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quinta-feira, abril 14, 2011

Mini queques de cenoura





Tenho um sentimento de respeito pela comida que me foi inculcado na infância pelos meus pais. Não se deixa nada no prato, há muita gente sem nada para comer. Não se desperdiça nada, há muito menino que tem fome. E aquilo entrou-me na cabeça e na pele. E ainda hoje tenho muita dificuldade em lidar com o desperdício. Com as sobras não, porque lhe dou sempre uma solução.
Tinha um pouco de massa quebrada que sobrara das tarteletes. Deitar fora? Nada disso. Façamos uns mini queques para começar a refeição. Nada mais simples de preparar. À cenoura ralada, juntei um ovo batido, salsa picada, queijo parmesão e temperei com sal e pimenta. Forrei as formas com a massa protagonista e o resultado foi este. Igualmente boas frias ou quentes. E a consciência tranquila por nada desperdiçar, porque há realmente muita gente com fome.

Não acham estranho?

Que isto dê origem a isto?
*
Assim também eu poderia aparecer na tv a cantar de galo, como esta malta.

Señor Raul


É sempre ovacionado pelo público, deu a vitória ao Shalke sobre os actuais campeões da champions, com um golo e uma assistência e ainda foi para junto dos adeptos comemorar a passagem às meias-finais. Isto, apesar de ser o melhor jogador de sempre da champions, melhor marcador (71 golos) e jogador com maior número de vitórias. Por isso lhe chamam señor. Aos outros não chamam señor. O marketing dá-lhes uns títulos honoríficos sem significado real, nada mais.

10 contra 12


"Para jugar contra el Barça tengo que ensayar con 10"

O olhar da Rússia

Acusando o FMI e o BCE pela crise nas nações europeias
e
adivinhando o fim do euro.

Abacaxi grelhado com canela



A minha preferência em relação às frutas recaí sempre nas mais ácidas. Por isso é que a laranja é a rainha. Mas também aprecio kiwis e ananás. Abacaxi nem tanto, porque muito mais doce. Por vezes grelho-o, não só para acompanhar o prato principal, ou apenas como sobremesa. Coloco-o na chapa com canela porque de alguma forma anula aquele doce excessivo (para mim).

quarta-feira, abril 13, 2011

Não só é coerente, como está visto que é um homem de princípios.

receita aprovada pelo FMI

Diz que o tempo é de crise(s), agora chegou o FMI para pôr o país (financeiramente) na ordem. Tenho esperança, mas sobretudo e tenho muita vontade de lhes dizer que é preciso ver bem tudo. Que há carros a mais, motoristas, ajudas de custo, horas extraordinárias, subsídios de qualquer coisa, parcerias de não-sei-quê intermináveis para além dos salários e das pensões. Diz que eles vão passar a "pente fino" as contas do Estado e eu continuo a ter esperança que alguém que vem de fora possa trazer algo de novo a dizer sobre tudo isto, como não pode continuar assim. Coisa que aqui toda a gente parece saber e de nada serve.
Entretanto a vida continua. Os comuns mortais cidadãos deste pais lutam todos os dias por sobreviver ao desanimo que paira por todo o lado. Por estes dias lembrei-me de fazer as minhas cascas de tangerina critalizadas que ficaram muito boas e foram desaparecendo do tabuleiro ainda antes de ficarem completamente secas. Enquanto cortava as casquinhas pensava como tudo parecia vir a propósito, aproveitar cascas de fruta, hum?! Não foi por causa da crise, foi mesmo porque tinha a minha remessa de tangerinas espectaculares, daquelas que deixam as mãos perfumadas.

E no meio de disto parece que este ano as casquinhas doces ainda me têm sabido melhor.

Antecipando os pedidos. Aqui fica. Deixo as casquinhas de molho um ou dois dias. Escorrem-se. Pesam-se e acrescenta-se o mesmo peso em açucar. Vão ao lume até ficar em ponto para doce.

Secam-se em cima de folhas de papel vegetal.

