizer-se que não tem mais ninguém, mas se não tem é por culpa própria. A não ser que tenha faltado à verdade quando disse que tinha a equipa que queria. De ambas as formas, deve assumir a culpa, retirar-se para que se façam novas eleições (a queda destes treinador deve implicar a queda da direcção que o sustenta de forma fundamentalista).
Um novo presidente (Eduardo Bettencourt) e um novo treinador (estrangeiro - sugiro Fernandez, Trappatoni ou o regresso de Boloni, acessíveis ao orçamento leonino) começariam já a preparar a nova época, que deverá também implicar a saída de grande parte do plantel (presumivelmente a caminho de Paços de Ferreira, Académica, Estrela da Amadora e aeroporto da Portela).
Duvido, no entanto, que isto aconteça. Como tal, resta-me saborear o merecido empate da Briosa ontem (raramente comemorei um golo da AAC com tanta alegria) e ver futebol a sério em Espanha.
*
A propósito de Espanha, acho engraçado ouvir os adeptos do FCP a dizer que o seu clube deveria jogar em Espanha. Lembra-me o caso do Celtic e do Rangers. Estes clubes escoceses diziam que estavam muito acima das restantes equipas do seu país (um facto indesmentível) e queriam jogar na Premier League. Alguém esclarecido lhes terá recordado que, se isso acontecesse, não passariam do meio da tabela e, consequentemente, deixariam de ter presença na liga dos milionários. É bom que o FCP se lembre disso. Porque com o plantel que tem, em Espanha estavam a meio da tabela, a ver Real, barcelona, Atlético, Espanhol, a vinte ou trinta pontos de distância, na companhia do Múrcia ou do Getafe. Até porque, como se sabe, em Espanha os árbitros já têm equipa (equipam de azul e vermelho).
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futebol
domingo, janeiro 13, 2008
FCP...mais um tri
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