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segunda-feira, agosto 10, 2009

As soon as your born they make you feel small
By giving you no time instead of it all
Till the pain is so big you feel nothing at all

Working Class Hero is something to be
Working Class Hero is something to be

They hurt you at home and they hit you at school
They hate you if you're clever and despise a fool
Till you're so fucking crazy you can't follow their rules

Working Class Hero is something to be
Working Class Hero is something to be

When they've tortured and scared you for 20 odd years
Then they expect you to pick a career
When you can't really function you're so full of fear

Working Class Hero is something to be
Working Class Hero is something to be

Keep you doped with religion, sex and T.V.
And you think you're so clever and classless and free
but you're still fucking peasants as far as I can see

Working Class Hero is something to be
Working Class Hero is something to be

There's room at the top I'm telling you still
But first you must learn how to smile as you kill
If you want to be like the folks on the hill

Working Class Hero is something to be Yes,
A Working Class Hero is something to be

If you want to be a hero well just follow me
If you want to be a hero well just follow me

(John Lennon - Working Class Hero)

Supertaça 2009/2010 já tem dono....

domingo, agosto 09, 2009



Across the Universe

Boss

Portugal no seu melhor, como dizem os outros...

A love story



O rei Edward I de Inglaterra, alcunhado de "longshanks" (pernas-longas) devido aos seus assombrosos (para a época) 1,88m de altura, é uma figura que a maioria de nós ficou a conhecer graças ao desempenho de Patrick McGoohan no filme Braveheart, de Mel Gibson. Mas será que ficámos realmente a conhecê-lo? O filme foi justamente elogiado pelo realismo com que representou a guerra medieval, mas foi igualmente criticado por alguns erros históricos. Alguns desses erros não foram, aliás, meras distracções, foram essenciais para construir e "romancear" a história de William Wallace: basta lembrar a relação amorosa que o filme estabelece entre Wallace e a princesa francesa que casara com o descendente de Longshanks, obviamente impossível de ter ocorrido porque quando Wallace morreu, em 1305, Isabella de França tinha apenas 10 anos de idade. Claro que é possível que os quatro filhos que Isabella teve não fossem do marido e rei Edward II, já que a homossexualidade deste, retratada no filme, parece ter fundamento histórico.



Quanto a Edward I, o filme dá-nos a imagem de um homem cruel, calculista e sem sentimentos. Talvez o tenha sido, sobretudo para os seus inimigos. Mas Edward mostrou em relação à sua primeira mulher, Eleanor de Castela (ela tinha treze anos e ele quinze quando casaram, em 1254) sentimentos de grande amizade e amor. Deste casamento, gerado por um acordo político, como todos os outros da época, nasceram 15 filhos, um número impressionante.



Eleanor morreu com 49 anos, em Harby, Nottinghamshire, durante uma viagem com destino a Lincoln, na companhia do rei (as cortes régias na Idade Média eram, em certa medida, itinerantes). Atacada por uma febre, que já no passado a tinha atormentado, a rainha recebeu a extrema-unção e faleceu na noite de 28 de Novembro de 1290, com Edward à sua cabeceira.



O corpo foi preparado para ser sepultado com a dignidade que uma rainha merecia, recebendo um processo de embalsamamento. As vísceras foram retiradas e ficaram sepultadas na Catedral de Lincoln, onde uma réplica do seu túmulo foi construída. O corpo e o coração foram de seguida transportados, num longo e doloroso cortejo fúnebre, até à abadia de Westminster, em Londres.

(túmulo de Eleanor na catedral de Lincoln)

As viagens medievais eram lentas, as terras ficavam a dias de distância, não a horas como hoje. Quando a noite caía, a marcha parava, para descanso de todos, incluindo dos animais. Este cortejo, em particular, foi forçado a parar 12 noites até chegar ao seu destino. E em cada um desses locais onde o corpo de Eleanor foi velado, Edward mandou construir os mais belos monumentos funerários da Inglaterra medieval (talvez mesmo de toda a sua história): doze cruzes que ficaram conhecidas como Eleanor Crosses, as cruzes de Eleanor. Das 12, apenas 3 restam, hoje em dia. A última cruz, correspodente à última paragem, foi erigida na pequena área populacional de Charing, bem próximo de Westminster. Por esse motivo, esse local é ainda hoje conhecido como Charing Cross!

(mapa com a localização das cruzes em homenagem a Eleanor)

O corpo de Eleanor foi sepultado na abadia de Westminster e o seu coração ficou na igreja do mosteiro dos dominicanos (conhecidos por Blackfriars), mais tarde encerrado por ordem de Henrique VIII, no século XVI.

quarta-feira, agosto 05, 2009





e o inevitável



já bem retratado aqui:

A Turma

(François Bégaudeau - D. Quixote)
Ainda não vi o filme. Preferi começar pelo livro. E confesso ter passado pelo texto impávido como se estivesse a ler páginas do meu diário (isto é, se eu tivesse um diário e o usasse para falar do trabalho, o que seria muito triste). Não há nada de surpreendente no que é narrado. Salvo um ou outro pormenor, a realidade escolar ali retratada poderia ser a portuguesa. Os problemas são os mesmos: alunos desinteressados, professores desanimados, burocracia, a mesma incapacidade para resolver problemas que escapam ao controlo de professores, alunos e famílias, e muito eduquês a empurrar os adolescentes para futuros de analfabetismo funcional sob a capa das novas aprendizagens ditas tecnológicas e profissionais e que se limitam a preparar alunos para, como ironiza uma das personagens, ordenar caixas num supermercado. Foi bom saber de algumas diferenças: por exemplo, as escolas francesas têm o poder de expulsar alunos que consideram prejudiciais, pelo seu comportamento, algo que por cá seria impensável. E, a avaliar pelos casos que o livro apresenta e que foram alvo dessa expulsão, teria ficado sem cinco ou seis alunos este ano... Aliás, teria ficado praticamente sem uma turma inteira, que de bom grado expulsaria para os desfiladeiros mais profundos e inóspitos dos Himalaias, sem qualquer peso na consciência. Outra diferença, naquela escola não há a obsessão da informática como caminho para o Nirvana do progresso e da aprendizagem sem esforço.