Jantar de comemoração da chegada do FMI a Portugal










Ontem o FMI chegou a Portugal para negociações. Para ver se "arrumam" a casa. Não deveria ser novidade para ninguém, nem constituir factor de surpresa ou indignação. Mas o povo está chocado. Não compreende como se chegou a isto. Ora eu penso (e é só a minha opinião) que tudo isto não é mais do que o reflexo do que somos como povo. Os nossos políticos são portugueses e vivem como tal. Logo, não me parece estranho que não tenham sabido gerir a despensa, da mesma forma que a maioria dos portugueses não sabe. Vive-se acima do que se pode, com o dinheiro que não se tem. Pede-se dinheiro ao banco mais perto, como os políticos pedem aos bancos que ainda vão emprestando. Até agora...
Não pretendo estar com moralismos, isto é apenas uma tentativa de introdução ao jantar de ontem. Lá em casa janta-se todos os dias. O que vai variando é a ementa e os comensais. Umas vezes só o núcleo familiar, outras vezes alargada à família e ou amigos. Ontem foi com amigos, sem pretexto nenhum. Só porque sabe bem. E porque a despensa permite :) Mas enquanto procurava um título de comemoração, apercebi-me que aparecia como o dia em que o FMI entrou em Portugal. Seja! Seja esse então o mote de comemoração. Pode ser que as medidas de austeridade sirvam para vivermos felizes com menos, darmos importância ao que realmente interessa e comermos melhor. Porque o consumismo, a facilidade do supermercado tem contribuído para a alimentação das pessoas ser cada vez pior, mais calórica e pouco saudável. Voltemos ao básico, como tanto gosto.

Seríamos sete à mesa. Por isso, sete rosas no centro. Até ao momento em que a L. me implorou uma para colocar na cabeça (como já é hábito). Assim seja. Não vamos arranjar uma birra por causa da minha afinidade com o número sete, para mim perfeito. Quase oito horas, quase a campainha a tocar. O cansaço abateu-se sobre ela. Com uma rosa na cabeça e os lábios carmim, prostrada na cama, parecia-me a Frida Kahlo, sem buço.

Iniciámos com o pão de alho. Repeti o da outra semana porque é garantido que agrada.
Depois um creme de couve-flor com amêndoa tostada. Propositadamente para o menino convidado porque é apreciador. Nada mais simples. Cebola, alho, batata, couve, azeite e sal. Depois de cozido, passar até obter um creme aveludado. Servir com amêndoas laminadas tostadas.
Seguiu-se uma tartelete de alho francês e tomate cereja, acompanhada de uma juliana de raízes e frutos, com vinagrete de sésamo.
Usei massa quebrada. Salteei alho francês a que juntei um ovo batido com um pouco de queijo parmesão, tudo temperado com sal e pimenta. Coloquei sobre a massa e dispus o tomate cereja. Levei ao forno cerca de 20 minutos. Para a salada, cortei cenouras e rabanetes biológicos em juliana, a que juntei pepino sem sementes. Fiz um vinagrete com óleo de sésamo, vinagre de frutos silvestres, raspa de laranja, flor de sal e um pouco de pimenta. A salada também acompanhou o prato principal.
Nestes jantares demorados e sem pressas, prefiro sempre os pratos de forno. É mais cómodo. Também procurei um registo mais vegetariano, por saber que é mais do agrado dos convidados. Assim, para prato principal, socorri-me de uma receita da Mafalda P. Leite. Um bolo de risotto. Segui quase fielmente ;)
O que usei:
220 g de arroz carnaroli
1 cebola
3 dentes de alho
chouriço caseiro da Tocha
150 g tomate seco
200 g de ervilhas congeladas
1/2 chávena de salsa e coentros picados
3 ovos
1/2 chávena de queijo parmesão
sal
azeite
Como procedi:
Num tacho levei a cebola e o alho a quebrar até ficarem translúcidos. Acrescentei o chouriço fatiado muito fino. Depois juntei o arroz e deixei cozinhar cerca de um minuto. Juntei água e deixei em lume médio cerca de 10 minutos. Desliguei e juntei as ervilhas. Repousou cerca de cinco minutos e depois transferi para uma taça para arrefecer.
Liguei o forno a 180º. Forrei uma forma de fundo amovível com papel vegetal. Bati os ovos. Envolvi com o queijo, o tomate picado e as ervas. Temperei com sal e juntei ao arroz. Envolvi bem e coloquei na forma, nivelando. Levei ao forno cerca de 40 minutos. Desenformei e deixei repousar cerca de 10 minutos antes de servir.
Para remate da refeição, os nossos amigos trouxeram gelados. E chocolate para uma calda quente ;)

