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domingo, fevereiro 22, 2009

De La Pena 2 - Guardiola 1



7=1


Ser considerado o "melhor do mundo [para a Fifa]" não acontece a muitos. Mas não passa disso, uma consideração, ou seja, uma opinião subjectiva, muitas vezes mais influenciada pelo marketing (que o digam os Ronaldos), às vezes pelo talento (que o digam Zidane e Kaká). Mas ser o melhor marcador da história do Real Madrid não é uma questão de opinião. É um facto. Um feito que poucos conseguiram, desde logo porque jogar pelo Real Madrid, o melhor clube da história do futebol, não o faz quem quer, mas quem pode e quem para isso revela valor, talento, honra e dedicação. E também porque, para além de terem de possuir todos esses atributos, que pensávamos reservados aos heróis épicos da literatura, era preciso superar Alfredo Di Stefano, um trabalho que o próprio Hércules encararia com temor. Don Di Stefano alcançara em 1964 216 golos na Liga pelo Real Madrid. Esse valor só agora foi superado, por Raúl González Blanco. Blanco de nome e honra, Raúl tem hoje 218 golos na Liga (311 em todas as competições; melhor marcador de sempre das competições da UEFA com 66 golos, 64 dos quais marcados na Champions, o que o torna no melhor marcador de sempre da mais importante competição de futebol profissional; melhor marcador da história da selecção espanhola, com 44 golos). Não é só a natureza que está escrita em linguagem matemática, no futebol os números costumam ser soberanos, sobretudo quando são golos, o único meio para atingir objectivo último do jogo - a vitória.
Enquanto os supostos "melhores do mundo" são aplaudidos pelos jornalistas e pelos volúveis mortais, a Raúl aplaudem Nike, da sua bancada do Olimpo, Wotan, do gelo escandinavo, Andraste, Brigantia e Mithras, das verdes terras dos Celtas, e também Clio, a musa da História. E todos nós, jogo a jogo, esperando mais um golo. E mais um. E mais um.

sábado, fevereiro 21, 2009

O ps é um partido curioso. Diz a lenda que foi um defensor da "democracia", mas mostra a sua prática (desde a sua criação até aos nossos dias, bem pior nos nossos dias, note-se) que nada tem de democrático. Desde logo, como bom partido de esquerda, só admite a sua opinião e a sua visão do mundo e dos factos. E quando os factos não se adequam às suas teorias, altera-os, omite-os, falsifica-os. A ligação do primeiro-ministro a uma (entre outras) graves situações de ilegalidades, desde a assinaturas e declarações erradas no caso da suposta licenciatura, os projectos manhosos de Guarda, os relatórios falsos da ocde, os magalhães entregues e retirados, os paineis solares a baico custo que afinal não o são, o freeport e tudo o que o rodeia, as ligações a Felgueiras, tantas vezes aludidas, mas nunca explicadas, tudo isso é negado pelo partido e pelos seus elementos, preocupados em manter as suas posições. Se a lei investiga, é porque está a ser manipulada, é porque há maquinações estranhas. Se há quem critique a visão iluminada das criaturas, é porque são derrotistas e incapazes de ver a luz.
Em relação ao clima anti-democrático existente em Portugal, e que este governo fomenta através de uma política de terror e ameaça, dois exemplos: a vergonhosa tentativa de censura a um acto carnavalesco, só porque o que era "criticado" era o magalhães, esse célebre pc português de treta; e a atitude da fascista margarida moreira, da dren, no caso de Paredes de Coura. Afinal, as escolas são autónomas quando interessa à senhora, mas já não o são quando não lhe interessa. Curiosamente, esta instituição tão zelosa das regras não tem quaisquer problemas em pedir (não deixando rasto de documentação escrita para evitar problemas) que uma escola falsifique declarações, produzindo papéis fictícios "para constar".

sexta-feira, fevereiro 13, 2009

Os dois procuradores adjuntos do ministério da república são elementos ligados ao PS. A senhora fez parte da comissão de honra (!) de mário soares, o que só por si é esclarecedor. O senhor é suspeito de ter dado o alerta à dona Felgueiras para a sua fuga paradisíaca no Brasil. E são estes senhores que investigam as corrupções do governo?

Gaia - o exemplo para o país

http://www.jornalaudiencia.net/aud2008/politica/exclusivo-luis-filipe-menezes-confiante-num-2009-em-grande.html

come on, come out


















?