Se houve gente surpreendida, chocada, sensibilizada (escolher o que interessa) com o livro, tal só se explica pelo desconhecimento que têm do que são as nossas escolas hoje em dia, seja em França, seja na Inglaterra, seja por cá, na parvónia do magalhães. De qualquer modo, é uma leitura agradável e por vezes divertida. E não tenta dar-nos um discurso politicamente correcto à BE nas questões raciais e culturais, nem nos impinge o melodrama fácil e improvável do clube dos poetas mortos.

segunda-feira, agosto 03, 2009

domingo, agosto 02, 2009

Mudanças

E eis que, ao fim de três anos, tudo o que fui acumulando lá no norte teve de ser empacotado, ensacado, seleccionado, separado, dividido e transportado até Coimbra. Em três anos acumula-se mais do que se imagina. Foram duas semanas e duas viagens para trazer (quase) tudo. Agora resta esperar até ao momentos em que as criaturas que nos governam de forma tão sábia e atenciosa se dignem a informar onde podemos ir trabalhar no próximo ano (os que puderem ir, claro). Se tudo funcionasse minimamente bem (já não digo bem, porque com socialistas seria uma utopia), saberíamos a tempo de levar tudo da terra do passado para a do futuro, sem necessitar de apeadeiros. Mas não é assim, isto é Portugal, isto é ministério da educação. Com sorte, saberemos até ao final de Agosto, provavelmente a dois ou três dias de entrar ao serviço. Se tivermos sorte. Que importa termos milhares de pessoas em trânsito com carros apinhados de roupas e livros e copos e pratos e fotografias e electrodomésticos e cadernos e canetas e cds, andando de lá para cá e de cá para lá? Que importa se entretanto os infantários da nova terra já estão lotados e não há lugar para os filhos dos recém-chegados? Que importa se entretanto as casas e quartos de qualidade e preço adequado se encontram já arrendados? Que importa que se dupliquem esforços de carrega, descarrega, ou se dupliquem as viagens (e o consumo de combustível, que não está barato e é poluente? Que importa que se perca tempo inutilmente?
Vida boa, dizem.

segunda-feira, julho 27, 2009

sexta-feira, julho 17, 2009

Vê-se que sabem do que estão a falar

Para lá do inglês técnico, eis a matemática técnica do auto-intitulado engenheiro primeiro-ministro de Portugal:

http://olhardomiguel.wordpress.com/2009/07/14/hilariante-2/

*
Nos cursos profissionais o abandono e o insucesso são menores! Pudera! É praticamente impossível dar uma negativa com os critérios de avaliação lá aplicados, somados às pressões que os executivos fazem para que todos passem (mesmo que não compareçam às aulas), somado ainda à pressão que as direcções regionais fazem sobre os conselhos executivos (ameaçando com cortes de verba em caso de alunos que não sejam aprovados). Como diriam os meus alunos, duhhh

quinta-feira, julho 09, 2009

«(...) quando confrontada com a descida importante das classificações num dos exames, a Senhora Ministra da Educação [devia] ter percebido o que muita gente minimamente atenta ao estado da educação, com destaque para os professores, tem vindo a sugerir: os alunos demonstram progressivamente “menos investimento, menos trabalho e menos estudo”.

(...) Porém, ao levantarem uma forte suspeita de existência de um problema, seria razoável que a responsável máxima pela educação nacional dissesse ou pensasse algo do género: “é preciso percebermos o significado deste abaixamento do rendimento escolar. De onde é que ele decorre? Quais são as suas consequências? O que poderemos fazer para o superar?”.

(...) Não foi isso, no entanto, que sucedeu. O que sucedeu foi ainda mais extraordinário: a Senhora Ministra afirmou que a responsabilidade pelo abaixamento de resultados académicos dos alunos é da… comunicação social. E porquê? Porque tem dado a ideia de que os exames são fáceis!

É claro que não se esperava que a Senhora Ministra imputasse esta responsabilidade ao seu próprio Ministério, e bem podia tê-lo feito, pois os currículos e os programas têm a sua chancela, os exames e as respectivas grelhas de correcção são construídos lá, isto para não falar das sinuosidades da formação de professores, da impraticabilidade do modelo de avaliação do desempenho docente, do muito polémico estatuto do aluno, da caixa de Pandora que é as "Novas Oportunidades".

Mas sempre podia ter imputado a responsabilidade aos professores (já é comum, ninguém estranharia, a menos que neste momento não seja conveniente); aos pais e encarregados de educação (por eventualmente não cuidarem que seus educandos estudem, mas talvez isso quebrasse a paz instalada); ou aos próprios alunos (pois são eles, afinal, que, como se diz, "constroem a sua própria aprendizagem")…

Não: a Senhora Ministra responsabilizou quem menos se esperava: os jornalistas, que vão dando conta do que acontece, daquilo que as pessoas fazem e dizem. (...)».

domingo, julho 05, 2009

9

9 será o número de C. Ronaldo no Real Madrid. É um número pesado e será difícil manter a excelência a ele associado. Antes de Ronaldo, usaram o número 9 estes fantásticos jogadores:
Alfredo Di Stéfano, vencedor de 5 taças dos campeões europeus e (até Raul) o melhor marcador do Real Madrid
Ivan Zamorano: 100 golos com o 9 branco
D. Suker: um jogador fenomenal, que com Raúl e Mijatovic compôs a linha de ataque do primeiro Real de Capello e do Real vencedor da 7ª Liga dos Campeões
F. Morientes: Vencedor de 3 Ligas dos Campeões com o 9 merengue
Hugo Sanchez: com a famosa quinta del buitre (Butragueno era o grande símbolo do clube no final dos anos 80, até ser substituído por um jovem chamado Raúl), H. Sanchez marcou mais de 230 golos oficiais; "Ganó cinco Ligas. En 1990 metió 38 goles (...) y todos fueron con un solo toque."
*
O outro Ronaldo também envergou o 9, mas não merece figurar nesta lista. Vamos a ver a quem C. Ronaldo se quererá juntar.
(Fonte: As)

The curious incident of the straight-A student

Uma interessante reportagem do Guardian sobre um caso de sindroma de Asperger:
Asperger's is an autistic spectrum disorder, and while children with the syndrome often have strong cognitive development, they can be socially inhibited, have trouble empathising and display unusual obsessions and verbal tics - repeating catchphrases or jokes, for instance.

"I don't think I've got a disability. I like being me."
The diagnosis of Asperger's felt, he says, "like a label. I felt like a jam jar." You can see what he means, for the word conjures images of The Curious Incident Of The Dog In The Night-Time, Mark Haddon's bestselling novel about a boy with Asperger's that has come, for most people, to represent the definitive account of the condition. But when Jan shows me Alex's Facebook page, I'm amazed; on screen is someone almost unrecognisable - witty, acute, confident. "I like it on Facebook," Alex says simply. "It's removed, it's detached. It's just me talking to one other person at a time, so I'm OK."

"As soon as you say Asperger's, people think he's going to have glasses - which I do - he's going to be pretty intelligent and he's not going to talk much," he pauses one beat before setting up his punchline: "And he's going to play chess."
Does he play chess? "No, I play guitar."

domingo, junho 28, 2009

Silly results in silly Quizzes

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Encontram-se aqui.

Eis alguns resultados:
Your Hillbilly Name Is: Snake Carter

You are 93% Pisces

You Are 60% Weird

You've Been a Little Ruined by American Culture: Whether you live in the US or not, deep down you're a little American.
And there's nothing wrong with loving American culture, but it may have negative effects on your life.
Slow down and enjoy what you have. Reconnect with life's simple pleasures.
You don't need to be in a consumerist rat race. Life's too short to overwork yourself!