Meia noite. A casa ficou mais vazia. A mesa está arrumada. A L. acorda. Choraminga porque não viu ninguém. Mas ouviu. Bebe o leite. Volta a dormir.

Seis rosas, seis pessoas. Tudo bate certo.

terça-feira, abril 12, 2011

Quando o salmão é rei...



Ontem foi noite de esparguete, a pasta preferida da L. Gosto de ver a perícia com que ela o enrola na colher e a sofreguidão com que a F. o devora. Tinha salmão fumado, comprado ao kg no nosso supermercado preferido. A qualidade é excelente. Enquanto preparava o jantar, as pequenas (e eu) foram comendo algumas fatias. Tive de travar o processo, ou ficava sem o ingrediente principal daquele prato.

O que usei:
esparguete
salmão fumado
cogumelos
cebola roxa
abacaxi
vinho do porto
azeite
sal
pimenta rosa

Como preparei:
Cozi o esparguete de acordo com as instruções da embalagem. Numa frigideira, caramelizei uma cebola roxa cortada em meias luas muito finas. Acrescentei depois um quarto de abacaxi, também cortado em pedaços muito finos. Quando reduziu, acrescentei vinho do porto e deixei cozinhar juntamente com os cogumelos, até evaporar o álcool. Temperei com sal e pimenta rosa moída no momento. Escorri o esparguete e envolvi no preparado, juntando o salmão rasgado em pedaços. Cozeu ligeiramente com o calor dos restantes ingredientes.

segunda-feira, abril 11, 2011

Devaneios vegetarianos





De vez em quando tenho uns devaneios vegetarianos. É o caso deste prato. Apetecia-me comer vegetais, mas sem dispensar os hidratos de carbono. O pão é sempre solução! Neste caso, alentejano. Um belo pedaço que tinha guardado no congelador. E depois recorrer aos vegetais em stock.

O que usei:
pão alentejano cortado em quadrados
cogumelos
tomate
curgete
azeite
queijo parmesão
pimenta
sal

Como procedi:
Envolvi todos os ingredientes numa taça, para que o azeite impregnasse tudo. Depois coloquei num tabuleiro e levei ao forno, polvilhado com queijo parmesão, cerca de 15 minutos.

domingo, abril 10, 2011

Embrulhos de amêijoas









Continuamos num registo a dois. O almoço de ontem foi ainda sem as crianças. Daí que tenha optado por esta tentativa de seguir uma receita do Dias com Mafalda. Fui quase fiel ;)
Gosto muito de amêijoas por isso tentei esta versão para fugir ao Bulhão Pato.

O que usei:
esparguete neri
tomate aos quadrados
amêijoas
filetes de anchovas
salsa picada
vinho branco
geleia de piri-piri
azeite

Como procedi:
Cozi o esparguete retirando alguns minutos ao tempo de cozedura recomendado, uma vez que ainda ia ao forno. Em taças individuais de ir ao forno, coloquei uma folha de papel vegetal de forma a fazer um embrulho. Coloquei a massa escorrida e regada com um fio de azeite e distribui os restantes ingredientes. Fechei os embrulhos e levei ao forno pré-aquecido a 220º cerca de 15 minutos.
É leve e fresco. No entanto, uma opção que não agradará a qualquer um.

sábado, abril 09, 2011

Ou como dizia alguém, "cada povo tem os governantes que merece"

"Poucas vezes como agora, é mais patente que a lógica que move os principais responsáveis políticos no poder e na oposição deriva apenas de tropismos de conservação ou aproximação ao poder, sem qualquer consideração pela situação do país.

