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sábado, junho 11, 2011

Por algum motivo a senhora gostava tanto do "engenheiro"

A. Merkel partilha com sócrates o mesmo conceito de verdade:
"Os europeus do Sul trabalham muito mais e por vezes durante mais tempo que os alemães, refere um estudo de Patrick Artus, chefe da secção de economia do banco francês Natixis, contrariando as declarações da chanceler alemã Angela Merkel... A duração anual média do trabalho de um alemão (1390 horas) é muito inferior à de um grego (2219 horas), de um italiano (1773 horas), de um português (1719 horas), de um espanhol (1654 horas) ou de um francês (1554 horas)... e até a idade efectiva da reforma na Alemanha é mais favorável: 62,2 anos, contra 62,6 anos dos portugueses e 62,3 anos dos espanhóis."
(DN, 06 de Junho de 2011)

As flores que vieram do campo


quinta-feira, junho 09, 2011

E antes da sardinhada...



Entre um jantar especial e uma noite de sardinhada que se avizinha, preparei este jantar que cumpriu a sua função: alimentar os comensais, com satisfação, de forma saudável e equilibrada.
Com a batata nova lá por casa não me canso de a fazer assada, simplesmente bem lavada, fatiada e temperada de formas variadas. Desta vez, regada com azeite, salpicada de sal, folhinhas de tomilho e alho picado. Para as tranches de pescada chilena, preparei a cama! Espinafres bebés, salteados em azeite, com um pouco de sal e pimenta rosa, não mais que um minuto a murchar na sertã. Mal saíram dessa, com ela ainda quente, não fosse esfriar, preparei os restantes acompanhamentos, os cogumelos laminados, que na sua maciez encontram sempre quem os aprecie. Para lhes fazer companhia, na forma laminada, pêras, não rocha, mas de casca verde, de uma doçura encantadora que foram cortar a acidez do último elemento que acrescentei ao prato: alcaparras picadas.

Seguem-se as sardinhas. E parece que com caldo verde a abrir a festa. Só não contem comigo para a fartura de encerramento.

quarta-feira, junho 08, 2011

Slow Food



O conceito não é novo, mas de Slow Food ainda não se tinha ouvido falar por estas paragens. Ouvi-se ontem no Casino Figueira.

Numa ementa suculenta elaborada pelo chef (também Mestre pela Universidade de Coimbra) Luís Lavrador que serviu para contrariar o movimento de refeições rápidas do nosso quotidiano.
Desejou o chef que ficassemos na mesa sem tempo e sem relógio. Sugeriu mesmo que o tirassemos do pulso (eu nem o tinha levado), sendo que o tema também era o do Tempo, tão bem explanado pelo jornalista/ investigador Fernando Correia de Oliveira.

Uma noite que se quis sem tempo, mas um tempo que soube bem e a pouco, partilhada com amigos e com outros que não sendo, ficaram.

Choco Cafe







Mais uma apontamento de Praga. Desta vez doce, muito doce, ou nem tanto porque também salgado: O Choco Cafe.
Na Cidade Velha, já muito perto do rio, um bocadinho escondido, lá está ele, a apelar a todos os nosso sentidos. Com uma variedade de chocolates que inclui até o salgado, que foi a minha opção.
Para além das diversas bebidas e sobremesas de chocolate, serve ainda refeições ligeiras e elegantemente servidas.
O espaço é bonito, acolhedor, mais se assemelhando a uma sala de uma qualquer casa de família. O pátio onde está instalada uma pequena esplanada, num final de tarde, é o melhor dos sítios para descansar as pernas e degustar um aromático chocolate quente!
A fixar no roteiro.

domingo, junho 05, 2011

Café Louvre









Não há guia de viagens ou site sobre Praga que não recomende o Café Louvre. E nós fomos ver se realmente era assim tão recomendável. A verdade é que vale mesmo a visita. Não só pela comida (deliciosa) mas também pelo excelente acolhimento, com empregados com simpatia acima da média e um ambiente entre o luxo despretensioso e uma atmosfera cosmopolita que nos faz recuar no tempo.

Com uma decoração típica dos anos 30, o glamour está todo lá, e as diferentes salas, incluindo um terraço, oferecem ambientes distintos, todos eles agradáveis.

A ementa é muito interessante, com os apontamentos de comida checa, e as alternativas vegetarianas e outras mais internacionais.
Incontornáveis são os gelados. A não perder.


