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terça-feira, maio 01, 2012

Mesas para Niveladores

Hoje seria dia de pic nic dos Niveladores. Seria mas não foi. A chuva. A abençoada e desejada chuva que nos impediu. Apenas adiou o reencontro. Por isso, por ter pensado que hoje estaríamos juntos, durante o dia tenho-me lembrado de muitos encontros, de muitas refeições partilhadas. E por isso a vontade de colocar algumas mesas. Em todas elas elementos dos Niveladores.
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domingo, outubro 30, 2011

Jantar de Outono











Ontem tivemos um jantar com amigos cá em casa.
Decidi que o mote seria o Outono. Para me reconciliar com este tempo de vento e chuva.
Com ingredientes muito próprios desta época, juntámos abóboras e marmelos transformados.
As receitas vão aparecer ao longo da semana na Panela sem (de)pressão

segunda-feira, outubro 10, 2011

O Jantar do sexteto - Parte II







A ementa do jantar de sábado foi à volta do mar.
Para a C., o JP, o P., a P. e o G. preparei para iniciar a refeição dois tártaros. Um de peixe outro de marisco.
No primeiro cortei em pedaços muito pequeninos o sargo cru, limpo de pele e espinhas, juntei sumo de lima, azeite, flor de sal, pimenta e funcho picadinho. Deixei marinar cerca de uma hora. Servi com ovas de lupo.
Para o segundo, usei miolo de camarão cru, cortado em pedaços pequenos, a que juntei pequenas porções de melão. Envolvi em queijo creme hortelã picada e temperei com sumo de lima, flor de sal e pimenta branca. Deixei marinar cerca de uma hora antes de servir.
Depois a minha sopa do mar. Já a tinha servido à C. e ao JP., mas ainda assim resolvi voltar a fazer porque é o meu prato conforto. Não fiz exactamente como aqui, pois não consegui o ruivo, nem o cantaril que são os peixes que mais gosto para esta sopa. Desta vez com sargo e cavala que cozi com um exagerado ramo de ervas aromáticas, que incluiu tomilho, salsa, salva e hortelã.
Para prato principal vieiras na frigideira com massa de aletria, acompanhados de feijão verde e espargos brancos salteados em azeite e tomilho. Acrescentei, para acentuar a doçura das vieiras, geleia de pétalas de rosa.
As vieiras oferecem-me dificuldades na confecção. Estiveram na frigideira quatro minutos. Ainda assim, acho que foi tempo a mais.
A refeição foi acompanhada pelo espumante rosé da Quinta dos Cozinheiros e o branco Maria Gomes. É bom ter aqui ao lado estes vinhos de que nos orgulhamos.
A parte doce da refeição foi uma panna cotta de coco, com sopa de ananás e manga com vinho do Porto. Para a panna cotta usei a mesma receita de outras vezes substituindo o iogurte por uma lata de leite de coco. Para a sopa, cozi a fruta com o vinho do Porto e um pouco de açúcar e um pau de canela. Deixei reduzir. Acrescentei uma embalagem de queijo ricotta e passei tudo no liquidificador. Servi com raspa de lima e hortelã.
A refeição fechou com café para uns e chá de limonete e erva príncipe para outros.Era já hora de ceia, por isso um biscoito ia bem. Lembrei-me dos biscoitos de milho de Baião que foram do agrado geral (trazidos pelo nosso amigo Nivelador P. que há anos que anda por aquelas paragens a ser o melhor professor de História que conheço).
A conversa embalou as crianças e estendeu-se pela madrugada.

domingo, outubro 09, 2011

Jantar do Sexteto *








O Jantar do Sexteto transformou-se em Septeto, isto porque o P. filho da C. e do JP juntou-se a nós. Um filho adulto no meio das nossas crianças.
O ponto de partida para a ementa foi o mar aqui ao lado. O mar que nos junta.
Virá depois!

quarta-feira, outubro 05, 2011

Sweet



Ontem o dia foi de celebração.

Escolhemos para jantar ir Sweet Hotel Atlantic porque tem uma cozinha que nos agrada. Uma fusão da cozinha tradicional portuguesa com influências internacionais.
O ambiente é sofisticado, a decoração moderna respeitando o conforto.
Para além da couvet com pão de passas, manteiga com flor de sal e azeites aromatizados, e do amuse bouche de folhado de massa filo com queijo de cabra e pancetta, optei por uma entrada com salmão curado com molho de limão, mousse de grão de bico e salada de chicória e tomate cereja.
O prato principal foi tranche de robalo confitado, com molho de ervas, com dois purés, curgete e cenoura e batata doce assada.
Na sobremesa, optei pela panna cotta de canela com sopa de frutos vermelhos.
Para remate, um chá de jasmim.
Com uma carta de vinhos interessante, escolhemos um alentejo, Amantis reserva 2006.