Verdade. Mas há outro lado que convém lembrar: Sócrates só lá está porque os portugueses votaram nele e muitos dos mais vocais dos seus críticos actuais caracterizavam-se por odiar mais Ferreira Leite do que Sócrates há um ano e meio. Só passou ano e meio, só passou ano e meio, só passou ano e meio. E Sócrates foi votado pelo mesmo sistema de ilusões a que ele deu corpo em política através da mentira sistemática. Ele mentia e os seus eleitores queriam ouvir aquelas mentiras porque lhes eram confortáveis."
(J. Pacheco Pereira - Sábado)

Dois para dois







Ontem o jantar foi só para dois. As pequenas ficaram nos avôs e nós aproveitámos para fazer um jantar a dois, sem sopas e papel de cozinha para o inevitável com as crianças.
Tínhamos programa para o serão. Para o G. o último filme do Woddy Allen no CAE. Para mim, logo ali ao lado, na Biblioteca Municipal, mais uma 5ª de Leitura, desta vez a uma sexta, com o premiadíssimo Gonçalo M. Tavares. Impunha-se não perder tempo com a preparação do jantar, para termos algum tempo para o degustar.
No frigorífico estava a solução: pimento e tomate. Recheados. Um duo para dois.
Preparei cuscuz com água aromatizada com caril. E depois acrescentei bastante salsa picada. Ainda havia salsichas e chouriço da penne do jantar com os amigos, e um pouco de compota de cebola. Piquei as carnes. Levei as metades de tomate e pimento ao forno cerca de 15 minutos para assar moderadamente. Depois coloquei cuscuz, chouriço e a salsicha. Cobri com queijo da ilha. Nos pimentos, também cuscuz e a compota de cebola. Neste caso, cobri com queijo mozarella. Levei ao forno quente cerca de 15 minutos.
Soube bem, com uma mini "loura" a estalar.
Depois o serão!

sexta-feira, abril 08, 2011

Sai um polvo para a S.





A minha amiga S. que é a mais fiel seguidora deste blog ficou "indignada" com a minha "ausência" de hoje. Assim, e especialmente para ela, fica aqui esta sugestão de arroz de polvo. É um prato que preparo muitas vezes porque as minhas filhas, ao contrário da maioria das crianças, adoram polvo. Segui os passos da receita que um dia coloquei aqui.
Bom fim de semana, com desejos de muito convívio à mesa.

quinta-feira, abril 07, 2011

procura-se: electricistas

Foto do ano

Entre amigos e tulipas
























Ontem os nossos amigos V. e C. foram jantar lá a casa. Propositadamente não o fizemos durante o fim de semana porque não entendo essa mania de concentrar os encontros de família e amigos durante esses dias. Durante a semana alguém se deita tão cedo que não permita jantar com amigos? Ou é assim tão complicado preparar uma massa que obrigue a ficar agarrada ao fogão horas? Penso que não. Por isso, e apesar de as crianças terem horários mais rígidos, um dia por semana não as vai deixar perturbadas nem com danos irremediáveis. Elas até agradecem brincar com outras crianças que não as da escola.

Assim, e para que tudo corresse da melhor forma, fui preparando algumas coisas com antecedência. Tinha pensado numa ementa de inspiração italiana, mas fui fazendo pequenas alterações. Ainda assim, a sobremesa foi italiana e feita de véspera, para articular tudo e porque deve ser assim com o tiramisú. Curiosamente, foi a minha primeira experiência com este doce.

Para começar a refeição tinha azeitonas da Feira Biológica e pão alentejano. Preparei uma pasta de delícias do mar para as tostas e grissinos. Pão de alho era obrigatório. Por isso, de manhã comprei um pão de centeio no mercado municipal e preparei-o de acordo com uma receita que tinha espreitado na Contessa. Muito fácil. Piquei alho e salsa. Juntei azeite e um pouco de flor de sal. Cortei o pão no sentido longitudinal. Barrei um dos lados com esta mistura e o outro com manteiga. Voltei a fechar o pão e envolvi em papel de alumínio. Levei ao forno bem quente cerca de 20 minutos. Depois abri e deixei tostar cerca de 7 minutos. Desapareceu num ápice. Para a próxima já sei que devo ter pelo menos dois do mesmo tamanho.