You've Changed 48% in 10 Years

Your Evil Name Is Raven Than

You Are 48% A Child of the 80s: Back in the day, you were totally 80s. Tubular, totally tubular.

You Feel Like Winter: You've reached a point in your life where you need a lot of downtime.
You need to rest, recuperate, and reevaluate. Give yourself this time. It's possible that you've suffered some losses. Or maybe life just has you worn down. Take time to relax. You will emerge a better person if you are able to find true quiet and stillness.

Are you a dumb american?
You Are Not a Dumb American:You got 6/10 correct.
You know a good deal about American history, but there's some basic facts you have wrong.
Time to go back to history class!

O gentleman e o «chulito arrogante»


"... la segunda razón por la que le es difícil que Cristiano salga tan rentable como Beckham es que el portugués es menos querible, además de menos carismático, que el inglés. Tiene a favor que es mejor jugador, pero por lo demás sale perdiendo. A nadie en el mundo se le escapa la percepción de Cristiano como un chulito arrogante."(AS)

Videos on B&W



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Stranger in Moscow

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It's time to rock the vote

Com 15 dias e muitos milhões de euros de diferença. Fica provado que muitos dos nossos políticos, de Cavaco a Meneses, de sócrates a Louçã, de Portas a Jerónimo, acham que somos idiotas incapazes de distinguir eleições e boletins de voto. É natural que não tenham grande ideia dos Portugueses, afinal de contas foram suficientemente imbecis para os elegerem. Em Setembro, não se esqueçam, "it´s time to make history, it's time to rock the vote."


Retro



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Candyman

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Smooth Criminal (claro)

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sábado, junho 27, 2009

Abril está na rua (crónica já antiga, mas imperdível, de Alberto Gonçalves)

sexta-feira, junho 26, 2009

King of Pop King of Pop

Há mortes que não fazem sentido. Por chegarem demasiado cedo (mas quando é que não é cedo demais?) ou por não a julgarmos possível. A de Michael Jackson é assim. Cresci com ele, com as suas músicas, com a excelência do seu talento de músico e dançarino. E com ele aprendi que há pessoas que não podem ser como são, porque o mundo não deixa. Sobre Jackson toda a gente tinha uma opinião, geralmente fundada não na realidade, mas na ilusão criada pela imprensa dita (um trágico eufemismo) côr-de-rosa. Só hoje, nesta sala quase vazia, ouvi três ou quatro disparates. E não importam os desmentidos (regra geral ignorados), como não importam as decisões da justiça americana (que não é como a portuguesa). As pessoas só veem a poeira, feliz expressão que ouvi ontem na Sic, e é mais fácil condenar do que elogiar. Claro que com a morte inesperada começam a surgir os inevitáveis elogios, mas também são de desconfiar os que saem de algumas bocas. O tempo da morte é o da limpeza da alma: até as pessoas mais detestáveis são descritas como "era tão boa pessoa", quando na verdade queríamos era dizer "já foi tarde e não faz cá falta nenhuma." Não é o caso.
Com o tempo a poeira irá dissolver-se no vento e Jackson aparecerá como realmente foi: uma verdadeira estrela, talentosa, profissional e perfeccionista; num universo mediático que transforma a mediocridade em talento e onde o sucesso é temporário (mais do que estrelas, as vedetas são fósforos que em breve se apagam), o brilho de Jackson perdurou ao longo de décadas, dos 5 anos aos 50, perdurou e perdurará. Intitulado o rei do pop (e não auto-intitulado, como tantas vezes se repete) é seu o album mais vendido de sempre, Thriller. E foi ele o primeiro negro (sim, negro, afro-americano se preferirem) a passar na MTV. Um dançarino elogiado por Astaire e Gene Kelly e imitado por muitos outros, mestre na escolha de outros igualmente talentosos para com ele colaborarem: realizadores como John Landis (Thriller e Black or White), Martin Scorcese (Bad) e David Fincher (Who is it); actores e figuras públicas como Magic Johnson, Michael Jordan, Eddie Murphy, Naomi Campbell, Iman, Weird Al Jankovic, Spielberg, Joe Pesci, Marlon Brando; músicos como Paul MacCartney, Quincy Jones, Mick Jagger, Stevie Wonder, Janet Jackson, Lionel Ritchie, Van Halen e Slash. Deixa êxitos que devem figurar nas grandes antologias musicais do século XX: Ben, ABC, We Are The World, Don't Stop Till You Get Enough, Thriller, Billie Jean, Beat It, Human Nature, The Girl is Mine, Say Say Say, Bad, Man in the Mirror, Another Part of Me, The Way You Make Me Feel, Black or White, Who Is It, Give in to Me, Keep it in the Closet, Heal the World, Scream, Stranger is Moscow, e por aí fora...
*
Michael Jackson foi o cantor que eu mais gostaria de ter visto actuar ao vivo e não tive a possibilidade. Quando veio a Alvalade, em 1992, não tinha nem o "capital" nem a autonomia para ir a Lisboa (na altura era tão longe) para ver o concerto. Uma colega de turma, mulatinha simpática cujo nome já esqueci, foi e adorou, claro. Fiquei-me pela sua alegria e pela sua descrição. Além de Jackson, gostaria de ter visto Freddie Mercury. De resto, da escassa lista dos que realmente quero ver, faltam Bruce Springsteen, Tori Amos e os U2. Já vi (pensei que não teria a possiblidade) os Pogues e o Leonard Cohen.

"Era sem dúvida nenhuma o rei da pop"

Zé Pedro, guitarrista dos Xutos & Pontapés
"Acho que ele foi a pessoa mais inovadora dentro de toda a pop music e, além de cantor, era um exímio dançarino. Era um inovador, uma pessoa que sonhava muito alto. Era sem dúvida nenhuma o rei da pop. O rei tem de estar sempre a inovar e era o que ele fazia".



Quincy Jones, produtor
“A sua música é tocada em todos os cantos do planeta porque ele tinha tudo – talento, graça e profissionalismo. Perdi o meu irmão mais novo e uma parte do meu ser foi-se com ele”.

Madonna
"Não consigo parar de chorar... Sempre admirei Michael Jackson. O mundo perdeu um dos seus maiores, mas a sua música viverá para sempre."

Reverendo Al Sharpton
"Michael Jackson foi responsável pelo facto de a cultura ter aceite uma pessoa de cor bem antes de Tiger Woods [jogador de golfe], bem antes de Oprah Winfrey [da diva da televisão] e bem antes de Barack Obama”

Arnold Schwarzenegger, governador da Califórnia
"O mundo perdeu uma das figuras mais influentes e mais emblemáticas da indústria da música. Mesmo se havia questões sérias sobre a sua vida pessoal, Michael era sem dúvida um grande artista e a sua popularidade tocou gerações em todo o planeta”.

Britney Spears
"Era um homem maravilhoso e a sua perda será muito sentida".