Batem à porta. Distraído, rodo a maçaneta e, em primeiro plano, surge a sua figura frágil, presença única no corredor.
Ela sorri e pergunta:
- Podemos entrar?
Sem me dar tempo de estranhar o plural, acrescenta:
- É que somos dois.
Fala com naturalidade, enquanto passa por mim. Na verdade já o esperava. As conversas que tivemos na semana anterior deixaram poucas dúvidas. Confirmavam-se as suspeitas da mãe (que me falara do caso centrando as suas preocupações no que poderiam vir a ser os seus problemas pessoais), confirmaram-se as minhas suspeitas e as do Dr D. Ambos desconfiámos da ansiedade revelada no seu comportamento recente.
Da última vez que falara com a rapariga, antes da manhã da confirmação, evitei rodeios, mas ela preferiu contornar a conversa com negações e trémulas justificações.
- Tudo está bem, um atraso acontece de vez em quando, e têm acontecido vários ultimamente. Com a minha irmã passou-se o mesmo.
- Tens a certeza? Não adianta adiares o que em breve se saberá.
- Sim, tenho a certeza. É só um atraso. Nada mais. Tive sempre todas as precauções.
- Todas?
- Sim. A médica até me trocou a pílula, porque a que eu começara a tomar era demasiado fraca.
Mas não era um atraso. A ida ao médico, no dia após esta última conversa, confirmou a gravidez. A ansiedade dela parece ter-se dissipado com a confirmação. Entrou na sala sorridente, com uma leveza e uma alegria que eu não esperava e que a muitos tem espantado. Quando a notícia se começou a espalhar, todos se mostraram inicialmente incrédulos, fundando a incredulidade nessa incompreensível alegria. Agora eu é que estava a adiar a conversa. Tinha de pensar no que lhe iria dizer. Ou melhor, tinha de escolher cuidadosamente as palavras que fossem fiéis ao que queria dizer. Para isso precisava de tempo. E a aula que ia começar deu-me esse tempo. Não queria falar, pelo menos por agora, em frente aos alunos. Temia a reacção deles. Não é um grupo que inspire confiança nestas questões. Há ali línguas que são chicotes a julgar os outros.
No final da aula, falámos.
- A tua mãe já sabe?
- Já.
- E como é que reagiu?
- Não muito bem. A sorte é que a minha irmã me ajudou.
- E tu, como te sentes?
Encolhe os ombros.
- Normal. Bem.
- Falaste com a doutora?
(A doutora é quem a acompanha na protecção de menores)
- Sim, ela já sabe.
- E o pai?
- Também.
- Reagiu bem?
- Sim, disse que assumia.
- Está cá? Estuda?
- Não. Trabalha em Espanha.
- E quando vem?
- Daqui a quinze dias.
- E a mãe dele já sabe?
- Ainda não. (pausa) Ele diz que não tem coragem para lhe dizer. Vou eu falar com ela.
- Quando?
- Não sei. Talvez quando ele vier.
- E que pensam fazer?
- Ter a criança. Eu queria juntar-me, mas ele diz que ainda está confuso. Assume o filho, mas quanto a juntar-se, diz que ainda é cedo, que está muito confuso.
Quem vai tendo conhecimento do caso vai procurando explicações para tão improvável serenidade e alegria. A primeira hipótese assenta na imaturidade e na ingenuidade de quem não sabe a mudança que o seu mundo vai sofrer. A segunda hipótese olha para a gravidez como um pretexto para deixar uma casa onde a felicidade é a mais improvável das sensações. A irmã escapou da mesma forma e a fortuna com que o destino a bafejou, dando-lhe um companheiro com uma família acolhedora e compreensiva, poderá ter criado na rapariga a ilusão de sorte idêntica. Há ainda quem considere que a alegria é (pelo menos em parte) fruto das atenções que ela está a ter. Todos falam com ela com palavras de algodão, as anteriores críticas e condenações deram lugar a conselhos, os olás distraídos foram trocados por perguntas que denotam preocupação com o seu bem-estar, a escola que parecia apenas preocupada (assim pensaria ela) em impor-lhe regras e limites, agora "impõe-lhe" refeições regulares. Mesmo os colegas, que não tinham problemas em a criticar directamente, roçando a ofensa em várias situações, agora evitam fazê-lo e, pelo menos na aparência, tratam-na com carinho. Já discutem entre si possíveis nomes para a futura criança, já se chegam a ela encostando a orelha à barriga procurando ouvir o coração que já bate:
- Parece uma gota de água a cair, disse uma das colegas.
A mãe, quando a gravidez estava por confirmar, falara em expulsá-la de casa. O dr. D. lembrou-a que, se não expulsara a filha mais velha, não deveria expulsar a mais nova. Tudo parece estar mais pacífico desde então, mas a senhora é instável, e não se sabe quanto tempo durará esta acalmia. A tempestade poderá ter várias origens: a rapariga vai ganhar consciência da realidade e a forma como conseguir lidar com as mudanças será decisiva. Conseguirá ela cumprir regras quando nunca foi capaz de o fazer antes? Conseguirá resistir à tentação de sair de desaparecer de casa durante um ou dois dias em busca de diversão? Um bebé não tranca as portas nem prega as janelas, e sabe Deus que nem isso a prendeu antes. Conseguirá a mãe manter o frágil equilíbrio que por agora vai demonstrando? Como será a reacção do futuro pai e da sua família? Encontrará a rapariga a saída que parece desejar? Irão viver juntos, como acontece muitas vezes por aqui, para se separarem depois de algum tempo de discussões, ofensas e traições, como também acontece muitas vezes por aqui? Irão viver juntos e ser felizes (na medida em que ser feliz é possível, qualquer que seja a situação)? Irão viver separados, mas apoiando-se mutuamente? Irá ela criar a criança sozinha, como fazem muitas mulheres por aqui, mesmo as que são casadas?
Incógnitas como estas e outras mais multiplicam-se em redor de uma menina de 17 anos. Cada menina grávida contém em si inúmeras questões novas. Agora, para além desta rapariga, pensem em mais uma. E em mais uma. E (já se começa a falar) ainda em mais uma...

domingo, fevereiro 08, 2009

proença 1 - benfica 1

Pedro Proença, já aqui homenageado no passado, voltou a mostrar que é o homem certo para ajudar o fcp quando está em dificuldades. Sim, houve o célebre atraso que só ele viu, do Polga para o Stoiko, que deu o único golo da vitória do fcp sobre o scp. E hoje, conseguiu a proeza de ver, a dois metros do lance, sem nevoeiro nem obstáculos no seu caminho, um penalti que é como um unicórnio: não existe, nem aqui, nem na China. Só no dragão, na área certa. Isto é incompetência. É muito mais que incompetência. É mais grave.
E, claro, hoje jesualdo não vai falar de arbitragem. Why am I not surprised?
E não, não foi um erro. Porque já em relação ao "atraso" (mais um ser da família do unicórnio), pedro proença foi incapaz de admitir esse erro, preferindo declarar a sua total ignorância em relação às leis de jogo. Um homem que age assim sabe o que está a fazer. Ele mesmo o disse.
O filme corrupção passou hoje em directo na sporttv.