A entrada foi outra experiência, inspirada numa receita que já fiz várias vezes, inclusive noutro jantar de amigos. O folhado de camambert. Desta vez não recheei com frutos vermelhos, mas sim com compota de cebola roxa. Acho que combina melhor. O G. que já provou ambas, pensa o mesmo. O procedimento é em tudo igual, sendo que apenas se trocam os frutos vermelhos pela tal compota. Também a preparei na véspera à noite e assim não me roubou tempo, porque é quase tudo por conta do forno. Para a compota usei 3 cebolas roxas cortadas em rodelas muito finas. 3 colheres de açúcar, 1 pau de canela, 1 ramo grande de tomilho, 2 folhas de louro verde e meia chávena de vinho do Porto. Comecei por colocar a cebola com 3 colheres de sopa de azeite, com as ervas e a canela num tacho a libertar toda a água até reduzir. Depois acrescentei o açúcar e deixei caramelizar bem. Finalmente acrescentei o vinho e deixei cozinhar até evaporar e ficar com a consistência pretendida. O Henrique Sá Pessoa ensina a preparar esta compota mas com vinho tinto. Para mim é bem melhor com Vinho do Porto. É uma opinião, vale o que vale.

Para acompanhar, fiz uma salsa de salicórnia, kiwi e pepino. Juntei tudo com azeite, vinagre de arroz, malagueta vermelha, pimenta rosa, sal e açúcar mascavado. Reservei no frigorífico até à hora de servir.

Para prato principal uma pasta, não fosse o jantar de inspiração italiana. Penne com legumes assados, salsichas frescas e chouriço. Escolhi o de Quiaios. Afinal podemos sempre dar protagonismo aos produtos da terra. Assei no forno abóbora, cenouras roxas, cogumelos portobello e pimento vermelho, com azeite, pimenta e sal. Num tacho, cozinhei as salsichas e o chouriço, cortados em rodelas e temperados apenas com sal. Envolvi tudo, e servi com a massa al dente, regado com o molho das carnes.

O remate da refeição, como já disse, foi o tiramisú. Misturei 4 colheres de sopa de açúcar em pó com 4 gemas de ovos caseiros que lhe deram um magnífico tom de amarelo canário. Acrescentei o mascarpone, e um pouco de rum. Envolvi depois as claras batidas em castelo. Numa taça com café forte e rum, mergulhei os palitos la reine sem ensopar. Coloquei em camadas, intercalado na penúltima, passas de uva previamente aquecidas em rum para ganharem volume. Polvilhei com chocolate em pó. Para as meninas, gelado, pois rum e café seria catastrófico.

Os amigos trouxeram o vinho. Um tinto alentejano de que gostamos muito: Herdade dos Garfos.

A comida é de facto o que nos leva à mesa, mas esta deve estar bem vestida para nos receber. Assim, escolhi uma toalha que bordei com tulipas, vermelhas e amarelas. No centro, uma coroa de tulipas a envolver as velas de café. Para as pequenas jarras, colhi flores no descampado junto a minha casa, à hora de almoço. Havia papoilas, mas se as colhesse murchavam imediatamente. Ficam lindas no campo.

A conversa estendeu-se e já estou a pensar quando será o próximo.

quarta-feira, abril 06, 2011

É o fim

Sem comentários.