Jane Fonda
"O meu amigo Michael Jackson morreu"

Gilberto Gil, cantor e antigo ministro da Cultura
"Entristece-me muito ver um tão grande e incrível talento deixar-nos tão cedo - um talento que nos deu a todos alguns momentos maravilhosos. Vou ter saudades do Rei da Pop".

Chuck D, músico dos Public Enemy
"Provavelmente Jackson morreu de coração partido e de alma dilacerada... Foi uma vítima da droga do estrelato e nunca foi treinado para se desintoxicar dela".

Brooke Shields
"O meu coração está assoberbado com tristeza pela perda devastadora do meu verdadeiro amigo Michael. Era um amigo extraordinário, um artista extraordinário que muito contribuiu para o mundo."

Justin Timberlake
"Perdemos um génio e um verdadeiro embaixador não só da música pop mas de toda a música. Foi uma inspiração para várias gerações e vou acarinhar para sempre os momentos que partilhei com ele em palco e tudo o que aprendi sobre música com ele".

Slash, ex-guitarrista dos Guns N' Roses
"Ele era um talento vindo de cima."

Liza Minnelli
"Era um homem gentil, genuíno e maravilhoso. Era também um dos melhores entertainers de sempre."

Steven Spielberg
"Tal como nunca haverá outro Fred Astaire ou Chuck Berry ou Elvis Presley, nunca haverá alguém comparável a Michael Jackson. O seu talento e o seu mistério tornam-no uma lenda".

Donna Summer
"A sua grandiosidade era perfeição. Michael era uma daquelas pessoas que não paravam até ser perfeito e continuava depois disso".

Ludacris, rapper
"Se não fosse por Michael Jackson eu não estaria onde estou e não seria quem sou hoje. A sua música e legado viverão para sempre".


Wyclef Jean
"Ele vive para sempre no meu coração. Nunca esquecerei o dia em que ele me veio visitar em estúdio e lhe toquei música... Alguns perderam o Elvis Presley e nós perdemos o Michael Jackson. Hoje chorei porque o Michael Jackson era um pai que todos perdemos".
(Público)

quinta-feira, junho 25, 2009

«5.3. (...) No primeiro mês, [o Manuel] teve um vencimento de €1280, do qual foi deduzida a verba relativa ao IRS (17% desse valor).
Indique o valor que o Manuel efectivamente recebeu no primeiro mês, supondo que não foi efectuado mais nenhum desconto. »
*
Assim, tal e qual, uma questão do exame de Matemática (MACS) do nosso ensino secundário (!), com valor de 1,5 valores em 20.
*
É esta a tão apregoada "exigência" do ministério da educação deste (quase defunto) governo. À imagem do seu líder, naturalmente.

sexta-feira, junho 19, 2009

Comprar um jogador de futebol assemelha-se à compra de um cavalo: é preciso estar atento à dentição.

segunda-feira, junho 15, 2009

Já dizia Nabokov algo parecido com isto: "a crítica apenas revela a inteligência do crítico". Olhando para as críticas de Laporta perante as contratações do Real Madrid, a verdade contida nesta frase cintila como ouro. E no caso de Laporta a (falta de) inteligência parece acariciar, com laivos de pornografia, a boçalidade. Primeiro, o homem diz-se tranquilo (tritranquilo, para usar o seu neologismo), mas já falou do tema pelo menos duas vezes. Depois, considera a atitude do Real como "imperialista e prepotente". Lembra a malta da esquerda a falar dos EUA. Gente com complexos de inferioridade, portanto, que cobrem com um manto de arrogância e falta de educação. Por fim, alguém devia lembrar ao sr Laporta que a sua equipa também se insere no conjunto das "imperialistas e prepotentes", ou seja, das que têm dinheiro e o gastam comprando jogadores que pretendem. Henri (para falar do caso mais recente) não foi uma oferta do Arsenal, enternecido com a miséria que grassava nos cofres do barcelona. E se 90 milhões é demasiado dinheiro por um jogador (e é, sobretudo se falarmos de C. Ronaldo), então por que motivo a cláusula de rescisão de Messi está colocada nos 150 milhões? Coitado.
*
Coitado também do arcebispo de Barcelona, que parece ter muito tempo livre nas suas mãos e muito espaço livre na cabeça e veio também criticar as contratações do Real Madrid. E não o fez enquanto adepto, à porta da sua (seguramente modesta) casa, fê-lo em plena cerimónia religiosa. Se fosse no tempo do anterior Papa, ainda poderíamos pensar que seriam indicações vindas do Vaticano - constava que o falecido J. Paulo II seria adepto do barcelona (uma forma de penitência, portanto). A sorte do arcebispo foi Cristo, que seguramente o mirava nas suas costas, estar com as mãos pregadas na cruz, ou certamente lhe daria duas ou três lambadas para o acordar para a realidade.

quinta-feira, junho 11, 2009

As contratações mais caras

De Cruyff a Ronaldo (esta ainda por confirmar - mal empregado dinheiro), as 16 contratações que, no momento em que ocorreram, eram as mais caras da história do futebol. Há de tudo, excelentes apostas (Cruyff, Maradona no Nápoles, Papin no Milan, Figo e Zidane no Real Madrid) e muita asneira (Shearer e Denilson).

quarta-feira, junho 10, 2009

Auto-de-fé

Coimbra, 1 de Junho de 1984
"Auto-de-fé de todos os manuscritos antigos. Foi como se queimasse a alma. Mas tinha de ser. Não quero que nenhum abutre futuro, incapaz de compreender o que custa e significa um verso, sacie a gula necrófila no lixo da inspiração. Tartamudo de nascença, só por aproximações sucessivas consegue um mínimo de clareza expressiva. Eu próprio fico aterrado quando revejo as teimosas, consecutivas e canhestras versões do mesmo texto. Chegam a confranger, de tão informes e comprometedoras. Deixar esses tacteios à posteridade serviria apenas para tirar força ao que agora parece evidente. O póstumo é sempre lúgubre, valha o que valer. Ora, não são os meus despojos que pretendo legar aos vindouros. É o mais vivo de mim, o que não testemunhe a tortura do percurso, mas a graça da chegada."
(Miguel Torga, Diário, Vol. II)

quinta-feira, maio 28, 2009

Tocata e Fuga em Ré Menor

Wash Your Hands Too

Paranoico? ...não me parece!!!!!