Livros

Na exposição, após os pequenos documentários, fortes e esclarecedores, havia um breve espaço para apresentar livros. E, ao contrário do que se pensa, adolescentes, de quem se diz "nunca lêem", ouviam interessados, folheavam, comentavam e pediam para levar.
"Está à venda?"
"Não, mas emprestam-se a quem quiser."
"Posso levar este?", Primo Levi, Se isto é um homem.
"Claro."
"Quando quer que o devolva?"
"Quando acabares de o ler."
*
Algum tempo antes, noutra sala bem próxima desta, duas ou três alunas liam, à espera da aula.
"Que estás a ler?"
E uma delas levanta a capa. E diz:
"Faz parte do nosso contrato de leitura. Mas não temos encontrado nada na biblioteca."
"E na papelaria há pouca coisa", diz outra.
"Há uma lista?", perguntei.
"Não. Podemos escolher o que quisermos."
Pois, mas estranha escolha a que se permite fazer a partir do nada, ou do quase nada.
"Na próxima semana trago-vos alguns para escolherem."
E assim foi. Na semana seguinte, levei a medo um monte (literal) de livros, não esperando grande adesão. Em poucos minutos, aquelas mãos demoliram o monte, escolhendo um, ou dois, até três livros. E já renovei a oferta, com sucesso.
E penso: se, em vez de magalhães, os nossos governantes ignorantes investissem em livros para as bibliotecas das escolas, o resultado seria certamente outro. Ah, claro, mas o ensino não pode ser "livresco" nem "tradicional" e tem de "preparar para a vida activa". Antes, chocava-me quando lia estes disparates na prosa ministerial (e dos doutos cientistas da educação). Hoje não me surpreendo. Os cientistas da educação e os nossos governantes venceram na vida sem lerem um único livro. Valter Lemos, por exemplo, deve ter lido a sua própria tese e as de outros "cientistas da educação", que cita e bajula. Estes, por sua vez, citam e bajulam a tese, criando um curioso círculo vicioso de auto e hetero promoção. Seria hilariante, se as consequências não fossem as que sabemos. Quanto a sócrates, a sua licenciatura diz tudo quanto a níveis de literacia.

Ora, nem mais...

"... o pluralismo não entra na cabeça de uma esquerda moralista e intolerante. Foi precisamente esta arrogância moral da esquerda, a que se junta uma óbvia falta de sentido de humor, que fizeram de mim uma pessoa à direita. "
(J. Pereira Coutinho, Expresso)

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

domingo, fevereiro 01, 2009

Há uns anos atrás, ainda a tua mãe era uma adolescente (pouco mais velha seria), recebeu uma prenda de dois amigos. Eu era um deles. Nessa prenda, um cd de canções para tu ouvires (se bem que o teu pai - e eu concordo com ele - prefira que ouças Pink Floyd e Dire Straits, mas para isso terás tempo e bons conselheiros), escrevemos dedicatórias. A minha já não a recordo palavra a palavra, mas não fugiria certamente ao que escrevo a seguir

"Canções para cantares e embalares as tuas meninas"

Coincidências? Na verdade, não creio que se tenha tratado de um acaso ou de estranha e mágica arte divinatória. Quando não sabemos explicar uma coisa, dizemos que foi o destino. Pois que assim seja. O destino trouxe-nos a tua irmã há uns anos atrás (poucos, mas que passaram tão depressa), e agora trouxe-te também para junto de nós. Falo em "nós" porque não vieste apenas para junto dos teus pais. No primeiro dia que te vi, estavas a dormir na casa dos teus avós. E, a rodear-te, estavam o teu pai e a tua mãe, os teus avós maternos e paternos, a tua irmã, os teus tios (os de sangue e coração e os de coração), a tua bisavó... Até o Farol, o gatinho ronronante, lá estava. Eu ia ficando como espectador, como quem admira a cena feliz de um quadro, até que, a dado momento, te colocaram no meu colo. Pensei que pressentisses a minha falta de jeito e começasses a chorar. Creio que ainda reclamaste um pouco, mas os meus braços ondularam e tu regressaste ao teu sono. Olhei em volta e realmente só poderias estar serena. Naquela sala, estavam aqueles que desejaram com toda a força que viesses ter connosco. O que escrevi na dedicatória, há muitos anos, não foi acaso nem adivinhação. Foi um desejo. E os desejos, com tantos corações a querê-los com tanta força, só podem concretizar-se. Foi um desejo, mas se quiseres que lhe continue a chamar destino, que assim seja.

Good Lord...