Escolhemos uma sopa picante de tomate indiano e lentilhas vermelhas com queijo creme. Não foi comida, foi quase sorvida.
Ando com o propósito de experimentar, mas acho que vai ser difícil conseguir replicar.

Depois uma pasta fresca caseira com cogumelos. Verdadeiramente feita à mão. Irregular, como nenhuma máquina consegue.

Tal como os guias de viagens, também nós recomendamos o Louvre, o de Praga. Incontornável!

Tenro é o polvo!



Ainda não estou totalmente restabelecida, pelo que a vontade de cozinhar ainda não está a 100%.
Procuro a minha zona de conforto para não defraudar os comensais e para que eu própria tire proveito.
Assim, o almoço de hoje foi um polvo à lagareiro, já
outras vezes apresentado, e com o resultado de sempre: satisfação absoluta!

hallellujah


"La poesía cantada, esas novelas de seis minutos y pico, la prosa mecida por inconfundibles melodías folk le han valido al músico Leonard Cohen (Montreal, 1934) el Premio Príncipe de Asturias de las Letras... Con esta decisión, el jurado de los galardones hace realidad una vieja amenaza de la Academia Sueca: conceder su máxima distinción literaria a un simple cantante de rock. A lo mejor el Nobel nunca acaba por recaer en Bob Dylan, pero sí ha merecido un Príncipe de Asturias el cantautor canadiense cuyas letras ... son leídas con la reverencia debida a las grandes obras de la literatura por generaciones de oyentes.
El jurado ha destacado el "imaginario sentimental" creado por Leonard Cohen, en el que "la poesía y la música se funden en un valor inalterable".

Posiblemente ahora cobre todo su sentido el hecho de que la carrera de Cohen, fenomenal recitador de voz grave y ascendencia lituana, comenzase en los cenáculos literarios en aquellos años 60 en los que la generación que revisó las tradiciones delfolk introdujo la sensibilidad poética de autores estadounidenses como Walt Whitman o Henry David Thoreau."

Portugueses, NÃO votem Pinóquio

Um bom vídeo para se ver antes de ir votar

sábado, junho 04, 2011

Pollo alla cacciatora



O jantar de ontem esteve quase para vir de fora. Ando um pouco adoentada e quando saí do trabalho não me sentia com capacidade para cozinhar. Como ainda tinha sopa (creme de nabiças) pensei que o restante viria de fora. Depois lembrei-me que a Nigella tem sempre aquelas soluções fantásticas e rápidas que se preparam em meia hora, mesmo sem vontade. Já que tinha deixado frango a descongelar à hora de almoço, fui ao índice do "Na cozinha com Nigella" para ver o que aparecia como solução para esse ingrediente e que não desse trabalho. Lá estava ele: Pollo alla cacciatora! Mesmo à minha frente, a dizer-me que não me ia arrepender, que não dava trabalho, que no final era só imenso sabor e reconforto e que a constipação, dor de cabeça e garganta até iam melhorar. E foi mesmo assim.

O que usei:
azeite
75 g de cubos de pancetta
6 cebolonhas finamente cortadas
1 colher de chá de alecrim picado
450 g de peito de grango cortado em pedaços
sal
125 ml de vinho branco
1 lata de 400 g tomate pelado
2 folhas de louro
1/2 colher de chá de açúcar
1 lata de 400 g de feijão cannellini

Como fiz:
Aqueci o azeite com a pancetta, a cebola e o alecrim durante uns minutos.
Juntei os pedaços de frango, mexi e polvilhei com sal.
Acrescentei o vinho. deixei levantar fervura. juntei o tomate, as folhas de louro e o açúcar. Tapei o tacho e deixei ferver durante 20 minutos e fui tomar banho com a L. para aproveitar o tempo.
Depois lavei e escorri o feijão e juntei ao tacho, quando ficou quente ficou pronto a comer.
Nutriente, reconfortante e muito simples de preparar.

sexta-feira, junho 03, 2011

Pasta, quem consegue resistir?