Corrijo, os dias são de celebração. Todos! Juntos!

quarta-feira, setembro 28, 2011

Jantares com Ordem



Ontem tive folga na cozinha.
O jantar foi no Casino. Depois do encerramento do ciclo dos Jantares com História, eis que surge uma nova série de jantares, desta vez dedicados às Ordens.
Para início, a Ordem dos Médicos com o seu bastonário José Manuel Silva e uma homenagem a vários médicos da região centro.

Na continuidade dos anteriores jantares, o Chef Hélio Loureiro continua a ser responsável pela elaboração das ementas.
Sempre com uma exposição interessante e de estudioso, o chef explicou a ementa de ontem, fazendo referência ao médico/ escritor transmontano Miguel Torga, que exerceu a sua profissão em Coimbra. Inspirações transmontanas neste primeiro jantar que continua a ser um Jantar com História.

A comida extremamente bem confecionada, o ambiente elegante e a companhia simpática (o sexteto já habitual ;) contribuíram para uma noite maravilhosa.

quarta-feira, setembro 21, 2011

Vila - Sabores da cozinha algarvia















A melhor experiência gastronómica destas férias foi o jantar no
Vila Lisa!

No meu aniversário o meu amigo P. deu-me o livro do José Vila, Sabores da cozinha algarvia, com prefácio de Miguel Sousa Tavares e António Pedro Vasconcelos (nessa noite também lá estava).
Mais do que uma cozinha de autor, é um livro sobre comida regional. A algarvia que é muito mais do que o peixe grelhado com que somos presenteados por aqueles lados.
Para além disso, é um livro muito bonito em termos gráficos. Com uma fotografia fantástica, onde claramente se pode descobrir a sensibilidade artística do José Vila, ainda que não seja ele o autor das mesmas. Com toda a certeza teve um papel fundamental na produção, na encenação, na disposição dos elementos...

Ir ao Vila é de facto ir ao encontro do que mais genuíno poderá haver na cozinha algarvia. Uma experiência inolvidável.
Ao entrar na povoação, cedo se descobre aquela adega, de janelas escancaradas e mesas corridas. Uma simplicidade elegante que transparece em todos os pormenores. A decoração e a pintura de José Vila dão um ar boémio. Partilhar a mesa com quem está e aceitar a comida que vem para a mesa, sem qualquer escolha, faz-nos sentir numa tertúlia, numa aventura única.
E os pratos vão chegando, e o deslumbramento vai acontecendo. Porque ali há essencialmente o respeito pelos produtos e pela tradição.
Tiborna
Batata de molho frio
Xarém de lingueirão
Raia de alhada
Choco com ervilha e batata doce
Pernil de porco
Sopa de grão de bico e rabo de boi com hortelã
Queijo de figo
Biscoitos
Vinho
Aguardente
Café de cafeteira (maravilhoso)

A generosidade de José Vila transmite-se na assinatura que coloca no livro e na conversa amena e interessada de quem quer de facto saber porque se foi ali.

quinta-feira, setembro 01, 2011

Jantar "A vida é bela" - II






















É agora tempo de descrever a ementa do "Jantar a vida é bela".
Não deixa de ser curioso que este jantar para uma amiga que a vida me trouxe com este blog, seja inspirado em outros blogs que fazem parte do meu quotidiano.
Já não imagino os meus dias sem estas visitas virtuais a cozinhas, mesas e vidas de pessoas que me inspiram. E não me inspiram só com a comida, já é mais do que isso. É encontrar coisas em comum. Um livro que se leu e que também gostamos, ou uma viagem que se fez e que é a nossa viagem, um pensamento que se cruzou, ou até as louças portuguesas que apreciamos!

Mas vamos ao jantar.

Inspiradíssima numa sugestão muito recente da Ilídia, decidi fazer os bombons de farinheira e requeijão. Usei farinheira de Quiaios, ou não estivéssemos nós na Figueira da Foz. Para cobertura usei sementes de sésamo, sementes de papoila e coco. Como não gosto de requeijão nem farinheira, fiz uma pasta de anchovas para fazer companhia aos convidados.

Preparei uma sopa fria, um pequeno shot de melancia e tomate, também ele inspirado na visita que faço à Laranjinha. Não usei pepino, e substitui o vinagre pelo de framboesa.

Seguiu-se uma salada de polvo, a que poderia chamar tropical, pois o seu sabor ficou um bocadinho diferente da típica salada de polvo. Depois de cozido e limpo de pele e tentáculos, cortei em pedaços muito pequenos, juntamente com todos os outros ingredientes: cebola, pickles de cenoura, couve flor e pepino e acrescentei pimento vermelho e abacaxi. Temperei com azeite, flor de sal, vinagre de framboesa e polvilhei com coentros.