*
Bom, se o rapaz nem português fala (o próprio diz falar "brazilian", o que não deixa de ser esclarecedor)

sexta-feira, janeiro 30, 2009

Casting

Na RTP de hoje, a jornalista que apareceu a falar sobre o caso freeport foi a filha de Fátima Felgueiras. Que engraçado.
Sócrates é um homem honesto. Tão certo como ele ser engenheiro.
"O ex-director nacional da Polícia Judiciária, juiz Santos Cabral, assegurou, ontem, em declarações ao PÚBLICO que, até ter abandonado o cargo, em Março de 2006, o processo Freeport "teve o andamento prioritário e seguiu todos os procedimentos legais" e sublinha a certeza de que "ninguém ignorava a importância do processo".
O juiz Mouraz Lopes, então coordenador nacional do combate ao crime económico e financeiro da PJ, confirma. E nota que, a mando daquela direcção, foram realizadas buscas em Fevereiro de 2005 e expedida uma carta rogatória para Inglaterra, meio ano depois. O magistrado manifesta ainda a total disponibilidade para esclarecer "todos os pormenores sobre o assunto em sede própria" (Parlamento) se para isso for solicitado.
(...)
"Não faço a mínima ideia do que aconteceu com o processo depois da minha saída", diz Santos Cabral, que foi demitido em Abril de 2006 na sequência de um conflito institucional com o ministro da Justiça. Na altura alguns observadores relacionaram essa demissão com o empenho posto na investigação do processo Freeport. Foi substituído na direcção da PJ por Alípio Ribeiro e era então procurador-geral da República Souto Moura."
(Público)
"O Presidente da República manifestou hoje a sua “perplexidade” pela forma como se legisla em Portugal em matérias tão relevantes como divórcio e disse temer que o novo diploma sobre esta matéria leve ao aumento do número de novos “novos pobres”." (Público)

quinta-feira, janeiro 29, 2009

A Leitora


Jean Honoré Fragonard (c. 1770-72)

quarta-feira, janeiro 28, 2009

O grande estudo que era da ocde até se descobrir que não era

RTP, 26 de Janeiro de 2009:
"Um relatório da OCDE elogia as reformas do Governo de José Sócrates no Ensino Básico. O primeiro-ministro, visivelmente satisfeito com os elogios, aproveitou-os para criticar os partidos de Oposição.
A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) apresentou hoje publicamente o seu relatório sobre a política educativa para o primeiro ciclo (2005-2008) em Portugal. No relatório, a organização internacional elogiou as reformas introduzidas pelo Governo no Ensino Básico como o encerramento das “pequenas e ineficazes escola do primeiro ciclo” e a “oferta de escola a tempo inteiro”, mas ao mesmo tempo recomenda ao Executivo a necessidade de proceder ao enriquecimento curricular. O primeiro-ministro, José Sócrates, depois de ouvir Deborah Roseveare da OCDE, que apresentou o Relatório, e a ministra da Educação assegurar que o que ainda não foi feito seguramente se deveu a falta de tempo ou de verbas, aproveitou para fazer um ataque cerrado à Oposição. “Que pobreza no debate político, que lamentável atitude de tantos partidos que quando olham para isto (relatório da OCDE) são capazes de dizer: Lá está o Governo a trabalhar para as estatísticas”, afirmou Sócrates. “Trabalhar para as estatísticas? É assim que se referem a isto? Que lamentável. Que lamentável o debate político que se concentra nisso”, continuou o primeiro-ministro. “Às vezes é preciso vir alguém de fora para nos dizer de forma tão sonora, tão vibrante e tão entusiasmada, como disse a Deborah: Bravo”, concluiu o chefe de Governo. "
O jornalista que publicou a notícia chama-se Eduardo Caetano.
" Segundo o primeiro-ministro, o Executivo nunca atribuiu o estudo à OCDE. E citou o prefácio do documento para mostrar que “segue de perto a metodologia e abordagem da OCDE” mas que foi feito por “peritos internacionais independentes”."
*
Hipóteses:
1. Sócrates mentiu no dia 26 de Janeiro, a ministra da educação mentiu, o governo mentiu;
2. O jornalista publicou uma notícia falsa por incompetência (não leu o relatório; quis elogiar o governo; publicou o que lhe mandaram publicar - riscar o que estiver errado); se o jornalista errou, por que motivo ninguém do governo veio corrigir o erro? E onde estão os autores do estudo? Não se sentiram atingidos por darem os louros do seu trabalho à ocde?
3. Sócrates mentiu no dia 28 de Janeiro, no parlamento, aos deputados da assembleia da república.
Não encontro outras hipóteses. Se o jornalista errou, que seja penalizado (um jornalista que não sabe ler ou não se sabe informar, o que está a fazer na RTP? Bom, se calhar está no local certo...) Se sócrates mentiu, o que está a fazer no governo de Portugal?
Se tiverem outras hipóteses, agradeço que me esclareçam.

domingo, janeiro 25, 2009

O Jesualdo desta semana não comenta a arbitragem

«Não sou avaliador, não dou classificações nem sou da comissão de arbitragem. De onde estava, não dava para ver bem. Agora, vou para casa ver os lances, perguntem-me na próxima conferência de imprensa.»
(Jesualdo Ferreira - Mais Futebol)

quinta-feira, janeiro 22, 2009

Pogues - Rainy night in Soho

I've been loving you a long timeDown all the years, down all the daysAnd I've cried for all your troublesSmiled at your funny little waysWe watched our friends grow up togetherAnd we saw them as they fellSome of them fell into HeavenSome of them fell into HellI took shelter from a showerAnd I stepped into your armsOn a rainy night in SohoThe wind was whistling all its charmsI sang you all my sorrowsYou told me all your joysWhatever happened to that old songTo all those little girls and boysSometimes I wake up in the morningThe gingerlady by my bedCovered in a cloak of silenceI hear you talking in my headI'm not singing for the futureI'm not dreaming of the pastI'm not talking of the fist timeI never think about the lastNow the song is nearly overWe may never find out what it meansStill there's a light I hold before meYou're the measure of my dreamsThe measure of my dreams

Toto - Africa




(...) The wild dogs cry out in the night
As they grow restless longing for some solitary company
I know that I must do what's right
Sure as Kilimanjaro rises like olympus above the Serengeti
I seek to cure whats deep inside, frightened of this thing that I've become

It's gonna take a lot to drag me away from you
There's nothing that a hundred men or more could ever do
I bless the rains down in Africa
Gonna take some time to do the things we never had
(...)