F.C. Barcelona - Campeão da Europa

The Dream Team


A melhor equipa de futebol do Mundo da actualidade
Campeão Nacional 2008 / 2009
Campeão da Taça do Rei 2008 / 2009
Campeão da Liga dos Campeões 2008 / 2009



Entrega da Taça dos Campeões


segunda-feira, maio 25, 2009

João Bénard da Costa: Esta vida não acabou aqui

Talvez tenham lido esta crónica do Público, no dia 21, deixo-vos o excerto inicial e o link para lerem o resto nuns minutos que roubem a um dia, porque vale a pena, vale mesmo
http://ipsilon.publico.pt/cinema/texto.aspx?id=231919#Commentarios

"Sabia tudo com paixão. Acreditava que a criação humana era "uma forma de nos defendermos contra a morte". Acreditava em dar "testemunho do que vai durar contra o que parece que está para durar". Acreditava em convencer "quem eu quero que goste tanto como eu gosto" e, "se possível, goste como eu gosto". Escreveu num português vintage de frase lançada. Quando ele escrevia, acreditávamos que sabia tudo."
"Para [Mario Vargas Llosa], como conseqüências da civilização do espetáculo, a literatura, as artes plásticas, a crítica, o cinema, a política, o sexo e o jornalismo desapareceram em sua essência mais pura.
Isso ocorre, disse, porque há um total desdém por tudo o que lembra que a vida não só é diversão, também drama, dor, mistério e frustração.
Segundo o escritor, no campo do jornalismo, a difusão da frivolidade se alimenta do escândalo.
"A revista 'Olá' e seus 'congêneres são os produtos mais genuínos da civilização do espetáculo porque dão respeitabilidade ao que antes era produto marginal e quase clandestino: escândalo, intriga e inclusive a calúnia", afirmou Llosa.
"A triste verdade é que nenhum meio pode manter um público fiel se ignora a moda imperante", disse o escritor, baseando sua conclusão de que o problema não está no jornalismo mas num estilo de vida que tem no entretenimento passageiro a maior aspiração humana.
"A obrigação de pôr a cultura ao alcance de todos teve em muitos casos o indesejável efeito do desaparecimento de a alta cultura, minoritária pela complexidade de seus códigos, em favor de um amálgama na qual tudo cabe", afirmou o peruano.
Llosa criticou as seções destinadas à cultura. Para ele, desapareceram os intelectuais e praticamente os críticos, mas a cozinha e a moda ocupam boa parte das seções dedicadas à cultura, em um mundo controlado pela publicidade que dá carta de "cidadão honorário a John Galliano e a seus espantalhos indumentários" - nas palavras do escritor."

Sharleen Spiteri (Texas)





A festa dos campeões







And now, my favourite moment of that night

A great moment

domingo, maio 24, 2009

Oh, mas que chato...

O Boavista desceu de divisão.
A família loureiro afastada do futebol e eis que Boavista e Gondomar vão parar à segunda B.

Leonard Cohen III - In My Secret Life

"I bite my lip. I buy what I’m told:From the latest hit, To the wisdom of old. But I’m always alone. And my heart is like ice. And it’s crowded and cold In My Secret Life."
*
Video oficial.
*
Versão Katie Melua:


"It is my belief, Watson, founded upon my experience, that the lowest and vilest alleys in London do not present a more dreadful record of sin than does the smiling and beautiful countryside.… The pressure of public opinion can do in the town what the law cannot accomplish. There is no lane so vile that the scream of a tortured child, or the thud of a drunkard's blow, does not beget sympathy and indignation among the neighbours, and then the whole machinery of justice is ever so close that a word of complaint can set it going, and there is but a step between the crime and the dock. But look at these lonely houses, each in its own fields, filled for the most part with poor ignorant folk who know little of the law. Think of the deeds of hellish cruelty, the hidden wickedness which may go on, year in, year out, in such places, and none the wiser."
Arthur Conan Doyle, The Adventure of the Copper Beeches
Passaram-se já mais de cem anos, mas esta realidade ainda se encontra viva. Apesar das vias de comunicação que encurtam distâncias, a verdade é que existe ainda uma barreira entre as forças da ordem e a censura social e os autores de actos horrendos nas povoações mais afastadas dos grandes centros. Muitos desses actos ocorrem no isolamento das vidas privadas, atrás de paredes negras, telhados que são um céu sem estrelas. As suas principais vítimas são personagens de cinema mudo, denunciando o que sofrem através de gestos subtis e de expressões do olhar e do rosto. Mas não têm público que os interprete, porque as poucas pessoas que as rodeiam ou têm medo, ou estão ingenuamente alheias, ou são cúmplices do que vai ocorrendo.

terça-feira, maio 19, 2009

FC Barcelona...a dobradinha


Depois de mais uma taça do Rei, eis que, com tranquilidade, o Barça tornou-se campeão espanhol 2008/2009. Apenas falta a Champions para ser um época perfeita...

Postura dos madrilenos...de mal a pior

segunda-feira, maio 18, 2009

O reflexo do estado do país

Ver um primeiro-ministro analfabeto e com um diploma que não vale o papel em que está impresso a distribuir a dezenas de outros analfabetos diplomas igualmente sem valor. Parece uma sátira. É o país que temos. E que, pelos vistos, gostamos.
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Ver que, apesar de tudo o que já foi dito sobre a criatura (da licenciatura aos lixos, dos lixos ao freeport, do freeport aos relatórios mentirosos ocde que afinal não são ocde, dos relatórios de encomenda aos processos aos jornalistas, dos processos ao fumo no avião, do fumo no avião à palhaçada do magalhães, do magalhães à directora inculta da direcção regional da educação, da directora inculta aos exames fáceis para melhorar a estatística, dos exames de treta aos diplomas de treta novas oportunidades, das novas oportunidades ao desemprego sempre crescente e que começou antes da crise mundial...) e apesar de tudo o que se diz da criatura, a verdade é que as sondagens o continuam a colocar como vencedor. Das duas uma: ou não podemos acreditar nas sondagens (e as vitórias de Santana e Lisboa e Rui Rio no Porto já mostraram que são menos fiáveis do que se pensaria), ou temos os governantes ao nível dos eleitores. E, vendo bem, parece que o Major vai vencer em Gondomar, a santinha em Felgueiras, o outro senhor no Marco e ainda o outro em Oeiras... Os Portugueses gostam de gente assim.
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Suspiro.

quinta-feira, maio 14, 2009

When you find yourself in times of trouble, parafraseando os Fab Four

Nada como um pop uplifting.

There comes a time...