Ainda não encontrei o tempo para me organizar na cozinha e a ementa tem sido à volta do básico. Com a sopa sempre de ponto de partida (que essa não falta na nossa mesa) e depois socorrendo-me do mais simples.
Claro que por vezes o simples e rápido é tendencialmente o menos saudável. Mas não tem de ser. Evitar frituras e massas quebradas/ folhadas já é um passo. Da mesma forma que procuro contornar a charcutaria. Nem sei quando foi a última vez que o nosso frigorífico viu fiambre! Optar por cozer, saltear ou grelhar ajuda. E fugir das natas. Parafraseando a minha amiga A. «é só para entupir a veia...». Claro que as pastas são calóricas. Mas joga-se com marisco que é muito amigo. Assim, cozi tagliatelli de espinafre fresco do meu mais recente aliado, a que juntei um salteado de miolo de camarão, delícias do mar, tomate seco e ervilhas, temperado apenas com sal, pimenta e uns raminhos de tomilho.
Saciados sem a sensação de enfartamento.

quinta-feira, junho 02, 2011

Lisboa crescia... e o país definhava

"Fecho os olhos por um momento e recuo cinquenta anos. Meio século, que me parece ontem! Um ténue esgar de felicidade, de contentamento, de alegria, eu sei lá, afaga este meu pensamento. Porque penso no Porto, no meu Porto, na minha querida cidade do Porto. Altiva, laboriosa e vibrante, autêntico motor da economia nacional, fiel às incontornáveis tripas, que pelo menos por duas vezes salvaram Portugal, o Porto afirmava-se, contrariando a vontade centralista, como um burgo muito respeitado. Não era a capital do Império, mas era o império da consciência lusitana!

Aconteceu, porém, que aos poucos, sorrateiramente ancorada na politiquice gulosa e desenfreada do Terreiro do Paço, sede imponente de todos os ministérios e sempre, mas sempre comprometida com um omnipresente "jet" qualquer coisa, que ganha riqueza fácil, mas não a produz, Lisboa, na hora de repartir apoios e investimentos, sem um pingo de pudor, reservou para si própria e para a sua tão protegida área metropolitana dois gordos terços dos recursos, aceitando conceder ao resto do país, qual dádiva magnânima, o terço que restava.

E assim, pé ante pé, com um calculismo e uma frieza dignas da melhor das ditaduras, Lisboa crescia... e o país definhava.

Foi-se o Banco Português do Atlântico, foi-se o Banco Borges & irmão, foi-se o Banco Pinto Magalhães, a União de Bancos Portugueses, o centenário Comércio do Porto, enfim, foram-se os anéis, ficaram os dedos! Entre esses dedos, calejados, mas carregadinhos de dignidade, tenazmente, estoicamente, houve baluartes que foram resistindo, que teimaram em não ceder, nem um palmo, àquela pressão asfixiante. Os exemplos não são muitos, mas são notáveis. A honorável e respeitadíssima Universidade do Porto, o Futebol Clube do Porto, pois claro, o JN!

O meu desejo e que aqui quero deixar bem expresso nestas breves linhas é muito simples, mas simultaneamente urgente! Que o JN volte a evidenciar o protagonismo de outrora , que merece sem dúvida, e que se assuma como locomotiva do Norte, recuperando também a liderança e a importância que tão justamente conquistou ao longo dos seus veneráveis 123 anos de vida, dando boleia nas carruagens da frente a todos aqueles que quiserem dizer, afirmar, gritar bem alto o que José Régio nos legou

"Não sei por onde vou - sei que não vou por aí"!


Pinto da Costa, presidente do Futebol Clube do Porto

quarta-feira, junho 01, 2011

As flores que vieram do campo



Do jardim da Z. para a minha jarra.

terça-feira, maio 31, 2011

Le café colonial







Mais uma refeição de Praga. Desta vez no Café Colonial. No Bairro Judeu, com uma decoração de acordo com o nome e uma ementa mais uma vez com uma mistura de comida checa e a fusão de comida italiana e também francesa.

A sopa era mais uma vez de alho. Um caldo, com pedaços de batata, bastante alho, oregãos secos e queijo ralado em grande quantidade.
O prato de peixe: pasta com salmão e espinafres, com creme de queijo.
O prato de carne: porco com molho de pimenta. Acompanhado com feijão verde. As batatas não são em puré, mas sim uma tendência muito comum: batata cozida esmagada. Com ausência de qualquer laticínio. A experimentar!

Queques de limão e sementes de papoila



Hoje o jantar não ia levar tempo nenhum na preparação. Por isso acedi ao pedido da L. e fizemos uma fornada de queques. Amanhã teremos de distribuir porque cá por casa os desejos rapidamente ficam saciados e os queques acabam rijos e fora de prazo.
Não me apetecia repetir nenhuma das receitas já feitas. Lembrei-me de espreitar a Leonor, mas como sempre, as receitas dela são muito elaboradas, de verdadeira profissional e eu não tenho paciência para doçaria.
Ainda assim, os muffins de limão e sementes de papoila dela despertaram-me a atenção. Peguei nesses dois ingredientes e contornei o resto. Nada de manteiga nem as quantidades de farinha e afins que ela indica. Inventei um pouco e ficaram como eu gosto: pouco doces. Não são de facto queques para gulosos!