Supertramp - It's raining again

Não votes PS

Pois, é mesmo por causa disso

"Caso Freeport: buscas a tio de Sócrates foram feitas a pedido das autoridades inglesas " (Público Online)
*
"O primeiro-ministro espera que as autoridades judiciais sejam rápidas no trabalho que têm que fazer relativamente ao caso Freeport. José Sócrates recordou que durante a campanha eleitoral de 2005 o caso tinha sido abordado pela primeira vez, e alerta que o caso volta agora, quando vão ser disputadas eleições outra vez." (Público Online)
*
Curioso alerta o do primeiro-ministro. Estará ele a sugerir que o PSD (ou qualquer outra força da oposição ao seu "grande" trabalho tem poder suficiente para condicionar a acção da polícia britânica?

segunda-feira, janeiro 19, 2009

Aahhh!!!

"Morreu ontem em Lisboa o músico João Aguardela, que faria 40 anos em Fevereiro. Vocalista, líder e fundador dos Sitiados, banda que conheceu o sucesso nos anos noventa, Aguardela foi também o mentor de projectos como Megafone, Linha da Frente (formado por vocalistas de várias bandas nacionais interpretando textos de poetas portugueses) e A Naifa, o seu mais recente projecto com Luís Varatojo, com três álbuns editados aclamados pela crítica e pelo público.Aguardela, vítima de cancro, será cremado amanhã, às 16h00, no cemitério do Alto de São João, em Lisboa."

quinta-feira, janeiro 15, 2009

Chamem-me o que quiserem

...mas, regra geral, eu daria o mesmo conselho a qualquer rapariga com quem me preocupe e de quem goste. Depois, se conhecesse o candidato a noivo, poderia (ou não) mudar de opinião. Mas não vejo a razão de tanta gente chocada.

Sono








O Sono
O sono que desce sobre mim,
O sono mental que desce fisicamente sobre mim,
O sono universal que desce individualmente sobre mim —
Esse sono
Parecerá aos outros o sono de dormir,
O sono da vontade de dormir,
O sono de ser sono.
Mas é mais, mais de dentro, mais de cima:
E o sono da soma de todas as desilusões,
É o sono da síntese de todas as desesperanças,
É o sono de haver mundo comigo lá dentro
Sem que eu houvesse contribuído em nada para isso.
O sono que desce sobre mim
É contudo como todos os sonos.
O cansaço tem ao menos brandura,
O abatimento tem ao menos sossego,
A rendição é ao menos o fim do esforço,
O fim é ao menos o já não haver que esperar.
Há um som de abrir uma janela,
Viro indiferente a cabeça para a esquerda
Por sobre o ombro que a sente,
Olho pela janela entreaberta:
A rapariga do segundo andar de defronte
Debruça-se com os olhos azuis à procura de alguém.
De quem?,
Pergunta a minha indiferença.
E tudo isso é sono.
Meu Deus, tanto sono!...
Álvaro de Campos, in "Poemas"


Alguém diz com lentidão:
«Lisboa, sabes…»
Eu sei. É uma rapariga
descalça e leve,
um vento súbito e claro
nos cabelos,
algumas rugas finas
a espreitar-me os olhos,
a solidão aberta
nos lábios e nos dedos,
descendo degraus
e degraus
e degraus até ao rio.

(Eugénio de Andrade)






terça-feira, janeiro 13, 2009































Hoje, a campanha eleitoral do super-carneiro, com o seu fato de super-herói colete laranja da protecção civil continuou na televisão. É jornalismo à moda portuguesa, por isso vale o que vale.

500

Parece que fue ayer cuando un 29 de octubre de 1994 saltaba al terreno de juego de La Romareda un joven de 17 años que respondía al nombre de Raúl González. Quince temporadas después, el actual capitán del Real Madrid tiene a los 31 una cifra de partidos que muy pocos han conseguido alcanzar. Contra el Mallorca, Raúl ha llegado a los 500 encuentros en Liga, siendo en 471 titular. Una nueva muestra de la importancia del ‘7’ tanto en el Real Madrid como en todo el fútbol español.
A lo largo de su carrera, Raúl González no ha hecho más que sumar records. El último, por lo menos hasta ahora, se ha concretado este domingo en el Ono Stadi de Mallorca. El capitán madridista salía de titular en el equipo de Juande y alcanzaba los 500 partidos en el Campeonato Nacional de Liga. Una cifra reservada únicamente a unos pocos elegidos – cinco hasta ahora- y que Raúl, con 31 años, es el más joven en alcanzar. Medio centenar de partidos dan para mucho. Sobre todo si eres Raúl. El ‘7’ madridista ha levantado en seis ocasiones el campeonato, dos de ellas como capitán del equipo, y ha conseguido dos veces alzarse con el Trofeo Pichichi, concretamente en las temporadas 1998-99 y 2000-01. En total ha marcado 212 goles, siendo el sexto máximo goleador de la historia de la competición y colocándose a sólo a cuatro de Don Alfredo Di Stéfano, máximo artillero de la historia del Real Madrid en Liga. A su calidad y capacidad goleadora hay que sumarle otra cualidad tan importante o más que las anteriores: La actitud. Raúl es un ejemplo dentro y fuera del campo. Dentro, la muestra se refleja en que en 500 partidos no ha sido expulsado ni una sola vez y únicamente ha visto 22 tarjetas amarillas. Fuera, el capitán del Real Madrid es un ejemplo de profesionalidad como pocos. Con este medio millar de partidos, Raúl se une a un selecto grupo. Y es que sólo cinco jugadores han conseguido superar los quinientos partidos en competición nacional: Andoni Zubizarreta – 622 partidos-, Eusebio Sacristán -543-, Paco Buyo -542-, Manolo Sanchís -523- y Miquel Soler -504-.