Onde podemos encontrar tantos nomes grandes da música contemporânea? Tantos ídolos, verdadeiros ídolos, nomes incontornáveis da música pop? Todos eles americanos, naturalmente. Onde podemos encontrar Bruce "the Boss" Springsteen e o seu inspirador Bob Dylan; Michael "King of Pop" Jackson e a sua musa Diana Ross; as grandes vozes negras (além dos dois anteriores) Stevie Wonder e Ray Charles; e Paul Simon, Lionel Ritchie, Kenny Rogers e Willie Nelson (do Country), Tina Turner. Billie Joel, a excêntrica Cyndi Lauper; todos sob a batuta do excelente Quincy Jones (vencedor de nada mais nada menos 27 Grammy Awards, com um record de 79 nomeações e um currículo que inclui ainda a produção do álbum mais vendido de sempre, Thriller de Michael Jackson)? Presumo que já adivinharam. A música está assinada por Lionel Richie e Michael Jackson e marcou muitas infâncias. A minha, sem dúvida. E a essa infância regresso sempre que a ouço. E fico pequenino, pequenino, como era na altura, à semelhança de uma personagem de banda desenhada Rose is Rose quando o passado lhe entra no espírito. Eram tempos de inocência.


segunda-feira, maio 11, 2009

Queima das Fitas (recebido por mail)


A corja está a meter as mãos nas escolas 2

Como conta o Correio da Manhã:
"Sandro Colaço, professor de Expressão Corporal do ATL da Escola Básica de Santa Luzia, Tavira, foi suspenso pela autarquia, na quinta-feira, depois de um acidente durante uma aula que envolveu o filho do presidente da câmara, Macário Correia.
"Era um exercício normalíssimo, supervisionado por mim", explica o docente, que diz não saber por que razão está suspenso. A turma tinha terminado o ensaio da peça ‘Inspector Tótó’ e, no exercício seguinte, com os alunos de olhos vendados, o filho do presidente da Câmara de Tavira feriu o lábio.
"O professor é muito querido, é boa pessoa e não é justo ir para a rua por o acidente ter sido com quem foi", desabafa uma das empregadas, sob anonimato.
Sandro Colaço "tem feito as festas mais lindas desta vila e todos os alunos têm um enorme carinho por ele", diz a coordenadora da escola. Aida de Jesus, que também desconhece oficialmente o motivo da suspensão, acrescenta que "toda a escola está em choque, todos têm plena confiança no trabalho do professor e respeitam-no".
As aulas de Expressão Corporal estão agora a ser leccionadas pela professora de Expressão Plástica e há alunos que reclamam pelo regresso de Sandro Colaço.
Macário Correia não comentou a suspensão do docente. "São assuntos internos da câmara, envolvendo um familiar e por uma questão de ética e boa educação não presto declarações", disse."
(Questão de ética? Vindo de um homem que, pelos vistos, já lambeu cinzeiros no passado??? Ainda bem que o Super-Carneiro não tem filhos na escola, ou tínhamos de o levar ao colo)
"O Parlamento parece transformado num recreio. As renovações recentes só vieram confirmar essa tendência. Os computadores distribuídos pelos 230 lugares são inexplicáveis. Ou antes: só se compreendem se fizerem parte de um plano de fornecimento aos representantes da população de equipamentos de divertimento e passatempo. Computadores e plasmas para os deputados têm exactamente as mesmas funções que os “Magalhães” para as escolas. Os ecrãs monumentais nas paredes esperam imagens, gráficos, programas de “power point” e “clips” de propaganda. Quem julgue que o Parlamento serve para pensar, ouvir, falar, aprender, argumentar, discutir, esclarecer e fiscalizar está enganado. Ali, passa-se o tempo. E como a ausência ao hemiciclo é constante e elevada, alguém congeminou esta inovação: vamos trazer-lhes divertimentos, vamos atrair os deputados com imagens e filmes. Vamos permitir-lhes que tenham acesso rápido ao “twitter”, ao “messenger”, ao “face book” e ao “you tube”. Vamos dar-lhes imagens, que valem milhares de palavras. Vamos dar-lhes qualquer coisa que lhes interesse, que os seduza. E já agora que os impeça de se interessarem pela política e pelo debate."
*
"Trinta e cinco anos depois de Abril, a democracia continua a viver à custa de Salazar e da sua queda. Parece que o regime democrático e a liberdade nada têm a oferecer ao povo para além do derrube do ditador. Que, aliás, não foi do próprio mas do sucessor. Aqueles partidos e aquela instituição [Parlamento] vivem obcecados. Sentir-se-ão culpados? De quê? De não terem sabido governar o país com mais êxito e menos demagogia? De perceberem que a população está cada vez mais cansada da política e indiferente aos políticos? [...] A política contemporânea é de tal modo medíocre que o derrube do anterior regime é ainda mais importante do que o novo regime democrático. Essa é a mágoa! Trinta e cinco anos depois, a liberdade e tudo quanto se vive não são já mais importantes do que aquele dia de derrube. [...] Que Parlamento no mundo, em dia solene ou simplesmente em dia de trabalho normal, se dispõe a exibir fotografias dos inimigos da democracia? Será assim tão frágil a nossa liberdade que necessitamos de a legitimar sempre com o derrube de um ditador? Por quantos mais anos vamos assistir a isto? Nenhum dos argumentos previsíveis é satisfatório. Dizem que é preciso recordar. Reler a história recente para que a ditadura não volte. Gritar “nunca mais”, para que nunca mais seja. É exactamente o contrário. A falta de capacidade de respirar livremente, sem recordar os fantasmas, é a vontade de viver amarrado ao passado. Este regime é débil, porque não encontra em si próprio, nos seus méritos, razão suficiente para se legitimar e justificar. Para se assumir sem inventar ou ressuscitar inimigos. Esta insegurança revelada pelos dirigentes políticos contrasta com a certeza de muitos cidadãos. Inquéritos recentes mostram os sentimentos dos portugueses. Querem a liberdade. Não necessitam de fantasmas para se sentirem livres. Ponto final."

TETRA ...noite de festa

Crisis? What Crisis?

Comfortably Numb

domingo, maio 10, 2009

Ai se eu votasse no Porto

"Elisa não resiste mandar algumas indirectas a Rui Rio. "Pintaram os bairros, mas esqueceram-se de vos dizer que o dinheiro é do Estado, é do PS", diz. Pouco depois, volta a atacar: "Não quero o poder. Já tive muito. Quero é criar uma cidade onde as minhas filhas e os vossos netos possam viver e não quero aqui conflitos permanentes, uma vez é futebol... outra é com Lisboa...". E termina: "Se deixarmos a cidade nas mãos daqueles que andam com os seus negócios ou poderzinhos, qualquer dia a cidade não tem ninguém"." (DN)
*
Para a candidata socialista do Porto /Parlamento Europeu (ou não?), falar em Estado é o mesmo que falar em PS. Esclarecedor.
E em relação à última parte, a de ter a cidade nas mãos daqueles que andam com os seus ... poderzinhos...", lembro-me logo do tempo em que a câmara era PS e um certo presidente de um certo clube mandava mais que o presidente eleito da autarquia (o mesmo presidente de um certo clube que alimentava as guerras com o que ele julga ser Lisboa). Será que, com tanta contradição, Elisa Ferreira acabou por defender o voto em Rui Rio, precisamente o político que não deixou a cidade nas referidas mãos?

O rei que ria

Elvis, num momento bem divertido.

Katie Melua

Cinco canções, ao vivo na BBC2 e uma paródia a si mesma (com a letra enviada por ouvintes da mesma rádio):

"Os nossos políticos são tão bons que até admitem tudo: a corrupção como forma de vida e a natureza mendaz das candidaturas em que participam. Enganam-se os que pedem mais ética na política. Eu, por mim, já ficava contente com alguma estética."
(J. Pereira Coutinho, Correio da Manhã)

Novos partidos (ou movimentos)

MEP e MMS.