Para prato principal, um magret de pato com redução de morangos.
Temperei os magrets com sal, pimenta e noz-moscada. Fiz golpes na pele e deixei em temperatura ambiente cerca de uma hora. Aqueci uma frigideira anti-aderente e comecei a selar a carne, primeiro do lado da pele, cerca de 7 minutos até ficar crocante, depois virei e deixei ficar cerca de 5 minutos. Conservei no forno aquecido no mínimo. Servi com uma redução de morangos com vinho do Porto e preparei puré de maçã.
Para este, nada mais que um pouco de manteiga e água.


Para sobremesa, uma panna cotta de chocolate que vi aqui. Pensei em usar avelãs e já tinha a ementa impressa quando dei conta que já não havia avelãs. Substitui por amêndoas que torrei.
Confesso que não me entusiasmou. E eu adoro chocolate. Prefiro a panna cotta simples, com um molho ou frutas.

Para acompanhar o café, um apontamento imprevisto: brigadeiros que a minha amiga A. me ofereceu durante a tarde. Então há que partilhar esta dádiva com quem também é amigo. E tudo parece fazer sentido e ter uma linha condutora.

Os convidados trouxeram o vinho daqui, e foi muito bem recomendado. A ligar perfeitamente com a ementa.
S. decoraste os nomes?

Foi um jantar agradável.
Foi uma noite bonita!

Jantar "A vida é bela"






Hoje foi noite de jantar "A vida é bela". Chamei-lhe assim porque é a expressão que mais vezes ouço da boca da S. E o jantar foi dedicado a ela, e também ao A.
Conheço a S. há pouco tempo, mas neste caso o tempo tem pouca importância porque há um mundo de coisas que nos aproximam. Mas mais importante que tudo, eu gosto da S. por ela ser tão de bem com a vida. E é bom sermos gratos pela vida. Sim, ela tem razão, a vida é bela.

Por hoje, e porque o jantar passou para além da hora convencional, fica apenas a ementa (clicando na fotografia será mais fácil ler :)

quarta-feira, agosto 24, 2011

Figo bem



















Tivemos o P. para jantar na segunda. Como sempre acontece nesta altura do ano, veio carregado com figos que a mãe tem a delicadeza de me enviar, por saber que sou perdida por esse fruto.
Resolvi integrá-los na ementa, claro está não os esgotando porque egoisticamente quero devorá-los (quase) sozinha. Não vou ter muita sorte, porque descobri nesse dia que as meninas, tal como eu, adoram este maravilhoso fruto!

Inspirada no novo programa do Jamie Oliver, resolvi preparar um jantar com algumas componentes indianas. Mas não exclusivamente.

Assim, tivemos húmus que já é um hábito na nossa mesa e que agrada sempre. Com tostas, pão e para barrar nas tortilhas que preparei de acordo com a receita do Oliver. Nada mais simples: untá-las com azeite e caril, embrulhar em papel vegetal, previamente molhado e espremido e levar ao forno cerca de 15 minutos. Uma transformação simples que as torna num alimento completamente diferente.

Servi figos com presunto, regados com vinagre balsâmico e foi difícil negociar quem ficou com o último!

Depois uma sopa fria de meloa (da horta da Z.) e pepino, com estes dois ingredientes e iogurte grego. Temperada com flor de sal da Casa do Sal e pimenta preta. Servi com uma espetada de meloa e presunto.

Para prato principal, tal como o Jamie preparou, um caril de legumes, sem o grão de bico (porque já tinha o húmus) e com beringela.

Como o convidado era o P., preparei uma sobremesa, porque esse é o pretexto dele para se sentar à mesa.
Se para o resto tenho sempre ideias e hipóteses alternativas, quando chega a sobremesa tenho inevitavelmente um bloqueio e não sei o que preparar. Lembrei-me de uma panna cotta.
À hora de almoço, numa correria, lá preparei a dita. Um pacote de natas frescas, um iogurte natural, o mesmo copo com leite, 60 g de açúcar em pó e baunilha. Cozer e depois adicionar duas folhas de gelatina desfeitas. Colocar em ramekins no frigorífico e desejar que à hora de servir estejam suficientemente sólidas. Já que tinha os figos, preparei uma calda com alguns. Açúcar mascavado e um pau de canela foi quanto bastou para os transformar. A combinação pareceu-me feliz e a repetir.


Houve chá gelado de menta e lima e também vinho tinto. Mas com o calor dessa noite, o chá foi a melhor das alternativas.
A companhia foi boa, como já é regra!
E com figos, fico bem!