O melhor do Mundo pela FIFA




Vencedor da Liga dos Campeões

Melhor marcador da Liga dos Campeões

Melhor Jogador das competições da UEFA

Melhor Avançado das competições da UEFA

Bota de Ouro europeu Campeão inglês

Melhor Jogador da Premier League para adeptos, jornalistas e futebolistas

Melhor marcador da Premier League

Equipa do ano da Premier League

Quartos-de-final do Euro-2008

Bola de Ouro da «France Football»

Jogador do ano da revista «World Soccer»

Onze de Ouro do jornal «L¿Équipe»

segunda-feira, janeiro 12, 2009

Um homem coerente e que nunca fala de arbitragens

24-08-2007
O Sporting nunca faz pressão e as coisas nunca acontecem. Não acontece nada com o Sporting. As pessoas têm memória curta. É o que vou fazer agora e por isso não falo da Supertaça e de Bruno Paixão", disse Jesualdo Ferreira, crítico quanto à actuação do árbitro setubalense na derrota (1-0) de há duas semanas em Leiria.
27-01-2008
"O critério foi diferente e perder por um não é a mesma coisa que perder por dois. Se o lance do golo do Lisandro é ilegal, o segundo do Sporting também devia ser anulado. Claro que teve influência directa no resultado"
(Jesualdo Ferreira - SIC)
23-08-2008
"Não falo de arbitragens, não culpo os árbitros pelas derrotas do FC Porto. Nunca fui assim nem vou ser assim. Vamos ser honestos nas avaliações e não vamos criar à partida um campo favorável a que se especule como bem se quiser"
(Jesualdo Ferreira - RTP)
Após a terceira jornada da Liga:
«Em todos os jogos que realizámos fomos melhores do que os nossos adversários.»
«Houve comportamentos que avaliámos nestas três primeiras jornadas. O Apito Dourado foi tantas vezes referido que está a condicionar a competência das pessoas, e estou a falar da arbitragem. Se olharem para os três jogos, e para os encontros dos três grandes, vão perceber que isto não é um choradinho. Isso, contudo, não retira nada à nossa falta de competência perante o Rio Ave.»
«O facto de haver um sumaríssimo para o Luisão não impediu que ele continuasse em campo contra o F.C. Porto. E posso também falar do jogo do Sporting em Braga e do penalty do Benfica em Paços de Ferreira. Essa mão foi claríssima e assinalada, porque é que a mão do jogador do Rio Ave não foi? Não falo sobre suspeições, nem truques, nem esquemas, apenas de competência.»
(Jesualdo Ferreira - Portugal Diário)
*
2 de Janeiro de 2009
"As arbitragens têm influência em todos os campeonatos. Não apenas neste mas em todos. Agora parece-que que há uma pressão grande sobre a arbitragem."
(Jesualdo Ferreira - Record)
*
12 de Janeiro de 2009
"O Trofense praticou antijogo de forma sistemática e o árbitro permitiu. Além disso, houve um penálti sobre o Lisandro que não foi marcado. Precisamente o contrário do que sucedeu ainda há pouco tempo com outro candidato ao título...".
(Jesualdo Ferreira - Record)

telemóveis











Templo Hindu de Lisboa - Julho de 2008


Templo Hindu de Lisboa - Julho de 2008
















sábado, janeiro 10, 2009

Ridículo prós e contras

Com o país no estado em que está, com as suspeitas de corrupção que pairam sobre um elemento importante do PS (à escolha), com a entrevista de Ferreira Leite à TVI, com as previsões todas a contrariarem as visões socráticas, eis que o prós e prós faz um debate sobre um assunto que, pelos vistos, preocupa alguém na RTP: cristiano ronaldo. Se não é para desviar as atenções do resto, então gostaria de conhecer os critérios da dona fátima para os temas do seu programa...
*
Já agora, por que motivo a entrevista de Ferreira Leite não merece um prós e prós, como aconteceu com a mais recente sessão de propaganda televisiva de Sócrates?

perfect ten



neve











olha olha... quem será?

Quem será o ministro? Mais um mistério que (não) se vai dissipar.
Notícia de arquivo.

sexta-feira, janeiro 09, 2009

Como na página da Fifa se votou assim, lá teve um jornal português teve de se procurar outro sítio onde se votasse assim, como lhes convém.