Ia, nós podemos!

A corja está a meter as mãos nas escolas

Como bem se percebe nesta notícia. Falo, claro está, da corja do poder autárquico, que vai usar (ainda mais) as escolas, que vão controlar graças a decisões incompreensíveis deste governo, para propaganda política e para promoção ou perseguição, respectivamente, de apoiantes, amigos e familiares ou de adversários políticos e pessoais.
*
Lá por cima, a escola organizou uma feira vocacional. A câmara emprestou umas bancas (daquelas usadas para as feiras dos enchidos) e mão-de-obra preguiçosa. No dia da inauguração, lá estava o super presidente a aparecer. Ia cumprimentando os representantes das instituições de ensino superior e tecnológico presentes na feira. Estes, educados, agradeciam ao presidente da câmara o convite. O sr presidente, obviamente, não foi capaz de se lembrar do simples facto de não ter sido ele a fazer o convite nem a organizar a actividade. Dizem que, numa ou duas bancas, ainda conseguiu dizer que tudo fôra feito "em parceria" com a escola. Estranho conceito de parceria: vocês organizam, eu empresto barracas e apareço cá para o beija-mão. É o poder local que temos, bem evidenciado neste pequeno episódio.
"A beber todos os santos ajudam" (I)

Message in a bottle

De Auschwitz.

sábado, maio 09, 2009

Hey Jude

antologia da estupidez made in ministério da educação 2

Não há como um elemento do ministério da educação para escrever português desta forma.
Um "prelongamento", senhores. Será que foi a directora da dren? Tem o toque intelectual dela...

quinta-feira, maio 07, 2009

Barça? Ou Farsa?

Diz Guardiola que o de ontem foi a vitória do talento. Sem dúvida. Mas talento de quem? Bosingwa explica:
«Não sei se quem esteve em campo foi um árbitro ou um ladrão.»
A imprensa espanhola fala de 3 grandes penalidades não marcada a favor do chelsea. Talvez o barcelona até nem esteja directamente implicado nesta farsa. A uefa, dirigida por um francês (e todos sabemos o que sentem os franceses perante a superioridade inglesa), não podia ter novamente uma final entre ingleses. Por isso, o Chelsea foi impedido de chegar à final. A uefa sabe também que ganha mais dinheiro em patrocínios com uma final entre Manchester e barcelona do que com uma repetição da final do ano passado. As repetições não despertam tantas atenções. Por isso, enviaram o seu agente com a lição bem estudada. E assim foi. Lá teremos o campeão inglês e europeu a defrontar a escolha da uefa na final de Roma. A uefa, que diz ser defensora do fair-play, do futebol e da "justiça desportiva" (cada vez mais esta expressão soa a contradição), contorna as suas próprias regras por um bem superior, o dinheiro. O futebol da uefa é, pois, um circo. E os palhaços tinham de estar presentes na final.
*
Claro que em barcelona estas coisas são detalhes. Mas também é destes FACTOS que se faz a História. E a História conta que o barcelona chegou sem mérito às duas últimas finais em que esteve presente. Este ano, chegou com mérito às meias-finais, mas não devia estar na final, porque no campo não venceu. Venceu na secretaria, nas conspirações que, ano a ano, vão corrompendo o futebol.

quarta-feira, maio 06, 2009

Barça na final da Champions

Como era de esperar a melhor equipa da Europa na actualidade chega à final da Champions. O Sir Alex Ferguson enganou-se pois vai ter que "levar" com eles na final. Percebe-se o porquê do Sir Fergusson.querer o Chelsea...contra eles ainda tinham alguma hipótese de ganhar mas com o Barcelona já era ....mais uma vez demonstrou porque é a melhor equipa da actualidade (até o treinador do Chelsea o disse antes do jogo). A jogar com 10 com uma expulsão ridícula de um árbitro ttambém ridículo e fortemente tendencioso e a favor da equipa da casa, eis que surgiu a estrelinha dos campeões que lutam até ao último segundo do jogo. Foi bonito o diálogo cordial entre os treinadores antes uns minutos de acabar o jogo...e o jogo também. 2 golaços que fazem levantar qualquer estádio e um jogo onde a técnica prevaleceu sobre a força.

segunda-feira, maio 04, 2009

TETRA a 3 pontos


Caro João,

Uma andorinha não faz a primavera. E um ano de sucesso não faz do barcelos a melhor equipa do mundo. Quando muito, poderá aspirar a ser a melhor equipa de 2008/2009. Mas como a memória dos barcelonistas tende a ser muito curta (quando lhes convém o presente), devo recordar que no que vai de século XXI, o Real Madrid tem mais títulos do que o barcelos, que esteve mais de metade do tempo sem ganhar nada. De 2000 até hoje, o barcelos ganhou 3 ligas (contando já com a actual), contra 4 do Real Madrid, duas do Valência e uma do Corunha. Isto para não falar de números totais: 31 ligas contra 19 (o barcelos, curiosamente, é o "campeão" do 2º lugar, foi a equipa espanhola que mais vezes ficou como first of the loosers, como dizem os americanos, 22 vezes). E em relação à Champions, de que tanto falam (e que têm tantas como o benfica ou o porto), no mesmo período de tempo o barcelos conseguiu a segunda (2006) e o Real conseguiu a oitava e a nona (2000 e 2002). Por isso, façam os vossos (merecidos) festejos deste ano à vontade, porque, para citar uma coluna da Sábado, "Quem nasceu para lagartixa nunca chega a jacaré".
*
ps: Os aplausos do Bernabéu aos adversários não surpreendem. Aconteceu com o barcelos, também com o Milan (quando Redondo foi substituído), entre outros exemplos. Chama-se fairplay e educação. Está no nosso hino. Algo de que não há registo no camp nou, onde se prefere atirar cabeças de porco e objectos aos adversários.

«Um orgasmo futebolístico»



Luis Enrique vibrou com a goleada (6-2) do Barcelona no Santiago Bernabéu e fez questão de o... dizer.

«É fantástico ser adepto do Barcelona e, em especial, na noite de ontem. Fomos infinitamente superiores. Poucas vezes assisti a uma diferença tão grande. Que maravilha ver Iniesta, Xavi e Messi, e Puyol a marcar! Foi um orgasmo futebolístico», descreveu o antigo jogador das duas equipas e actual treinador do Barça B, ste domingo, citado pelo diário desportivo espanhol Marca.



«Nunca antes na minha vida vi uma equipa jogar tão bem. Embora não deva dizê-lo, eu clonaria Xavi, Iniesta e Messi para quando tivéssemos um momento de debilidade dentro de muitos anos. O curioso é que se formaram aqui no Barcelona e, por isso, devia reconhecer-se, não só os jovens da formação, mas todos aqueles que tornaram possível que estes jogadores dessem o salto para a primeira equipa, como aconteceu também com Puyol, Victor Valdés e Piqué.»



