(já não há institutos, mas as salas permanecem, assim como os nomes - um pouco como os nomes de ruas aludindo a funções ou espaços há muito perdidos: Rua dos Moinhos; Rua dos Sapateiros; Rossio; Toural; Largo da Portagem.)
(permanecem os pilares, sempre seguros, segurando uma estrutura vazia; e ao fundo, à direita, a porta da velha "livraria", fechada como quase sempre, com os mesmos livros, poucos e desactualizados; se na altura já fazia pouco sentido, hoje ainda menos. Continua ali, como se fosse mais uma peça de mobiliário abandonado)
(eram 9h30 da manhã)
Gostei muito deste post, apesar do tom, que interpretei como melancólico mas que combina com as fotos - o relógio de ponteiros estáticos, o tempo que não avança como provam os poucos livros (que imagino serem os mesmos de sempre, com as capas amarelecidas, cores esvaecidas e cobertas por uma fina camada de pó acinzentado) ainda expostos na livraria fechada e vazia, sem movimento... O silêncio apenas interrompido pelo som das lâmpadas fluorescentes. Até a luz parece diferente, de uma outra época.
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