Estranhos adolescentes serão estes

"A defesa de Carlos Cruz atribuiu hoje a "fantasias de adolescentes" as acusações de abusos sexuais feitas ao apresentador de televisão por três das testemunhas do processo Casa Pia."
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Já fui adolescente. Trabalho há anos com adolescentes. E não conheci nenhum rapaz que tivesse, como fantasia, dizer em público que foi violado por gente famosa, sujeitando-se à humilhação, ao gozo, aos olhares envergonhados dos familiares e jocosos de amigos, conhecidos, vizinhos e desconhecidos, colocando-se debaixo da ira de gente muito mais poderosa do que eles são.
*
No meu tempo, as fantasias de adolescentes passavam mais por aqui (lembro-me de um amigo de infância que passou semanas a falar desta cena do Exotica):

Como fazer do mau tempo uma oportunidade para a propaganda

Já começou a campanha eleitoral, também para as eleições autárquicas. Esta notícia podia ter sido evitada se as escolas tivessem sido fechadas a tempo e horas, quando a Protecção Civil fez os necessários alertas. Mas, se tal tivesse acontecido, os alunos teriam chegado a casa sem problemas e não haveria notícia e não haveria um presidente da câmara para aparecer na televisão, a dizer que se fez tudo quando, na verdade, se fez tudo mal. A jornalista, claro, também ajudou, com o "inesperado nevão", inesperado para ela, provavelmente, porque não deve ter visto noticiários nem as previsões do tempo para hoje.

segunda-feira, janeiro 05, 2009

domingo, janeiro 04, 2009

Contas que eu gostava de ver

Gostaria que um dos nossos jornais, que tanta investigação dizem fazer, fizessem um simples exercício: calcular qual o valor da despesa do Estado com os funcionários públicos e qual o valor da despesa do Estado com reformas a ex-deputados, ex-gestores públicos, dinheiro perdido em negócios obscuros, que parecem só beneficiar os privados que os assinam e prejudicam o Estado, ajudas de custo a deputados, ministros, acessores, deputados europeus, trocas de veículos de gama alta para os vários ministérios, ajudas no pagamento de alojamento a deputados e outros agentes políticos que dizem viver fora de Lisboa para receberem essas ajudas... Acho que chega, mas poderia aumentar a lista. E depois, das duas uma: ou o Estado gasta mais com os funcionários públicos (que o governo apresenta como os principais responsáveis pela crise estrutural de Portugal), ou gasta mais com as mordomias e os negócios obscuros de quem governa. Se for a primeira hipótese, de bom grado darei a mão à palmatória. Se for a segunda...

Mentes



* Este blog já atingiu as 1000 mensagens

sábado, janeiro 03, 2009

"O Parlamento português já não surpreende. Ninguém espera absolutamente nada daquela casa. Serve para completar a maquinaria democrática, mas foi rebaixado a um papel secundário. Qualquer câmara de televisão é mais importante do que aquela instituição. Aliás, os que ainda se dedicam a fazer discursos ou aparecer no hemiciclo fazem-no apenas com a televisão no espírito. Já se viram ministros e deputados a falar olhando para as câmaras, nem sequer para os seus pares. O tom geral dos debates, pelo tom e pelos berros, mais parece o de uma lota de peixe. Raros são os deputados que falam normalmente e expõem os seus pontos de vista com argumentos racionais. Mais raros ainda são os que mostram sinais exteriores de pensarem quando falam.
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Começam a surgir ideias e propostas para punir os deputados faltosos. Marquem-se faltas, dizem uns. Reduza-se o vencimento. Excluam-se os faltosos das listas nas próximas eleições. Publiquem-se regularmente os nomes dos que faltam. A verdade é que estas sugestões equivalem a colocar gesso numa perna de pau. Sem funções reais, sem independência, sem responsabilidades individuais, sem mandato pessoal e sem necessidade de prestar contas directamente aos eleitores, os deputados serão sempre o que são, apêndices estatísticos. Este Parlamento não é uma metáfora: é o retrato exacto e verdadeiro da democracia que temos."

António Barreto, « Retrato da Semana» - «Público» de 14 de Dezembro de 2008

sexta-feira, janeiro 02, 2009

Jorge Sampaio dixit

“Não gostaria de ver um ambiente político, apesar de haver tantas eleições para o ano, que se degradasse ao nível da conflitualidade que não é significativa, que não é importante”, disse este ex-Presidente à Renascença.

Mudou a economia, mudou o presidente dos EUA, até
mudou o ano, mas Jorge Sampaio continua igual a ele próprio. O homem fala, mas a gente não o compreende.

quinta-feira, janeiro 01, 2009

Mensagem séria para 2009

2008 e 2009

Governo em 2008: arrogante, incompetente, sujo, __________ (preencham com o adjectivo que quiserem)
Votos para 2009: que caia

PSD: ridículo
Votos para 2009: que oficialize o divórcio interno

Regime: moribundo
2009: que alguém o desligue das máquinas

Primeiro-ministro: a maior vergonha de Portugal, desde os tempos da fundação
2009: que regresse (salvo seja) à escola para, pelo menos, aprender inglês; e pare de nos envergonhar, deixando de ser primeiro-ministro

PCP: a subir, apesar de estar na mesma
2009: não tenho votos para o PCP

Restantes partidos: irrelevantes
2009: extinção seria bem vinda

Melhor livro que li em 2008: V. S. Naipaul, Magic Seeds
Pior livro que li em 2008: J.Manuel Saraiva, Aos olhos de Deus (muito muito mau)