O que usei:
1 chávena farinha integral
1 chávena farinha com fermento
1/2 chávena açúcar
3 ovos pequenos
1/3 chávena óleo vegetal
1 embalage m queijo fresco
raspa de 1 limão grande
sumo de meio limão grande
2 colheres de sobremesa de sementes de papoila

Como fiz:
Aqueci o forno a 180º. Forrei o tabuleiro com formas de papel.
Peneirei as farinhas. Juntei o açúcar. Envolvi os ingredientes líquidos. Juntei aos secos sem mexer muito. Usei a colher de gelado para distribuir pelas formas. Levei ao forno cerca de 25 minutos. Deixei arrefecer na grelha.

Fradinho acompanhado



O tempo está estranho. Uns dias quentes, outros de ameaça de dilúvio. Depois os abafados. Mas já me apetece começar com aqueles jantares de verão, com uma sopa leve e depois um prato frio. Foi o caso de hoje.

A minha amiga A. deu-me uma grande saca de feijão frade de cultura biológica. Veio de uma quintinha de Castelo Branco. Antes da viagem cozi uma grande quantidade e congelei em pequenas doses para ir usando em diferentes situações. Hoje ao almoço deixei um saco médio a descongelar e quando chegou a hora de preparar o jantar não levei mais que 10 minutos.

Juntei uns pedaços de abacaxi, tomate, azeitonas verdes descaroçadas e filetes de atum. Temperei com azeite, flor de sal, pimenta, gengibre ralado, sumo de limão e polvilhei com coentros do vaso da varanda. Os primeiros! É a primeira vez que como algo que cultivei. E soube-me realmente bem. E claro que são biológicos!

segunda-feira, maio 30, 2011

Creme de ervilhas e alho




Hoje tentei reproduzir uma das sopas de Praga. Precisamente a que referi no post anterior do do Fusion Bar. O creme de ervilhas e alho com queijo creme.
Fazer receitas baseadas apenas na memória do paladar é uma aventura, um risco, quase uma lotaria. Mas acho que fiquei muito perto do sabor que experimentámos. Só não ficou mais perto porque propositadamente diminui a quantidade de alho a pensar no paladar mais sensível das crianças.

Curiosamente elas adoraram a sopa e apreciaram os pedacinhos de queijo a boiar pelas taças.

O que usei:
2 chávenas de ervilhas
1 cabeça de alho
1 batata
2 cebolas
azeite
sal
queijo creme

Como procedi:
Numa panela salteei o alho e a cebola no azeite. Depois coloquei as ervilhas e a batata. Acrescentei água e deixei cozer. Temperei com sal. Passei a varinha até obter um creme aveludado. Servi com queijo creme.

domingo, maio 29, 2011

De regresso







De regresso de Praga ainda sem grandes estadias pela minha cozinha.
Lembrei-me de fazer um pequeno "diário" das refeições por aquelas paragens.
As viagens são também descobertas gastronómicas para nós. Procuramos conhecer os produtos locais e os hábitos alimentares e por vezes as surpresas acontecem.
Em Praga a surpresa foi mais com a bebida: a cerveja. Eu que não sou grande apreciadora, gostei imenso da deles. Não é nada semelhante à nossa. Muita mais suave e com um aroma muito menos intenso. O copo, a mesa e as mãos não ficam com aquele cheiro característico e até um pouco repugnante. Clara ou escura, tirada à pressão, independente das diversas marcas, é sempre boa. E se for bebida dentro das cervejarias típicas, centenárias, melhor ainda. Mas isso fica para outro dia.
Hoje fica esta refeição no Fusio Bar. Um misto de comida checa com italiana. Algo muito comum por lá.
O início da refeição, uma sopa de alho com ervilhas. Pareceu-me que as sopas mais comuns são mesmo a de alho e a de cebola. Quase sempre com natas ou queijo.

Depois uma lasanha de frango. Absolutamente deliciosa. Já fui a restaurantes ditos italianos em que a lasanha não se comparava em qualidade a esta. Era acompanhada com uma salada de tomate cereja e rúcula temperada com pimenta que a tornava diferente.
Para terminar uma das sobremesas mais comuns. A strudel de maçã, servida morna com um creme de leite.
A incluir no roteiro com **** e sem ser obsceno na hora de pagar.