O "poder" vai-se ver para a semana no frente a frente...Messi e compania vão dar uma lição de futebol :) - o meu último comentário.

Pelos vistos ainda existiam crentes à espera de um milagre. Nem o facto de jogar em casa e uma vitória pudesse alimentar ainda alguma esperança ao Real, eis que o "barcelos" demonstrou todo o seu potencial e classe, humilhando completamente o seu adversário. Quem tenta jogar de igual para igual contra a melhor equipa do Mundo acaba por ter o desfecho que se verificou. Mais uma goleada a juntar a tantas outras este ano...100 golos só no campeonato e um Barnabéu em estado de choque...só faltaram as palmas dos madrilenos para agradecerem o futebol espectáculo do Barça!



domingo, maio 03, 2009

E o melhor programa da televisão portuguesa está de volta!

Leonard Cohen IV - Hallelujah

Suspeito que esta seja a canção de Leonard Cohen que mais gente se lembrou de cantar (e, em muitos casos, de arruinar - há versões que facilmente seriam suplantadas por um coro de corvos desafinados - e sim, refiro-me sobretudo à versão il divo). Há, pois, versões para todos os gostos e desgostos. Opto pela original (of course) e pela de Rufus Wainwright. Se preferirem, podem escutar Damien Rice, Bob Dylan, John Cale, Bon Jovi (sim, Bon Jovi, e nada má a versão), K. D. Lang (il divo, Rufus, K. D. Lang... estou a ver aqui um padrão), Sheryl Crow e uma data de ilustres desconhecidos . . .





http://news.bbc.co.uk/1/hi/magazine/7787355.stm

Leonard Cohen V - Story of Isaac


Rembrandt, The Angel Stopping Abraham from Sacrificing Isaac to God. 1635








The door it opened slowly,
my father he came in,
was nine years old.
And he stood so tall above me,
his blue eyes they were shining
and his voice was very cold.
He said, "I've had a vision
and you know I'm strong and holy,
I must do what I've been told."
So he started up the mountain,
I was running, he was walking,
and his axe was made of gold.
Well, the trees they got much smaller,
the lake a lady's mirror,
we stopped to drink some wine.
Then he threw the bottle over.
Broke a minute later
and he put his hand on mine.
Thought I saw an eagle
but it might have been a vulture,
I never could decide.
Then my father built an altar,
he looked once behind his shoulder,
he knew I would not hide.
*
(Há uma versão cantada por Suzanne Vega)



"enemigo en la contienda, cuando pierde da la mano"

«Tocado pero no hundido. Triste pero no resignado. Dolido pero no humillado. Fastidiado pero no amargado. El madridismo sufrió un bofetón en la cara que acabó con un sueño maravilloso que ha durado cinco meses en los que su equipo ha pulverizado todos los récords de la hombría y de la fe ilimitada. El Madrid es un equipo llamado Milagro que ha vivido en los límites de la realidad, en homenaje al gran Steven Spielberg. Conviene reconocerle ese mérito el día en el que pasó por el santuario del Bernabéu una maravilla con botas, una colección de tipos que durante noventa minutos nos mostraron una colección de recursos futbolísticos que debería ser expuesta este verano en los campus a los chavales. No les tengo envidia porque esa palabra no existe en mi vocabulario, pero sí encuentro una que acepta cualquier madridista de bien: ¡sombrerazo! El himno del mejor club del siglo XX y del XXI ... lo deja muy claro: "Enemigo en la contienda, cuando pierde da la mano. Sin envidias ni rencores...". (AS)
"Es una noche maravillosa porque ganar en este campo tan grande ante este club tan maravilloso es algo muy, muy grande."
(Guardiola)
"El Barcelona tiene un gran equipo, lo ha estado demostrando toda la temporada y por mi parte espero que tengan mucha suerte en la final de Copa del Rey y en la eliminatoria de la Champions contra el Chelsea."
(Casillas)
"...este es el nivel que tenemos ahora. Los grandes nos han superado y ya está. Hay que reconocerlo..."
(J. Ramos)

sábado, maio 02, 2009


A Professora chegou junto a mim e disse "a A. deve precisar de óculos", porque encostava a folha ao nariz e mesmo assim soletrava, não era só a leitura lenta, era a língua a tropeçar nas letras quando antes "lia bem", ou seja, quando antes corria pelo texto apenas tropeçando aqui e além numa vírgula ou na difícil escalada de uma palavra complicada. E eu respondi sem pensar "está bem, vou ver se resolvo isso", como se estas coisas fossem simples e se resolvessem só porque eu o afirmava. Que querem que vos diga? É que nem coloquei a hipótese. Chamei a A. e quando lhe disse "parece que precisas de óculos", ela respondeu "não, não preciso", naquele jeito habitual de teimar e contrariar que ela tem, uma brincadeira que geralmente termina com ela a aceitar o que se diz. Insisti "precisas de óculos" e ela "não, não preciso"; "vês mal", "não, não vejo", "disseram-me que nem as placas das matrículas já consegues ler", "e para que preciso eu de as ler?"; "deixa-te disso, andas a ver mal", "oh, e que importa, mais um ou dois meses e termino o curso, depois já não vou precisar de óculos". E eu ri-me do ridículo deste comentário. Ri-me e não olhei para as entrelinhas, ri-me e afinal era eu a precisar de óculos. De certeza que me lembrei da passagem do Livro, "bem-aventurados os pobres de espírito", só não percebi que se referia a mim. Mesmo com a palavra a soar, tão forte, o vibrar de um sino, metálico. Voltei a insistir, algum tempo depois. "Já trataste dos óculos?" E ela "já fui ao oftalmologista." "E...?" "E vou ter de usar óculos." "E quando estão prontos?" "Ainda demoram. Ainda falta a outra consulta." "Mas qual outra consulta?" "A consulta para ver qual é a graduação dos óculos." "Mas, não fizeram logo isso?" "Não." "E quando é a próxima consulta?" "Oh, ainda demora. Pela caixa demora sempre meses." Meses passados (dois, talvez) e eis que falo com o pai. E digo-lhe "a A. precisa de óculos", como se o senhor não fosse capaz de o perceber sozinho. E o senhor pára junto à porta (já estava de saída). Momentos antes tinha sorrido de orgulho - "a sua filha é a melhor da turma", agora parou e foi outro tipo de orgulho que encontrei no rosto. "Eu sei", respondeu, "mas falta o dinheiro para os comprar; só temos a minha reforma e ainda há pouco comprei óculos também para a mãe e a caixa não comparticita". Que lhe poderia eu dizer? Banalidades. Lembrei-me do meu "está bem, vou ver se resolvo isso" a verter confiança e nem sei o que pensei. Quer dizer, até sei, mas... Que querem que vos diga? Afinal a A. não é tola nem pobre de espírito, esse papel coube-me a mim. Ela é apenas pobre.

"We're so lucky to be alive at the same time Leonard Cohen is." (Lou Reed)

Leonard Cohen VI - Nancy