Melhor concerto: Leonard Cohen
Melhor concerto português: Mariza
Pior espectáculo a que assisti: Carmina Burana com flamenco, no Coliseu do Porto (um espectáculo mau, com dançarinos em dificuldade para se manterem em pé, numa sala desconfortável, e com som de qualidade inferior a um rádio de pilhas)

Melhor filme: Expiação

Melhor acontecimento político internacional: O Não Irlandês ao Tratado de Lisboa
Pior acontecimento político internacional: a ratificação do acordo ortográfico e a morte oficial da Língua Portuguesa

Óbitos a salientar: Cavaco Silva enquanto político relevante; Terceira República enquanto regime político credível; Carlos Queirós enquanto treinador (um nado-morto, sejamos sinceros);

O melhor no desporto: Real Madrid, bi-campeão de Espanha; Participação portuguesa nos Jogos Paralímpicos; o despedimento (embora muito tardio) de schuster;
O pior no desporto: Ida de Portugal aos Jogos Olímpicos; as não decisões do apito dourado; Queirós na selecção; a continuação de P. Bento no SCP; o campeonato português de futebol;

Acontecimentos aguardados com ansiedade em 2009: a transformação do super-obama em presidente real dos EUA; a queda de sócrates (nem que seja da cadeira). Nada mais.
Dados curiosos. Eis o número de soldados americanos mortos anualmente nas duas últimas décadas (exceptuam-se os últimos três anos, para os quais ainda não há números oficiais, creio eu). Assim, e contrariando o que se ouve nas nossas belas televisões, as duas guerras de Bush foram menos mortíferas do que os tempos do pai Bush ou de Reagan. E mesmo o tão elogiado período pacífico (invasão da Somália?) de Clinton ficou bem perto dos valores de Bush filho. E durante o seu governo, os EUA estiveram (e estão) envolvidos em duas importantes guerras, no Iraque e no Afeganistão.
Presidentes.................. mortos (anos)
George W. Bush ........... 5187 (2001-2004)
Bill Clinton .................... 4302 (1993-1996)
George H.W. Bush ........ 6223 (1989-1992)
Ronald Reagan ............... 9163 (1981-1984)

quarta-feira, dezembro 31, 2008

Dylan's secret

Barbara Allen






Twas in the merry month of May
When green buds all were swelling,
Sweet William on his death bed lay
For love of Barbara Allen.

He sent his servant to the town
To the place where she was dwelling,
Saying you must come, to my master dear
If your name be Barbara Allen.

So slowly, slowly she got up
And slowly she drew nigh him,
And the only words to him did say
Young man I think you're dying.

He turned his face unto the wall
And death was in him welling,
Good-bye, good-bye, to my friends all
Be good to Barbara Allen.

When he was dead and laid in grave
She heard the death bells knelling
And every stroke to her did say
Hard hearted Barbara Allen.

Oh mother, oh mother go dig my grave
Make it both long and narrow,
Sweet William died of love for me
And I will die of sorrow.

And father, oh father, go dig my grave
Make it both long and narrow,
Sweet William died on yesterday
And I will die tomorrow.

Barbara Allen was buried in the old churchyard
Sweet William was buried beside her,
Out of sweet William's heart, there grew a rose
Out of Barbara Allen's a briar.

They grew and grew in the old churchyard
Till they could grow no higher
At the end they formed, a true lover's knot
And the rose grew round the briar.

canção popular, provavelmente de origem escocesa ou irlandesa, referenciada desde o século XVII.


Existem várias versões, aqui compiladas:

terça-feira, dezembro 30, 2008

domingo, dezembro 28, 2008

Os hinos dos grandes (Benfica, Sporting, Académica, Belenenses e Porto), no maisfutebol.
*
E em primeiro lugar está Luís Piçarra (adoro a parte das papoilas saltitantes):

 Luis Piçarra - Hino do Benfica

Em algumas coisas estamos ao nível da Espanha (ou "melhor")

"Yo no sé durante cuánto más tiempo tendrá sentido que escribamos artículos los que los hacemos, pero me temo que es un género al que le queda poca vida. Tal vez desaparezca sólo a la vez que los periódicos, al menos los de papel impreso, pero también es posible que le llegue antes su hora, dado el número creciente de lectores que no sabe entenderlos o -lo que es aún más deprimente- no está dispuesto a entenderlos, no le da la gana de hacerlo. Entre los que no saben se cuentan cada vez más jóvenes, como ponen de manifiesto los informes PISA y demás encuestas sobre la enseñanza, según las cuales va siempre en aumento la proporción de estudiantes incapaces de comprender un texto breve, no digamos de resumirlo. Y es de suponer que, cuando dejen atrás sus estudios y ni siquiera tengan que ejercitarse ni examinarse, los comprendan aún menos, por lo que la población adulta futura será analfabeta en la práctica: sabrá leer palabras sueltas, pero no las entenderá combinadas, y sobre todo no entenderá los conceptos, los razonamientos ni las argumentaciones, ni podrá detectar una contradicción ni una incongruencia. Habrá excepciones, claro está, y serán ellas las que manejen el cotarro, porque en contra de lo que muchos jóvenes y pedagogos creen -que no sirve de nada aprender lo que no va a utilizarse profesionalmente-, quienes tengan una cabeza estructurada seguirán siendo los sobresalientes del mundo. El que sepa latín -”una pérdida de tiempo”- y matemáticas -algo “casi innecesario”, con las máquinas calculadoras- sacará una ventaja insalvable a sus especializados contemporáneos."