Cromologia


A vida é azul
A pérola, negra
Djavan é lilás
Prince é púpura
Carlinhos é brown
O Barão é vermelho
Caetano é camaleão
Beatles é branco
submarino amarelo
A Inglaterra é cinza
Arco-íris é gay
A Barbie é rosa
A rosa é vermelha
A tangerina é laranja
A laranja, amarela
A maça é vermelha
E branca quando se morde ela
Amarelinha é brincadeira
Verde e rosa é Mangueira
Vermelho e branco é Salgueiro
Preto com branco dá brasileiro

Rendida


Sempre ouvi dizer que há coisas que o dinheiro não paga. E isso aplica-se a diversos "nadas" que contribuem para a nossa qualidade de vida. No meu caso, (e no de tantas pessoas) tempo é dinheiro. O tempo que me foge para coisas que queria fazer. O tempo de ficar simplesmente a não correr. Tempo que gasto em coisas que não gosto, como as compras...

Por diversas vezes fiz tentativas de gastar o mínimo tempo possível no supermercado. Condensar as compras em apenas um dia, tentar entregas em casa. Mas nos supermercados desta cidade não existe essa possibilidade. A minha família do Porto recorre muito a compras on-line = entregas ao domicílio.

Por puro acaso descobri que o mais recente supermercado de Coimbra contempla as entregas em casa, no concelho da Figueira. Nem queria acreditar! Ainda por cima com a qualidade de produtos que têm. Não é o mais barato do mundo, mas há sempre maneira de contornar e obter a máxima satisfação. Curiosamente comprei 4 paletes de leite 5 cêntimos (por litro) mais barato do que o habitual, e da mesma marca, claro está. Para além de pequenas ofertas e brindes.

No domingo à tarde fiz as compras on-line. Na segunda, pontualíssimos tocaram à campainha e carregaram 8 contentores até à minha cozinha. Um luxo! Estou rendida a esta nova opção.

Para os legumes , verduras e frutas tenho diariamente o mercado municipal (na foto). Ele há melhor? E também a feira biológica ao domingo de manhã. Desta vez trouxe alface, cenouras, salicórnia, mel, arroz de Maiorca e laranjas.

Acabou-se a corrida desenfreada ao fim da tarde ou hora de almoço às compras. Carregar o carro. Carregar do carro para o elevador. Trazer sempre mais do que realmente necessito. Ficar amargurada por perder uma hora numa superfície com musiquinha de fundo irritante e ter que esticar o braço para a prateleira mais alta, porque é aí que muitas vezes estão as opções com melhor relação qualidade/preço. Acabou-se!

Repito: estou rendida!

segunda-feira, abril 04, 2011

Um tributo aos produtos da terra (da V.)





O jantar de hoje foi um tributo à minha amiga V. por todos os produtos maravilhosos que me trouxe do seu Alentejo. E acho que vou continuar pela semana fora, até se esgotarem todas as possibilidades que eles oferecem.
Assim, para acompanhar o peixe espada simplesmente grelhado, preparei um arroz de acelgas e abóbora. A combinação dos dois ingredientes foi feliz. As acelgas são tenras como os espinafres, mas com um sabor muito mais suave. A abóbora sabe-me sempre bem, seja assada, cozida, grelhada, estufada, ou salteada como fiz para o arroz. O mesmo procedimento com as acelgas cortadas em pedaços pequenos, a que depois juntei o arroz e duas medidas e meia de água. Para temperar, apenas sal e uma folha de louro seca.
Salpiquei o peixe com coentros vindos do mesmo sítio. (Os coentros estão inconfudivelmente associados à gastronomia alentejana).
Fiquei com a certeza que tivesse eu tempo para um risotto, e o resultado era um prato que se bastava a si próprio. O que vale é que tenho meia abóbora (gigante) para estas e outras experiências.
Depois destas dádivas tão generosas, o que tenho para oferecer é mesmo a transformação dos produtos numa refeição e ser anfitriã. Assim será!

fair-play? what's that?

Ia falar da falta de fair-play do slb, desligando as luzes do estádio (atitude indigna, já adoptada no passado por outros que se julgam grandes), mas depois de ler o post anterior, chamando "galinheiro" ao estádio do adversário, desisti. Verdade seja dita, benfiquistas e portistas estão bem uns para os outros.

Quanto gastará o país a policiar estes marginais, que nunca são detidos nem punidos?

Campeões no galinheiro da Luz



«é o exemplo mais vivo do fair-play de alguma gente que gosta de parecer muito educada, mas a quem, mais tarde ou mais cedo, cai a máscara».

«Estamos certos de que a maioria dos benfiquistas não se reconhece neste comportamento, mas o FC Porto, sempre na vanguarda, deixa um conselho: a luz devia ter sido desligada duas horitas mais cedo, sempre dava para escapar a mais um banho de bola»

Este é o nosso destino:

domingo, abril 03, 2011

O lanche mais rápido de sempre





Quando a prioridade é a rapidez tenho na manga a tarte de leite condensado. Foi o caso de ontem. Os avôs do norte fizeram uma visita de final de tarde. Havia que preparar algo simples, rápido e saboroso para o lanche, ainda que eles estivessem a regressar de um almoço farto e demorado. Mas uma merenda com um chá aromático sabe sempre bem.
Esta é a minha tarte de emergências e não só. Vou variando um ou outro ingrediente, mas a base da receita é sempre a mesma.

O que usei:
1 embalagem massa folhada fresca
4 gemas de ovos caseiros (tamanho grande)
1 lata de leite condensado
1 embalagem de natas frescas
1 chávena de coco ralado

Como procedi:
Aqueci o forno a 180º. Coloquei a massa folhada numa tarteira e piquei a base com um garfo. Numa taça juntei as gemas, o leite condensado, as natas e o coco. Envolvi bem. Depositei na tarteira e levei ao forno cerca de 25 minutos até ficar dourada.
Não desilude ninguém.

sábado, abril 02, 2011

Continuamos com a pasta



O dia acordou desagradável, sem sol. Mesmo assim decidimos sair um pouco de casa. Fomos ao Bairro Novo e quando nos apercebemos já era hora de almoço. Havia sopa pronta do jantar de ontem. Uma pasta com camarão é sempre uma solução rápida e gostosa para completar a refeição. Demos por isso continuidade à influência italiana. Bastou cozer o camarão e o tagliatelli de espinafres. Depois salteei num pouco de azeite com pedaços de bacon, pimento vermelho e alho e envolvi tudo. Servi polvilhado com parmesão ralado.

sexta-feira, abril 01, 2011

Comida italiana?







Cá em casa gostamos muito de pasta. De vários formatos, acompanhamentos e preparações. Podia fazer comida de inspiração italiana todos os dias, tal é a variedade de opções.
Desta vez, procurei seguir uma receita do livro Dias com Mafalda. Mas claro está que não consegui ser completamente fiel. Mas é aproximado. Ela chama-lhe lasanha escondida.
O resultado foi um jantar aprovado por todos, apesar do esforço final da L. que não tinha vontade de ir para além da sopa e fruta...

O que usei:
1 embalagem de tortellini de espinafre e ricotta
1 lata de tomate pelado
1 cenoura ralada
200 ml de créme fraîche
queijo da ilha ralado
salsa
hortelã
tomilho
alho
azeite
sal
pimenta

Como procedi:
Untei um prato de forno e liguei o forno a 180º.
Cozi o tortellini de acordo com as indicações da embalagem. Entretanto numa frigideira levei o azeite, tomilho e alho picado a saltear, sem deixar queimar o alho. Juntei o tomate cortado miudamente e temperei de sal e pimenta. Deixei apurar cerca de 7 minutos. À parte, misturei o créme fraîche com sal, pimenta e a salsa e hortelã picadas.
Coloquei a base de tomate no prato de forno, seguido do tortellini, a cenoura ralada e depois a mistura do créme. Polvilhei com queijo da ilha ralado e tapei com folha de alumínio. Levei ao forno cerca de 20 minutos. Depois retirei o alumínio para derreter o queijo.
Servi após uma sopa de nabiças.

Mais flores que vieram do campo







À sexta peço sempre à minha mãe flores lá do jardim. São bonitas e ao contrário das que se compram na florista, estas têm perfume. Tão intenso que por vezes incomoda o G.
As camélias do Carnaval ainda sobrevivem em ramagem. E eu faço imediatamente outra "leitura" disso mesmo.